Papa Francisco critica o “carreirismo eclesiástico”

Papa Francisco condena os cristãos de conveniência, que instrumentalizam a fé para se tornarem “homens de poder”, e alerta que o espírito do mundo não tolera o verdadeiro cristão que segue Jesus por amor

 

O Papa Francisco fez uma dura crítica ao “carreirismo eclesiástico”, nesta manhã, 28/05, durante a tradicional Missa que celebra na Casa Santa Marta. O Santo Padre disse na sua homilia que “quem acompanha Jesus como um ‘projeto cultural’, usa esta estrada para subir na vida… o cristão, porém, segue Jesus por amor”. Francisco ainda frisou que o seguimento de Jesus não implica poder, porque “o seu caminho é o da cruz”. Para o Papa, o anúncio cristão deve ir “aos ossos, ao coração”.

A homilia do Papa Francisco retoma um tema bastante delicado para a Igreja, ainda mais pelo prejuízo causado ao testemunho dos cristãos. Já Bento XVI condenava a busca de poder dentro da hierarquia eclesiástica. Segundo o Papa Emérito, “a soberba que é arrogância, que quer sobretudo poder… não tenciona agradar a Deus, mas agradar a si próprio”.  O predecessor de Francisco alentava os fiéis a superarem essa tentação, “que é também o núcleo do pecado original”.

Francisco também alertou os católicos que querem viver sem dificuldades. “Quando um cristão não encontra dificuldades na vida – achando que tudo está indo bem, que tudo é lindo – significa que alguma coisa está errada”, denunciou o Papa. O Santo Padre lembrou as palavras Jesus a São Pedro, quando disse que aqueles que o seguirem terão “muitas coisas boas”, mas sofrerão “perseguição”. O Papa explicou que a razão dessa perseguição é o espírito “mundano” que não tolera o testemunho.

O Papa recordou Madre Teresa de Calcutá e a sua vida de intenso apostolado. “Dizem que era uma bela mulher, que fez muito pelos outros, mas o espírito ‘mundano’ nunca disse que a Beata Teresa, todos os dias, por horas, fazia adoração”, criticou Francisco. O Santo Padre se referiu à tendência de se “reduzir a atividade cristã ao bem social, como se a existência cristã fosse um verniz, uma pátina de cristianismo”. O Papa ensinou que o testemunho cristão não é uma pátina, pois “vai aos ossos, ao coração, dentro de nós e nos transforma”. E é por isso, esclareceu Francisco, que as perseguições acontecem, pois o espírito “mundano” não tolera a verdade cristã.

Ao término de sua homilia, o Papa Francisco encorajou os fiéis a seguirem o caminho ensinado por Cristo, apesar das perseguições, e pediu a Deus a graça para que todos se mantenham firmes na fé.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

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