Papa Francisco: “Quando alguém tem medo de ouvir, não tem o Espírito em seu coração”

O protagonista da Igreja é o Espírito Santo afirmou o Pontífice na homilia desta quinta-feira, 28, na capela da Casa Santa Marta.

“É Ele que desde o primeiro momento deu força aos apóstolos para proclamar o Evangelho”, é “o Espírito que faz tudo, o Espírito que conduz a Igreja adiante” mesmo “com seus problemas”, mesmo “quando se desencadeia a perseguição” é “Ele que dá força aos crentes para permanecerem na fé”, inclusive nos momentos “de resistência e insistência dos doutores da lei”.

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Contudo, observa-se uma dupla resistência à ação do Espírito: a daqueles que acreditavam que “Jesus tinha vindo somente para o povo eleito” e daqueles que queriam impor a lei de Moisés, incluindo a circuncisão, aos pagãos convertidos. O Papa observou que “houve uma grande confusão em tudo isso”:

“O Espírito colocava seus corações em uma estrada nova: eram as surpresas do Espírito. E os apóstolos viram-se em situações que nunca teriam imaginado, situações novas. E como lidar com estas novas situações? Por isso, a narração de hoje começa assim: ‘Naqueles dias, tinha surgido uma grande discussão’, uma calorosa discussão, porque discutiam sobre este assunto. Eles, por um lado, tinham o poder do Espírito – o protagonista – que impulsionava a avançar, avançar, avançar … Mas o Espírito os levava a certas novidades, certas coisas que nunca tinham sido feitas. Nunca. Nem mesmo as tinham imaginado. Que os pagãos recebessem o Espírito Santo, por exemplo”.

Os discípulos “tinham um grande problema nas mãos e não sabiam o que fazer”. Assim, convocaram uma reunião em Jerusalém, onde “cada um contou a sua experiência” de como o Espírito Santo também descesse sobre os pagãos:

“E, no final, chegaram a um acordo. Mas antes há uma coisa bonita: ‘Toda a assembleia ficou em silêncio e ouviu Barnabé e Paulo, que relatavam os grandes sinais e prodígios que Deus havia realizado entre as nações, entre eles’. Ouvir, não ter medo de ouvir. Quando alguém tem medo de ouvir, não tem o Espírito em seu coração. Ouvir: ‘Você o que acha e por quê?’. Ouvir com humildade. E, depois, de terem ouvido decidiram enviar às comunidades gregas, isto é, aos cristãos que vieram do paganismo, enviar alguns discípulos para tranquilizá-los e dizer-lhes: ‘Tudo bem, continuem assim’”.

Depois de ouvir e discutir, decidem escrever uma carta na qual “o protagonista é o Espírito Santo”. E então afirmam: “O Espírito Santo e nós decidimos…”. “Este – afirma o Papa – é o caminho da Igreja face às novidades, não às novidades mundanas, como modas e roupas, mas às novidades, as surpresas do Espírito, porque o Espírito sempre nos surpreende. E como a Igreja resolve isso? Como enfrenta estes problemas para resolvê-los? Com reuniões, com a escuta, o debate, a oração e a decisão final”:

“Este é o caminho da Igreja até hoje. E, quando o Espírito nos surpreende com uma coisa que parece nova, ‘que nunca foi assim’, ‘deve-se fazer assim’, pensem no Vaticano II, nas resistências ao Concílio… e o cito porque é um evento próximo de nós. Quantas resistências: ‘mas não…’. Ainda hoje persistem resistências, de uma forma ou outra, e o Espírito vai adiante. O caminho da Igreja é esse: reunir-se, unir-se juntos, ouvir-se, discutir, rezar e decidir. Esta é a chamada sinodalidade da Igreja, na qual se expressa a comunhão da Igreja. E quem faz a comunhão? É o Espírito! De novo é ele o protagonista. O que nos pede o Senhor? Docilidade ao Espírito. O que nos pede o Senhor? Para não termos medo ao ver que é o Espírito que nos chama”.

“O Espírito – releva o Papa – às vezes nos detém”, como fez com São Paulo, para ir de um lugar ao outro, “não nos deixa sós, nos dá coragem, nos dá paciência, nos faz percorrer, seguros, o caminho de Jesus, nos ajuda a vencer as resistências e a ser fortes no martírio”. “Peçamos ao Senhor – concluiu – a graça de entender como a Igreja vai avante, entender como, desde o primeiro momento, enfrentou as surpresas do Espírito e também, para cada um de nós, a graça da docilidade ao Espírito, para percorrermos o caminho que o Senhor Jesus quer para cada um de nós e para toda a Igreja”.

Informações da Rádio Vaticano

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

 

Pio XII apoiou planos para derrubar o regime nazista, revela novo livro

O apoio secreto do Papa Pio XII a tentativas de derrocar o ditador nazista Adolf Hitler é o tema de um novo livro, que aborda documentos de guerra e entrevistas com o agente de inteligência americana que os escreveu. O título do livro (tradução livre) é “A Igreja dos Espiões: A guerra secreta do Papa contra Hitler”, do historiador Mark Riebling.

“Este livro é a verdade –o melhor que pude expô-la após vários anos de investigação– sobre as operações secretas do Papa na Segunda guerra mundial”.

A principal premissa do livro, explicou Riebling, “é que Pio decidiu resistir a Hitler com uma ação encoberta em vez de protestar abertamente. Como resultado, envolveu-se em três diferentes complôs dos dissidentes alemães para eliminar Hitler”.

“Pensei que esta ideia –que a Igreja esteja envolvida em operações secretas durante os anos mais sangrentos da história, na parte mais controvertida de sua história recente– não era só uma nota ao pé de página, era algo que valia a pena investigar”, disse.

No final da década de 1990, o debate sobre Pio XII e se ele fez o suficiente para combater os nazistas alcançou o ponto mais alto com a publicação do livro profundamente controvertido chamado “O Papa de Hitler”, do jornalista britânico John Cornwell.

Esse texto foi muito crítico com Pio XII, acusando-o de sustentar um silêncio culpado –ou até mesmo cúmplice– durante o auge do nazismo, quando na verdade ajudou a salvar a mais de 800 mil judeus neste período.

“Até os maiores críticos da Igreja na época nazista, ao menos os principais deles, admitem que Pio XII odiava Hitler e trabalhou secretamente para derrocá-lo”, disse Riebling. Durante sua investigação para um livro prévio, sobre a “guerra secreta entre o FBI e a CIA”, o historiador descobriu documentos de guerra que relacionavam o Papa Pio XII com tentativas de derrocar Hitler.

“Havia ao menos dez documentos implicando Pio XII e seus conselheiros mais próximos em não só um, mas três complôs para eliminar a Hitler –que se estendem de 1939 até 1944.

De acordo com Riebling, seu livro não denuncia que o Papa “tentou matar Hitler”. As ações do Papa foram mais sutis.

“Pio se converte em uma peça chave nas conspirações para eliminar um governante que é uma sorte de anticristo, porque as boas pessoas pedem sua ajuda, e ele procura em sua consciência, e aceita converter-se em um intermediário para os conspiradores –um tipo de agente estrangeiro–, e portanto se converte em um cúmplice de seus complôs”.

Pio XII teve conexões com três complôs contra Hitler. O primeiro, de outubro de 1939 a maio de 1940, envolveu a conspiradores militares alemães. De fins de 1941 à a primavera de 1943, uma série de complôs que envolveram a jesuítas alemães culminaram em uma bomba plantada no avião de Hitler que não explodiu.

O terceiro complô envolveu jesuítas alemães e também o coronel militar alemão Claus von Stauffenberg. Embora o coronel tenha colocado com sucesso uma bomba perto do ditador nazista, não conseguiu matar Hitler. Os sacerdotes tiveram que escapar depois do atentado fracassado.

Em um ponto, Hitler planejou invadir o Vaticano, sequestrar ao Papa e levá-lo a Alemanha. O líder nazista Heinrich Himmler “queria realizar uma execução pública do Santo Padre para a inauguração de um novo estádio de futebol”, disse Riebling.

“Pio se deu conta destes planos, através de seus agentes papais secretos; e, em minha opinião, isso influenciou a decisão do Santo Padre de envolver-se com a resistência anti-nazista”.

“Sabendo o que sei sobre Pio XII, e havendo-o investigado durante muitos anos, acredito que ele queria ser santo. Queria que o povo da Alemanha fosse santo”, acrescentou.

“Quando ele escutava que um sacerdote foi detido por rezar pelos judeus e enviado a um campo de concentração, dizia ‘quisera que todos fizessem o mesmo”. Esta frase, jamais foi dita em público, reconheceu o historiador, mas deixou por escrito em uma carta secreta aos bispos alemães.

Fonte: ACI Digital 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

A milagrosa história de Nossa Senhora dos Desamparados

Apesar dos exames realizados, até hoje não se sabe de que material foi esculpida a imagem, atribuída aos anjos

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Valência, no leste da Espanha, às margens do Mar Mediterrâneo, é uma cidade carregada de história. Ela foi invadida pelos muçulmanos no fim do século XI e reconquistada pelo grande herói Cid Campeador, que foi seu soberano e ali faleceu.

Em Valência nasceu o extraordinário São Vicente Ferrer, que lutou contra a decadência da Idade Média com tal vigor e eloquência que foi chamado de Anjo do Apocalipse.

A padroeira de Valência é Nossa Senhora dos Desamparados, cuja belíssima história é, em breves traços, a seguinte:

No início do século XV – quando ainda vivia o grande São Vicente Ferrer – foi fundada em Valência a Confraria dos Desamparados. Ela visava socorrer os doentes e dar digna sepultura aos cadáveres abandonados nos campos.

O principal inspirador foi o Beato Padre Jofré. A confraria era composta sobretudo de artesãos, mas chegou a ter entre seus membros também duques, marqueses, condes e ricos burgueses. Eles obtiveram uma capela, mas faltava uma imagem de Nossa Senhora que exprimisse o espírito daquela instituição.

Em 1414, apareceram na casa de um confrade – cuja esposa era cega e paralítica – três jovens muito bem apessoados, em traje de peregrinos. Disseram ser escultores e se dispuseram a fazer uma imagem da Virgem para a confraria. Pediram apenas um local isolado para trabalharem e que, durante três dias, ninguém os visitasse.

Consultado o Beato Jofré, a proposta foi aceita. No quarto dia, o mesmo homem de Deus, acompanhado de várias pessoas, foi até o local onde estavam os três jovens. Bateram à porta. Como ninguém atendesse, arrombaram-na.

Oh magnífica surpresa! Os jovens haviam desaparecido, mas deixaram uma belíssima imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus.

Todos entenderam que os peregrinos escultores eram anjos. A esposa cega do confrade, que recebera os três anjos, foi conduzida até o local onde estava a imagem. Chegando diante da bela escultura, imediatamente recobrou a vista e o movimento de seus membros.

A partir de então, mediante a intercessão de Nossa Senhora dos Desamparados, ocorreram muitos milagres, entre os quais a cessação da terrível peste que grassou em Valência e outras partes da Espanha em meados do século XVII, no reinado de Filipe IV.

A imagem de Nossa Senhora dos Desamparados mede 1,40m e a representa carregando, no braço esquerdo, o Menino Jesus; o braço direito, cuja mão segura um ramo de lírios de prata, está estendido em direção ao solo. Sobre a cabeça de Nossa Senhora há uma grande e riquíssima coroa, cravejada de brilhantes, pérolas, rubis e outras pedras preciosas. Atrás da coroa, um belo resplendor com doze estrelas. O Menino Jesus segura em seus braços uma cruz. A Virgem e seu divino Filho portam túnicas e mantos primorosamente lavrados. Apesar dos exames realizados, até hoje não se sabe exatamente de que material foi esculpida a imagem.

Hoje, tantas pessoas estão no desamparo, sobretudo espiritual. Se Nossa Senhora enviou três anjos para o socorro material dos homens no século XV, com quanto mais razão não enviará legiões de espíritos angélicos para nos proporcionar auxílio sobrenatural contra a degenerescência moral catastrófica em que o mundo se encontra!

É preciso pedirmos com fé, perseverança, humildade e confiança:

Nossa Senhora dos Desamparados, socorrei-nos, a nós, abandonados neste mundo neopagão!

A festa de Nossa Senhora dos Desamparados é celebrada no segundo domingo de maio.

Nossa Senhora dos Desamparados é também padroeira da Costa Rica.

A partir do blog Orações e Milagres Medievais

Adaptação Portal Terra de Santa Cruz 

O homem, o sacerdócio e o matrimônio.

As noivas se vestem de branco, como a Igreja.

As noivas se vestem de renda, como a Igreja.

As noivas se enfeitam, como a Igreja.
As noivas ficam lindas no dia de seu casamento e arrancam suspiros de seu noivo, como a Igreja.
O noivo é um homem sortudo. Tem diante de si a mais linda das mulheres da face da terra. A mais amada. A mais desejada. Ao olhá-la avançar pelo corredor da Igreja um pensamento lhe passa de relance: “és minha, toda minha, a minha amada”. Chesterton dissera: “Ser fiel a uma única mulher é um preço pequeno demais se comparado a grandiosidade de ter uma mulher”. Certamente é o que se passa na cabeça daquele noivo ao pé do altar esperando ansiosamente sua noiva que, em breve, se tornará sua mulher. Ao final da cerimônia, um beijo sela a união para sempre. Ao início da ação litúrgica um beijo marca também o indelével sinal, o indelével vínculo esponsal do sacerdote com o seu Senhor.
Assim como os noivos caminham para o altar para celebrar a sua união em Deus, também o sacerdote se dirige para o altar para consumar-se. Um só é o homem que se dá, que se entrega, que se doa inteiro. No matrimônio e no sacerdócio o homem há que ser viril e ter coração indiviso. Não haverá de amar mais nada e ninguém mais que sua esposa ou que a Igreja. O homem que se dá inteiro no sacerdócio e no matrimônio há que ser fiel, protetor da casa e da família, das ovelhas e do rebanho do Senhor. Haverá que amar o seu Senhor e Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, com todo o seu entendimento. À diferença do homem casado, o sacerdote amará assim a Deus e o casado amará assim sua esposa e sua família.
O sacerdote que sobe ao altar para celebrar o sacrifício primeiro lhe venera com uma solene vênia, como o esposo venera sua esposa beijando-lhe as mãos. Depois o beija. Ali se dá a entrega de um homem, o holocausto de uma vida. Aquele beijo ao altar é o beijo da fidelidade e do amor, da responsalidade e do sacrifício. Ao beijar o altar o sacerdote diz em seu coração: “Eu sou do meu amado e meu amado é meu” (Ct 6,3), sou todo Dele, para Ele, pela salvação dos homens. O dobrar-se sobre o altar para beijá-lo significa a auto imolação de um homem que – configurado a Cristo Sumo e Eterno Sacerdote – é Cabeça da Igreja, vítima do holocausto, sacrifício pela salvação do mundo. Do mesmo modo que nosso Senhor beijou o madeiro que traria a salvação dos homens, o sacerdote oscula o altar onde ele mesmo se sacrifica pela salvação da humanidade.  O Corpo que se consagra por entre seus dedos é o de Cristo e o seu; o sangue que se derrama em favor de muitos é o de Cristo e o seu.
Como não admirar tamanha capacidade nos homens de amar além de si mesmos? Ambas as vocações são grandes e nobres. Um homem que não saiba amar não pode ser esposo, pai, nem sacerdote. Que todos os esposos beijem suas esposas com a reverência de um sacerdote. Que todo sacerdote ame seu sacerdócio com um amor esponsal.
Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

“Amoris Laetitia” deve ser acolhida e colocada em prática, diz teólogo

“Diante de novos desdobramentos há sempre quem tenta diminuir o magistério da Igreja. Foi assim com o Concílio Vaticano II, quando se disse que, sendo um evento de natureza pastoral, não obrigava os fiéis a aceitar seus pronunciamentos. É o que se faz também hoje com o Papa Francisco, quando seu ensinamento resulta indigesto devido a seu estilo evangélico, como no caso da Amoris Laetitia”.

São palavras do professor ordinário de teologia fundamental na Pontifícia Universidade Lateranense, Pe. Giuseppe Lorizio, no debate sobre o valor magisterial da Exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia do Papa Francisco, publicada em 8 de abril.

Pastoral inclui o doutrinal

“Deve-se, todavia,  dizer e reiterar – explica o teólogo – que se um documento ou um Concílio tem natureza ‘pastoral’ não é verdade que tenha menos valor do que textos ou pronunciamentos doutrinais.”

“Efetivamente, o pastoral inclui também a doutrina. Se a Igreja sentiu a necessidade de interrogar-se em dois Sínodos e de expressar o resultado deste trabalho num documento assinado pelo Papa, é também porque quer afirmar algo de diferente em relação a antes”, observa Pe. Lorizio.

Passos avante na pastoral

“A Amoris Laetitia tem exatamente o mesmo valor da Familiaris Consortio de São João Paulo II, publicada em 1981, que era também ela uma Exortação apostólica”, acrescenta Pe. Lorizio.

Do ponto de vista doutrinal, o texto de Francisco não faz outra coisa senão repropor a ideia do matrimônio que a Revelação nos propõe. Ao invés, do ponto de vista pastoral, dá passos avante. Mas o fato de a palavra exortação ser acompanhada do termo ‘apostólica’ nos faz entender que são documentos do magistério ordenado do bispo de Roma e do Sínodo e, por conseguinte, os fiéis, em boa fé, não podem deixar de acolhê-los e buscar colocá-los em prática”.

Não há novos dogmas

“O magistério infalível do Papa requer um pronunciamento ‘ex-cathedra’ de tipo dogmático e, certamente, este não é o caso. Mas, por outro lado, aAmoris Laetitia deve ser acolhida com o espírito de confiança que deve caracterizar todo e qualquer fiel em relação aos pastores da Igreja”, pondera o especialista em teologia fundamental. (RL)

Por rádio vaticana 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Jovens farão homenagem às Mães em Aparecida

A Juventude do JUMI – Juventude em Missão, projeto do Santuário Nacional para a Juventude – fará homenagem especial às mães no Santuário Nacional de Aparecida.

Todo ano, no dia das mães, o Santuário Nacional de Aparecida dedica sua programação especialmente as mamães. Neste ano, a comemoração terá um toque diferente: a presença da juventude.

No dia 8 de maio, terá início também no Santuário a Semana da Juventude. Assim o reitor, Padre João Batista Almeida, fez um convite aos jovens: “O convite é que, como presente do dia das mães, o jovem venha participar da Missa das 10h com a sua mãe no Santuário Nacional”, explica o reitor do Santuário, padre João Batista Almeida.

 Neste dia, as mães serão homenageadas com um coral de 100 vozes que se apresentará.
Além disso, após a celebração, haverá show na Tribuna Bento XVI com a banda “Expresso HG” e descida de paraquedistas na explanada Papa João Paulo II.

Os atletas trarão a bandeira do JUMI – Juventude em Missão, projeto do Santuário Nacional para a Juventude – e de Nossa Senhora Aparecida.

Os presentes ainda poderão apreciar apresentações de dança, skate e outras atividades para a juventude. (MT/CNBB)

Por Aparecida(RV)

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Papa: a felicidade é Cristo, não um aplicativo no celular

Os jovens voltaram a se encontrar com o Papa Francisco este domingo (24/04), desta vez para a Santa Missa por ocasião do Jubileu dos Adolescentes.

O cenário para este encontro foi novamente a Praça S. Pedro, depois da maratona de confissões sábado pela manhã – ocasião em que Francisco confessou 16 moças e rapazes.

Com a participação de cerca de 100 mil fiéis, a homilia do Pontífice foi inspirada no Evangelho do dia, no mandamento de Jesus aos discípulos, “amai-vos uns aos outros como eu vos ameis”.

“O amor é a carteira de identidade do cristão, é o único ‘documento’ válido para sermos reconhecidos como discípulos de Jesus. Se este documento perde a validade e não for renovado, deixamos de ser testemunhas do Mestre”, disse Francisco, que reconheceu que amar não é fácil. É exigente e requer esforço, pois significa oferecer algo de nós mesmos: o próprio tempo, a própria amizade e as próprias capacidades. Não é o amor das novelas. É livre, porque não possui.

O segredo para amar é Jesus, acrescentou o Papa, que oferece o dom maior, um dom para a vida: Ele nos oferece uma amizade fiel, da qual nunca nos privará. A principal ameaça que impede de crescer como se deve é ninguém se importar conosco, é nos sentirmos deixados de lado. Ao contrário, o Senhor está sempre conosco. Ele no espera pacientemente e aguarda o nosso «sim».

A felicidade não é um ‘app’ no celular

Francisco falou ainda do desejo de liberdade que os adolescentes sentem. Ser livre, afirmou ele, não significa fazer aquilo que se quer, mas é o dom de poder escolher o bem: é livre quem procura aquilo que agrada a Deus, mesmo que nos obrigue a escolhas corajosas. Ser livre é saber dizer sim e não. “Não se contentem com a mediocridade, ficando cômodos e sentados; não confiem em quem os distrai da verdadeira riqueza, dizendo que a vida só é bela se possuir bens materiais. A felicidade não tem preço, nem se comercializa; não é um ‘aplicativo’ que se baixa no celular: nem a versão mais atualizada os ajudará a torná-los livres e grandes no amor.”

Com efeito, o amor é o dom livre de quem tem o coração aberto; é uma responsabilidade que dura toda a vida; é um compromisso diário, feito também de sonhos. “Ai dos jovens que não sabem sonhar. Se um jovem dessa idade não sonha, já está aposentado.” O amor não se realiza falando dele, mas o colocando em prática! Para crescer no amor, o segredo também é o Senhor. “Quando parecer difícil dizer não àquilo que é errado, ergam os olhos para a cruz de Jesus e não larguem a sua mão que os conduz para o alto”, indicou o Papa. Esta mão que, muitas vezes, pode ser a de um pai, de uma mãe ou de um amigo para não nos deixar caídos. “Deus nos quer em pé, sempre.”

Treinar o amor

Mas também para amar é preciso treinamento, disse Francisco, como os campões esportivos, começando desde já com empenho e afinco. Como programa diário desse treinamento, o Papa sugeriu as obras de misericórdia. “Assim, se tornarão campeões de vida, campeões de amor, e serão reconhecidos como discípulos de Jesus. E lhes garanto: a alegria será completa.”

Ao final da Missa, o Papa percorreu toda a Praça S. Pedro a bordo de seu papamóvel para saudar os fiéis.

Ouça o áudio

Por Rádio Vaticana

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz