Papa reconhece milagre e José Sánchez del Río será canonizado

Aprovado o decreto que vai elevar à honra dos altares o bem-aventurado José Luis Sánchez del Río, o menino mexicano que queria morrer por Cristo Rei. O Papa Francisco reconheceu, no último dia 21 de janeiro, o milagre que vai elevar à honra dos altares o beato José Luis Sánchez del Río, o menino mexicano que queria morrer por Cristo Rei.

O milagre aconteceu em 2008 e a agraciada foi Ximena, uma bebê vítima de meningite, tuberculose, convulsões e um infarto cerebral – para quem, “humanamente, já não havia esperança de vida”. O relato do milagre foi feito há alguns dias pela mãe da criança, Paulina Gálvez Ávila, na página do Facebook dedicada ao mártir cristero.

Ximena nasceu nos Estados Unidos, no dia 8 de setembro de 2008. Com um mês de vida, seus pais levaram-na à cidade de Sahuayo, na costa oeste do México, terra natal do beato José Sánchez del Río. Com apenas alguns dias, ela começou a ter febres e foi internada em um hospital da cidade.

Logo a bebê recebeu alta, mas, como a febre não baixava, decidiram levá-la à cidade de Aguascalientes, onde o Dr. Rosendo Sánchez assumiu o seu caso. A situação não melhorava e, considerando o risco em que se encontrava Ximena, os seus pais decidiram chamar um sacerdote e dar à menina o sacramento do Batismo.

Os médicos continuaram tentando solucionar a questão, até descobrirem um problema no sistema respiratório de Ximena: ela tinha água em um dos pulmões e precisava ser operada. “O Dr. Rosendo falou conosco e nos informou que teria que submetê-la a uma operação muito delicada, já que ela poderia ter uma hemorragia e morrer”, conta a mãe. “Consentimos e dissemos a ele que fizesse o necessário para salvar Ximenita, e que a entregávamos nas mãos de Deus.”

Depois da cirurgia, o médico analisou um pedaço do pulmão da menina e confirmou o diagnóstico de tuberculose. Ximena voltou à unidade de terapia intensiva, mas começou a ter convulsões incontroláveis:

“No dia seguinte, quando passei pela terapia intensiva, disseram-me que ela havia convulsionado. Ao vê-la, comecei a rezar. Então, ela começou a ter convulsões de novo. Pedi às enfermeiras que viessem rapidamente. Aplicaram-lhe uma injeção, mas não parava. Fizeram um encefalograma e uma tomografia, mas tudo foi em vão. Pedi a elas que me deixassem vê-la, mas, antes de entrar, fecharam a porta e a doutora me disse que minha bebê estava em estado vegetativo, e que eles já tinham iniciado os trâmites correspondentes. Quando chegou o Dr. Rosendo, eu, chorando, pedi a ele, por favor, que salvasse a minha filha. Eles induziram o coma e deram-nos 72 horas para ver se ela sobreviveria, já que 90% do seu cérebro estava morto.”

Enquanto isso, a família se apegava à oração. “Fomos à Missa todos os dias para pedir a Deus e a Joselito que intercedessem por minha bebê”, ela conta. Foi quando o milagre aconteceu:

“Antes de desligarem os aparelhos, pedi-lhes que me deixassem estar com ela e abraçá-la. Quando desligaram, pus o meu bebê nas mãos de Deus e na intercessão de Joselito e, nisso, ela abriu os seus olhos e sorriu para mim, olhou para os médicos e começou a rir com eles. (…) Levaram-na para fazer uma tomografia e um encefalograma e, nesse dia, 80% do seu cérebro estava recuperado. Estive com ela o dia todo. No dia seguinte, eles fazem novos estudos e seu cérebro aparece totalmente recuperado.”

A equipe que cuidou do caso ficou impressionada não só pela cura inexplicável que aconteceu, mas também porque Ximenita, hoje com 7 anos, “está perfeitamente bem” e não tem absolutamente nenhuma sequela. “Eles ficaram surpreendidos porque acreditavam que, se sobrevivesse, ela provavelmente não caminharia, não falaria, não veria ou não escutaria, devido ao infarto cerebral”, conta a senhora Ávila. “Humanamente não havia esperança de vida. Foi Deus quem fez tudo, pela intercessão de Joselito.

O bem-aventurado José Luis Sánchez del Río – ou Joselito, como é carinhosamente chamado por seus devotos – foi um dos mártires da perseguição religiosa comandada por Plutarco Elías Calles, que presidiu o México de 1924 a 1928. Ele foi morto com apenas 14 anos, no dia 10 de fevereiro de 1928, tendo nos lábios o nome de Cristo Rei, a quem se recusou a negar, mesmo sob dolorosas torturas. Sua história ficou particularmente conhecida depois do filme For Greater Glory (“Cristiada”, no Brasil), de 2012, retratar o seu martírio.

O decreto que reconhece a autenticidade do milagre de Joselito foi assinado pelo Santo Padre e promulgado pela Congregação para a Causa dos Santos, mas ainda não foi definida uma data para a cerimônia da canonização. Até lá, porém, já é possível fazer orações e novenas em sua honra. Peçamos, pois, ao jovem mártir mexicano que nos ajude a tomar a nossa cruz, dia após dia, no seguimento Cristo Rei e de Sua mãe, a santa Virgem de Guadalupe.

Beato José Luis Sánchez del Río,
rogai por nós!

Fonte: Equipe CNP | Com informações de News.va

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

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