Quaresma, uma experiência da Misericórdia Divina/Por Pe.José Roberto de Souza – Varginha-MG

Quaresma, uma experiência da Misericórdia Divina

A quaresma nos convida a uma nova obediência ao Pai. Deus tem um plano para nós, um projeto de Vida. A prática religiosa é uma conformação a esse projeto de vida e uma adesão à vontade de Deus. Essa conformação com a vontade do Pai não nos diminui, não nos tira de nós, mas nos faz pessoas plenas, uma vida conquistada pela virtude da obediência, vivida na verdadeira liberdade, que é saber escolher o bem e evitar o mau.

A pessoa religiosa acha-se confrontada com a iniciativa do Pai e solicitada a responder-lhe mudando de vida. A conformação com a vontade do Pai passa necessariamente pela tomada de consciência, de que muitas atitudes vividas no dia a dia não estão de acordo com aquele plano que nos vem do coração do Criador e Pai. Uma vez que se toma conhecimento desta realidade o fiel passa a viver um processo de arrependimento e de mudança de vida.

Esse caminho de arrependimento é percorrido com a Igreja, e ajudado por ela e tem seu início no batismo, quando fazemos a primeira experiência da Misericórdia. Falo primeira porque de fato, a Igreja é uma comunidade que não só se forma pelo batismo, mas também que se constitui na vivência da contínua conversão. Depois do nosso batismo, sabendo de nossa fragilidade, Deus não nos deixa mergulhados na dor do pecado, distante da graça. Ele nos abre as portas da Misericórdia, nos faz sempre um novo convite à obediência. E a Quaresma é esse tempo de grande convocação de toda a Igreja para que se deixe purificar por Cristo, curar pela graça do sacramento da reconciliação e experimentar a Misericórdia Divina.

Pelo sacramento da reconciliação todos os que perderam a graça santificante, recebida no batismo, podem recuperá-la por obra e ação do Espírito Santo, que age na celebração da confissão. E a Igreja, sábia em suas orientações, propõe-nos três práticas pelas quais, com consciência, podemos caminhar do arrependimento para a conversão: o jejum, a oração e a caridade.

  1. Jejum: o Jejum deve expressar o desejo do fiel à conversão interior, pois a liturgia quaresmal é um contínuo apelo para superarmos o formalismo. Seria inútil abstermo-nos de carne e de outros alimentos ou praticarmos uma mortificação física, se não nos abstivéssemos do pecado.
  2. Oração: orar é colocar-se à disposição da vontade divina. A oração não é para movermos Deus a nosso favor, mas sim para nos entregarmos a Deus, na experiência de sua misericórdia e na disponibilidade de trabalhar para o seu Reino, de acordo com a Vontade d’Ele.
  3. Caridade: a caridade é a vitória sobre o nosso egoísmo e nos torna disponíveis para as necessidades dos pobres, sejam eles pobres materialmente ou existencialmente; pobres de dinheiro ou pobres de virtudes. Estamos convictos de que não há conversão a Deus sem verdadeira conversão ao amor fraterno.

Enfim, que neste ano, seja esta Quaresma, uma experiência da Misericórdia Divina.

Escrito: Por Padre José Roberto de Souza, natural de Natércia(MG) exerce seu ministério sacerdotal como pároco na Paróquia São Sebastião de Varginha(MG) – Diocese da Campanha-MG.

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Agradecimento: Padre José Roberto de Souza – Varginha(MG)

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