Dom Pedro Cunha Cruz visita pela 1ª vez a Paróquia N.Sª. da Conceição em VIRGÍNIA-MG / Diocese da Campanha

No dia 28 de fevereiro, Dom Pedro Cunha Cruz, bispo da Diocese da Campanha(MG) fez sua primeira visita á Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Virgínia(MG).

COM INFORMAÇÕES, PASTORAL DA COMUNICAÇÃO DA PARÓQUIA DE VIRGÍNIA(MG)

Durante a Missa, celebrada ás 10h da manhã na igreja matriz, Dom Pedro recordou a todos os fieis que lotaram a igreja, a missão individual de cada cristão de ser uma “árvore fecunda” na vida da Igreja, assimilando suas palavras à Sagrada Escritura da liturgia do dia.

Vossa Excelência Reverendíssima cumprimentou todos aqueles que trabalham pelo êxito da Igreja  de Cristo e convidou todos a um compromisso cada vez maior na conversão pessoal proposta na quaresma.

Ao final da celebração nosso Bispo recebeu os cumprimentos de representantes da comunidade, movimentos e pastorais e também de nosso querido Padre Robson (Pároco), que garantiu a Dom Pedro um esforço constante na realização dos projetos da Igreja particular de Campanha.

VEJAM ALGUMAS IMAGENS DESSA CELEBRAÇÃO MARCANTE PARA OS PAROQUIANOS DE VIRGÍNIA(MG)

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Texto: PASCON – Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Virgínia(MG) 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização.

VEJA MAIS FOTOS NO ÁLBUM DA PARÓQUIA DE VIRGÍNIA(MG)

 

3º Domingo da Quaresma – Deus deseja que produzamos frutos.

Deus deseja que possamos dar muitos frutos, Ele não quer que sejamos estéreis

“Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo” (Lc 13,3).

A Palavra de Deus, hoje, fala ao nosso coração que as desgraças, tragédias e tantas situações inusitadas que acontecem no mundo não são castigo nem iniciativas do coração de Deus.

*Primeira Leitura (Êx 3,1-8a.13-15)
Leitura do Livro do Êxodo:

Naqueles dias, Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Levou, um dia, o rebanho deserto adentro e chegou ao monte de Deus, o Horeb.

Apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Moisés notou que a sarça estava em chamas, mas não se consumia, e disse consigo: “Vou aproximar-me desta visão extraordinária, para ver por que a sarça não se consome”.

O Senhor viu que Moisés se aproximava para observar e chamou-o do meio da sarça, dizendo: “Moisés! Moisés!” Ele respondeu: “Aqui estou”.

E Deus disse: “Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa”.

E acrescentou: “Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”.

Moisés cobriu o rosto, pois temia olhar para Deus.

E o Senhor lhe disse: “Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito e ouvi o seu clamor por causa da dureza de seus opressores. Sim, conheço os seus sofrimentos. 8aDesci para libertá-los das mãos dos egípcios, e fazê-los sair daquele país para uma terra boa e espaçosa, uma terra onde corre leite e mel”.

Moisés disse a Deus: “Sim, eu irei aos filhos de Israel e lhes direi: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’. Mas, se eles perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’, o que lhes devo responder?”

Deus disse a Moisés: “Eu Sou aquele que sou”. E acrescentou: “Assim responderás aos filhos de Israel: ‘Eu Sou’ enviou-me a vós’”.E Deus disse ainda a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, o Deus de vossos Pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó enviou-me a vós’. Este é o meu nome para sempre, e assim serei lembrado de geração em geração”. – Palavra do Senhor.

SALMO DO DIA – Salmo 102 – O Senhor é bondoso e compassivo.

— O Senhor é bondoso e compassivo.

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor,/ e todo o meu ser, seu santo nome!/ Bendize, ó minha alma, ao Senhor,/ não te esqueças de nenhum de seus favores!

— O Senhor é bondoso e compassivo.

— Pois ele te perdoa toda culpa,/ e cura toda a tua enfermidade;/ da sepultura ele salva a tua vida/ e te cerca de carinho e compaixão.

— O Senhor é indulgente, é favorável,/ é paciente, é bondoso e compassivo./ Quanto os céus por sobre a terra se elevam,/ tanto é grande o seu amor aos que o temem.

*Segunda Leitura (1Cor 10,1-6.10-12)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos, não quero que ignoreis o seguinte: Os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem e todos passaram pelo mar; todos foram batizados em Moisés, sob a nuvem e pelo mar; e todos comeram do mesmo alimento espiritual, e todos beberam da mesma bebida espiritual; de fato, bebiam de um rochedo espiritual que os acompanhava — e esse rochedo era Cristo —.

No entanto, a maior parte deles desagradou a Deus, pois morreram e ficaram no deserto.

Esses fatos aconteceram para serem exemplos para nós, a fim de que não desejemos coisas más, como fizeram aqueles no deserto. Não murmureis, como alguns deles murmuraram, e, por isso, foram mortos pelo anjo exterminador. Portanto, quem julga estar de pé tome cuidado para não cair. – Palavra do Senhor.

Anúncio do Evangelho (Lc 13,1-9)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam.

Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.

E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.

E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’

Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”.

— Palavra da Salvação.

REFLEXÃO

Se acontece um acidente e morre uma pessoa ou duas, mas uma sobrevive, não é que esta seja mais santa que as outras que morreram naquela situação. Não é porque um avião caiu e você não estava nele, que você é melhor do que aqueles que morreram naquele acidente. Na verdade, você teve uma oportunidade a mais para rever sua própria vida.

É verdade, sim, que a bênção de Deus, quando nós a invocamos, quando pedimos “Senhor, livrai-nos do mal!”, o fazemos com fé, para que ela nos acompanhe. Mas aqueles que, de alguma forma, foram vítimas de uma tragédia ou de algum acontecimento drástico na humanidade, não são vítimas de um castigo divino. Ao contrário, o olhar que Deus tem sobre a humanidade é de misericórdia.

Não é Ele quem determina o que vai nos acontecer. O Senhor deu aos homens a capacidade de cuidar e direcionar a própria vida. Ele pode nos livrar, pela nossa fé, de algumas situações, mas a verdade é que, quando situações trágicas chegam, o coração humano já se acostumou a culpar Deus: “Por que, meu Senhor? Por quê?”. Ele é quem mais sofre quando os dissabores humanos chegam, quando acontecem situações que doem, apertam o coração.

Deus não queria que fosse assim, nós é quem cuidamos da vida para que ela aconteça. Alguém está construindo um prédio e toda a inteligência, toda a capacidade tem de ser usada para que desastres e acidentes não aconteçam. Depois que se investiga, percebe-se que houve tantas falhas humanas, houve essa ou aquela negligência em toda situação; às vezes, é mais fácil não olhar as falhas humanas e atribuir a culpa a Deus.

Saibam de uma coisa, independente do tempo que temos de vida, de tal situação ter ou não acontecido, aproveitemos bem o tempo.

Para Deus, o tempo bem vivido, seja três, 30, 50 ou 60 anos de vida, o que vale é a intenção de se converter a cada dia. O que Deus deseja é que possamos dar muitos frutos, que não sejamos pessoas de vida estéril na produção dos frutos da vida.

Não adianta viver 60, 80, 90 anos, e vivermos na esterilidade e não produzir frutos de santidade. Dói demais ver qualquer jovem morrer! Mas muitos deixam um exemplo de vida, e nós, que muitas vezes vivemos tanto tempo, não sabemos produzir frutos. Eu não sei quanto tempo de vida nós temos pela frente, pode ser que tenhamos o hoje e o amanhã, pode ser que tenhamos ainda muito tempo pela frente, mas não percamos tempo, a hora é agora de produzir frutos e não deixar a vida passar de forma inútil.

Deus abençoe você!

Por Pe. Roger Araújo – Sacerdote na Canção Nova

Portal Terra de Santa Cruz 

Os enganos que o demônio usa para que deixemos o caminho da virtude

O engano do qual se serve o demônio para nos atacar se manifesta quando seguimos o caminho da virtude com retidão. Ele consiste em diversos bons desejos que provocam em nós a queda da virtude para o vício.

Por exemplo: uma pessoa doente suporta a sua enfermidade com grande valentia. O que fará o astuto inimigo, sabendo que ela poderá dessa forma alcançar a virtude da paciência? Sugerirá à pessoa enferma muitas boas ações que ela poderia realizar se estivesse em situação diversa, e fará o possível para convencê-la de que serviria melhor a Deus e seria mais útil a si mesma e aos demais se tivesse saúde. Esse desejo vai crescendo a tal ponto que põe em desassossego a pessoa que não consegue realizar o que quer. E quanto mais cresce o desejo, mais cresce a inquietação, da qual o inimigo se aproveita para conduzi-la pouco a pouco à impaciência e à rebeldia contra a doença, não por esta mesma, mas pelo impedimento de realizar as boas obras às quais tanto aspirava, buscando um bem maior.

Tendo-a conduzido a esse ponto, é fácil ao diabo fazer com que a pessoa se esqueça da sua principal obrigação (servir a Deus) para buscar somente os meios de se livrar da doença.

Ao ver que isso não acontece, ela se inquieta de tal maneira que perde totalmente a paciência; e então, sem se dar conta, perde a virtude que praticava e cai no vício contrário.

A maneira de se opor a esse engano é não alimentar bons desejos que não possam ser realizados no momento, evitando assim a inquietação de não os poder realizar. Para isso, com humildade, paciência e resignação, convence-te de que teus desejos não teriam o efeito esperado, pois és mais fraca e incapaz do que imaginas. Ou então pensa que Deus, por algum desígnio oculto ou devido aos teus pecados, não deseja que realizes essa boa obra, mas sim que te humilhes e te rebaixes, aceitando com paciência a Sua vontade (1Pd 5,6).

Do mesmo modo, se o teu diretor espiritual ou qualquer outra causa te impedem de praticar alguma devoção do teu gosto, especialmente receber a comunhão, não te deixes abater e nem te inquietes no desejo dela, mas, despojando-te de toda vontade própria, entrega-te à vontade do Senhor, dizendo contigo:

“Se a divina providência não visse em mim ingratidão e pecado, eu não estaria agora impedida de receber a Eucaristia. Já que o Senhor me revela desta maneira a minha indignidade, seja Ele para sempre bendito e louvado. Confio plenamente em tua bondade, meu Deus, e creio firmemente que por este modo não desejas senão que me incline à tua vontade e te obedeça em tudo, abrindo meu coração para que nele entres espiritualmente e o consoles, fortalecendo-o contra os inimigos que pretendem afastar-me de Ti. Que se cumpra tudo o que é agradável aos Teus olhos. Que a Tua vontade seja agora e para sempre o meu alimento e sustento, meu Criador e Redentor. Só esta graça Te peço, meu divino Amor, que minha alma seja purificada e limpa de qualquer coisa que te possa desagradar, que esteja sempre adornada de virtudes e preparada para a tua vinda, bem como para tudo o que quiseres pedir a esta tua indigna criatura”.

Se observares estes princípios, podes estar certa de que, sempre que não te for possível realizar algum bom propósito, seja por alguma deficiência da tua natureza, seja pela ação do demônio que te quer afastar do caminho da virtude, seja porque o próprio Deus quer provar dessa forma a tua resignação à Sua vontade, será justamente nessa resignação que realizarás a vontade divina. Precisamente nisso consiste a verdadeira devoção e o serviço que Ele espera de nós.

A fim de que nunca percas a paciência nas provações, venham de onde vierem, quero advertir-te que, mesmo usando dos meios lícitos que Deus concede aos Seus servos, não o faças com a intenção de ver-te livre das provações, mas apenas por que Deus o quer. Pois não sabemos se é Sua vontade livrar-nos das provações. Se assim não fizeres, facilmente cairás na impaciência ao ver que as coisas não sucedem segundo a tua expectativa, ou tua paciência será defeituosa, pouco agradável a Deus e de pouco mérito.

Finalmente, previno-te sobre um engano muito sutil do nosso amor-próprio, que é muito hábil em dissimular e até defender, em certas ocasiões, os nossos defeitos. Um exemplo é quando um doente se impacienta com a sua enfermidade e tenta justificar essa  impaciência alegando para ela uma causa justa. Ele dirá que a sua impaciência não se deve à enfermidade, mas ao remorso por ser ele mesmo o seu causador, ou pelo incômodo que causa aos que cuidam dele, ou por outros danos que podem advir dessa doença.

O mesmo se dá com o ambicioso, que, perturbado por não haver obtido a dignidade que desejava, não atribui essa perturbação à sua própria soberba e vaidade, mas a outras razões que, entretanto, em nada o preocupam quando não estão em jogo os seus interesses. Como o enfermo, que tanto se compadece dos que se ocupam dele, mas não sofre igualmente quando essas mesmas pessoas se dedicam a outros doentes.

É um sinal evidente de que a raiz de suas lamentações não está nas razões alegadas, mas unicamente no fato de terem seus desejos contrariados. Para não caíres nesse erro,  procura suportar sempre com paciência e humildade o sofrimento e a dor, venham de onde vierem.

D. Lorenzo Scupoli

Retirado do livro: “O Combate Espiritual”

 POR PROF. FELIPE AQUINO 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Em rara aparição pública, Bento XVI defende preservação da ‘música litúrgica’

O discurso do Papa Emérito reafirma a importância da hermenêutica da continuidade para uma autêntica compreensão do Vaticano II

 

É um costume antigo dos Papas passar o período de férias em Castel Gandolfo, uma pequena província da cidade de Roma. Embora não seja mais o pontífice reinante, Bento XVI ainda possui o privilégio de descansar no local. Nas duas últimas semanas, o Papa Emérito esteve hospedado na residência de verão dos pontífices, de onde saiu de sua reclusão para uma rara aparição pública. O motivo: Bento XVI foi condecorado com dois doutorados honoris causa pela Pontifícia Universidade João Paulo II de Cracóvia e pela Academia de Música de Cracóvia, graças à sua contribuição para a música sacra.

Desde que renunciou ao ministério petrino, em 28 de fevereiro de 2013, Bento XVI não pronunciava mais aulas abertas. A ocasião, no entanto, deu-nos a chance de mais uma vez ouvir as orientações do Papa teólogo. Em seu discurso sobre a relação entre liturgia e música, o Papa Emérito lembrou a tensão pós-conciliar entre o grupo que desejava aplicar as determinações da ConstituiçãoSacrosanctum Concilium e o Movimento Litúrgico, o qual defendia uma simplificação da Missa. Bento XVI enfatizou que o Concílio pedia para que se guardasse e se desenvolvesse “com diligência o patrimônio da música sacra”, não o contrário [1].

Outro ponto importante apontado pelo Papa Emérito, em sua aula, foi a natureza transcendental da música litúrgica:

Eu mesmo cresci em Salzburgo marcado pela grande tradição desta cidade. É certo que aquelas Missas dominicais acompanhadas pelo coral e pela orquestra foram uma parte integral de nossa experiência de fé na celebração da liturgia.Indelevelmente marcado em minha memória, por exemplo, é como, quando as primeiras notas da Missa de Coroação de Mozart tocaram, o Céu abriu-se virtualmente e a presença do Senhor foi experimentada muito profundamente.

Importantes historiadores atribuem à Igreja Católica um papel fundamental no desenvolvimento da música. Bento XVI ressaltou esse papel, afirmando a singularidade do ocidente cristão em relação aos demais ambientes culturais: “De Palestrina a Bach, de Handel até Mozart, Beethoven e Bruckner. A música ocidental é algo único; não existe nenhum equivalente em outras culturas”. “E isto”, refletiu o pontífice, “deveria fazer-nos pensar”.

O Papa ainda insistiu na força que a música litúrgica tem para levar o homem a um verdadeiro encontro com o divino:

Para mim, esta música demonstra a verdade do cristianismo. Onde quer que uma resposta é desenvolvida, houve um encontro com a verdade, com o verdadeiro criador do mundo. Portanto, a grande música sagrada é uma realidade de lugar teológico e de permanente significado para a fé de toda a cristandade, mesmo que não seja necessário executá-la sempre e em todo lugar. Por outro lado, é também claro que ela não pode desaparecer da liturgia e que sua presença pode ser uma maneira totalmente especial de participação na sagrada celebração, no mistério da fé.

Com esse discurso, o Papa Bento retomou um tema muito caro ao seu pontificado: a interpretação do Concílio Vaticano II como um acontecimento na linha da grande Tradição da Igreja, não como uma ruptura com o passado. A isso Bento XVI chamou de hermenêutica da continuidade.

Fonte: ChurchMilitant.com 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Apresentada estampa oficial do Jubileu da Misericórdia

Apóstolos Eucarísticos da Divina Misericórdia - Diocese da Campanha-MG

Cidade do Vaticano (RV) – Chama-se Misericordieae Vultus, assim como a Bula de convocação do Jubileu, a estampa oficial e celebrativa do Ano da Misericórdia. A obra – realizada segundo a uma antiga técnica por Pierluigi Isola e pelo mestre em gravuras Patrizio di Sciullo, em colaboração com a Biblioteca Apostólica Vaticana e o Governatorato – foi impressa em 200 cópias, com a intenção de ser presenteada aos Chefes de Estado e de Governo recebidos pelo Papa no Vaticano.

A estampa será presenteada também aos Cehfes de Estado para sublinhar a mensagem da Misericórdia – ANSA

As “sete igrejas de Roma”, meta tradicional das peregrinação ao alto; as obras de misericórdia, coração deste Ano Santo, na parte inferior. Um duplo registro figurativo para uma inédita vista da Urbe. Uma obra realizada a partir dos desenhos de Pierluigi Isola, que explica o maior desafio na idealização da estampa:

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Canção Nova lança aplicativo para músicos cristãos

Aplicativo ‘Músicos Católicos’ será lançado durante o Acampamento para Músicos na Canção Nova

A Canção Nova lança, no próximo dia 27 de fevereiro, durante o “Acampamento para Músicos”, uma novidade para os músicos católicos: o aplicativo ‘Música Católica’, que será lançado inicialmente para Android; futuramente, contará com uma versão para tablets e Iphone.

A ideia de criar o aplicativo surgiu da necessidade de um meio em que os músicos pudessem encontrar as letras e cifras de uma maneira rápida, prática e ao alcance das mãos. O músico e missionário da Comunidade Canção Nova Emanuel Stênio conta que, hoje, os músicos buscam ter canções e partituras em seus aparelhos móveis.

“Todos aqueles que cantam e tocam necessitam de letras e cifras, porque, infelizmente, não conseguimos decorar todas as canções. Para isso, temos os livros de cantos e partituras. Hoje, já buscamos essas informações em nossos celulares”, disse Emanuel.

Funcionalidades do aplicativo “Música Católica”

O projeto foi desenvolvido pela equipe de desenvolvimento da TI (Tecnologia da Informação) Canção Nova, que dividiu o projeto em duas fases. Na primeira etapa, o usuário terá acesso às letras e cifras; na segunda, serão implementadas outras funcionalidades como videoaula, compartilhamento entre os participantes dos grupos e seleção de folhas de canto.

Segundo a equipe de desenvolvimento, o aplicativo ainda está disponível na versão beta, mas, com a sugestão dos usuários, ganhará novas funcionalidades.

“Essa versão beta conta com letras e cifras, disponibilizando navegação por músicas, artistas e álbuns. Na listagem de músicas, é possível filtrar por grupos de oração e Missa. Durante essa fase beta, os desenvolvedores estarão coletando feedback dos usuários, de modo que as críticas, dúvidas e sugestões estarão sendo analisadas para o lançamento de futuras atualizações.

Em versões futuras, o aplicativo contará também com a possibilidade de ouvir músicas, criar playlists, criação de repertório de cifras, além de compartilhamento de repertório entre os músicos, usuários do aplicativo”, explicou Tiago Alves da equipe de desenvolvimento da Canção Nova.

Os músicos poderão encontrar todos os CDs lançados pela Gravadora Canção Nova, com as letras e cifras. Até o fim deste primeiro semestre, estarão disponíveis outras músicas católicas. Na tela de cifras, pode ser modificado o tom da música, bem como alterar a fonte e aplicar rolagem automática para facilitar a leitura.

“A novidade e a praticidade é que o aplicativo estará dividido em categorias para Santa Missa e Grupo de Oração. Por exemplo: o usuário poderá pesquisar canto de entrada, ato penitencial etc. Outra opção é pesquisar pelo tempo litúrgico, músicas sobre o Espírito Santo, adoração, cura, oração etc”, explicou Emanuel.

Informações Redação Canção Nova – Alessandra Borges

Fonte : Música Canção Nova

Adaptação Portal Terra de Santa Cruz

Francisco recorda os 10 anos da primeira Encíclica de Bento XVI

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência no final da manhã desta sexta-feira (26/02), no Vaticano, os participantes do Congresso Internacional sobre os 10 anos da Encíclica Deus caritas est”.

https://youtu.be/T1zkqXYZ6C4

O Ano Jubilar que estamos vivendo, reiterou Francisco, é também uma ocasião para voltar a este coração pulsante da nossa vida e do nosso testemunho. Caridade e misericórdia, destacou, estão estreitamente ligadas, porque são o modo de ser e de agir de Deus: a sua identidade e o seu nome.

Bússola

O Pontífice ressaltou dois aspectos da Encíclica. O primeiro por recordar a verdadeira face de Deus: quem é o Deus que podemos encontrar em Cristo e como é fiel e insuperável o seu amor. “Devemos olhar para a caridade divina como a bússola que orienta a nossa vida antes de nos encaminhar para qualquer atividade: ali encontramos a direção, dela aprendemos como olhar os irmãos e o mundo”, destacou o Papa.

O segundo aspecto é que a Encíclica nos recorda que esta caridade deve se espelhar sempre mais na vida da Igreja. “Como gostaria que cada atividade revelasse que Deus ama o homem!”, acrescentou o Papa.  A missão caritativa da Igreja é importante, explicou, não só porque leva os homens a uma vida digna, mas – sobretudo – porque faz com que cada pessoa se sinta concretamente amada por Deus. E Francisco agradeceu a todos aqueles que se empenham diariamente nesta missão, reiterando o convite a colocar em prática, neste Ano Jubilar, as obras de misericórdia corporais e espirituais.

Concretude

“Viver as obras de misericórdia significa conjugar o verbo amar segundo Jesus”, completou o Papa, concluindo: “A Encíclica Deus caritas est conserva intacto o frescor da sua mensagem, com a qual indica a perspectiva sempre atual para o caminho da Igreja”.

O Congresso internacional foi organizado pelo Pontifício Conselho Cor Unum nos dias 25 e 26 deste mês.

A conferência se insere no programa de eventos do Jubileu da Misericórdia e tem como objetivo examinar e aprofundar as perspectivas teológicas e pastorais da Encíclica para o mundo de hoje, sobretudo em relação ao trabalho daqueles que exercem o serviço de caridade da Igreja.

Participam do encontro representantes de vários países das conferências episcopais e de organismos caritativos da Igreja. Do Brasil, participa o Secretário-Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Leonardo Steiner.

Em entrevista ao Programa Brasileiro, ele destaca a gratuidade como traço distintivo da caridade. Ouça-o, clicando aqui:

Por Rádio Vaticana

Adaptação Portal Terra de Santa Cruz

Aqueles que, nesta vida, não foram aliviados de sua pobreza serão aliviados pelo consolo de Deus .

“’Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado” (Lc 16,25)

Ouvindo a parábola do rico e do pobre Lázaro, podemos fazer uma leitura do mundo em que vivemos, onde as divisões sociais são tão acentuadas, os contrastes entre pobres e ricos estão à nossa porta e por onde passamos. Uma pequena quantidade de pessoas possui os grandes bens do mundo enquanto bilhões delas vivem na pobreza ou numa miséria absoluta. O mundo passa com invenções científicas e tecnológicas, mas não é capaz de aliviar a dor e o sofrimento dos mais pobres.

Quando olhamos para essa situação, podemos imaginar que a pobreza parece um castigo e a riqueza uma bênção, mas não é verdade, não é essa a realidade. Deus não deseja que o rico seja um avarento sem medida, como não deseja que o pobre seja tão pobre que chegue ao extremo da miséria humana. Essas divisões sociais doem demais no coração do Senhor!

O que Deus espera? O que Ele sopra no coração da humanidade? Que os ricos se compadeçam dos mais pobres, e aqueles que têm bens se lembrem dos que não os têm. Aqueles que muito possuem saibam fazer justiça, ter compaixão e misericórdia daqueles que nada têm.

Às vezes, desejamos riquezas, mas é preciso ter cuidado, porque os bens materiais, não importa a quantidade que possuímos, cegam nossos olhos e endurecem nosso coração. Nós, muitas vezes, não conseguimos enxergar os que sofrem ou os que estão ao nosso lado.

No Reino dos Céus, os pobres ocuparão um lugar muito especial, serão os primeiros, os privilegiados de Deus. Aqueles que, nesta vida, não foram aliviados de sua pobreza serão aliviados pelo consolo divino. Não que Deus queira mandar só os pobres para o céu e os ricos para o sofrimento e o tormento eterno; o que o Senhor quer é que pobres e ricos encontrem n’Ele a maior riqueza. O que Ele espera é que os ricos saiam da sua avareza, da sua cobiça, que trabalhem não somente para acumular bens e possuírem mais do que já possuem, mas, sobretudo, que exerçam a misericórdia e a compaixão para com os mais necessitados.

Não despreze o pobre nem o sofredor, não despreze o indigente nem o miserável, aquele que mais sofre, pois ele é a face mais esplêndida do Cristo crucificado no meio de nós. E como precisamos cuidar do Cristo!

Às vezes, cuidamos até bem do Cristo presente em nossas igrejas, mas não sabemos ter a mesma cuidado, solicitude, amor e ternura para com o Cristo pobre e sofredor, que está em nossas ruas e cidades, o Cristo que está em lugares onde nós passamos. Que nós saibamos ser a misericórdia de Deus para com os mais pobres!

Deus abençoe você!

Por Padre Roger Araújo –  Sacerdote da Comunidade Canção Nova 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Os demônios creem e estremecem diante da presença real de Jesus na Eucaristia

“Entendi no mesmo instante que alguma pobre alma atormentada pelo demônio tinha se visto diante de Cristo na Eucaristia”, conta um padre.

A priest holds eucharist - pt

Alguns anos atrás, eu escrevi sobre uma experiência incomum que tive ao celebrar a santa missa: uma pessoa, atormentada pela possessão demoníaca, saiu correndo para fora da igreja no momento da consagração. Voltarei a falar deste caso um pouco mais adiante.

Tenho pensado neste fato desde que um grupo satânico da cidade de Oklahoma (EUA) roubou uma hóstia consagrada de uma paróquia e anunciou que a profanaria durante uma “missa negra”. O arcebispo de Oklahoma, dom Paul Coakley, entrou com uma ação judicial para impedir o sacrilégio e exigir que o grupo devolvesse a propriedade roubada da Igreja. Dom Coakley ressaltou, no processo, que a hóstia seria profanada dos modos mais vis imagináveis, como oferenda feita em sacrifício a Satanás.

O porta-voz do grupo satânico, Adam Daniels, declarou: “Toda a base da ‘missa’ [satânica] é que nós pegamos a hóstia consagrada e fazemos uma ‘bênção’ ou oferta a Satanás. Nós fazemos todos os ritos que normalmente abençoam um sacrifício, que é, obviamente, a hóstia corpo de Cristo. Então nós, ou o diabo, a reconsagramos…”.

À luz do processo judicial, o grupo devolveu à Igreja a hóstia consagrada que tinha roubado. Graças a Deus.

Mas você notou o que o porta-voz satânico atestou sobre a Eucaristia? Ao falar do que seria oferecido em sacrifício, ele disse: “…que é, obviamente, a hóstia corpo de Cristo”.

Por mais grave e triste que seja este caso (e não é o primeiro), esses satanistas explicitamente consideram que a Eucaristia católica É o Corpo de Cristo. Pelo que eu sei, nunca houve tentativas de satanistas de roubar e profanar uma hóstia metodista, ou episcopaliana, ou batista, ou luterana, etc. É a hóstia católica o que eles procuram. E nós temos uma afirmação da própria escritura que garante: “Até os demônios creem e estremecem” (Tiago 2,19).

Em outra passagem, a escritura nos fala de um homem que vagava em meio aos túmulos e era atormentado por um demônio. Quando viu Jesus, ainda de longe, correu até Ele e o adorou (Marcos 5,6). O evangelho de Lucas cita outros demônios que saíam de muitos corpos possuídos e gritavam: “Tu és o Filho de Deus!”. Mas Jesus os repreendia e não os deixava falar, porque sabiam que Ele era o Cristo (Lc 4,41-42).

De fato, como pode ser atestado por muitos que já testemunharamexorcismos, há um poder maravilhoso na água benta, nas relíquias, na cruz do exorcista, na estola do sacerdote e em outros objetos sagrados que afugentam os demônios. Mesmo assim, muitos católicos e não católicos minusvaloram esses sacramentais (assim como os próprios sacramentos) e os utilizam de qualquer jeito, com pouca frequência ou sem frequência alguma. Há muita gente, inclusive católicos, que os consideram pouco importantes. Mas os demônios não! Vergonhosamente, os demônios, às vezes, manifestam mais fé (ainda que cheia de medo) que os crentes que deveriam reverenciar os sacramentos e os sacramentais com fé amorosa. Mesmo o satanista de Oklahoma reconhece que Jesus está realmente presente na Eucaristia. É por isso que ele procura uma hóstia consagrada, ainda que para fins tão nefastos e perversos.

Tudo isso me leva de volta ao caso real que eu descrevi já faz um bom tempo. Apresento a seguir alguns trechos do que escrevi há quase quinze anos, quando eu estava na paróquia de Santa Maria Antiga [Old St. Mary, na capital norte-americana] celebrando a missa em latim na forma extraordinária. Era uma missa solene. Não seria diferente da maioria dos domingos, mas algo muito impressionante estava prestes a acontecer.

Como vocês devem saber, a antiga missa em latim era celebrada “ad orientem”, ou seja, voltada em direção ao oriente litúrgico. Sacerdote e fiéis ficavam todos de frente para a mesma direção, o que significa que o celebrante permanecia, na prática, de costas para as pessoas. Ao chegar a hora da consagração, o sacerdote se inclinava com os antebraços sobre o altar, segurando a hóstia entre os dedos.

Por Pe. Charles Pope

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

 

“O Cristianismo é a religião do fazer, não do dizer”, afirma Papa

Depois da viagem ao México, o Papa Francisco retomou esta terça-feira (23/02) a celebração da Missa na Casa Santa Marta. 

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Comentando a liturgia do dia, Francisco afirmou em sua homilia que a vida cristã é concreta, não uma religião feita de hipocrisia e vaidade. “Deus é concreto”, mas são muitos os cristãos “de aparência”, que fazem da pertença à Igreja um adorno sem compromisso, uma ocasião de prestígio, ao invés de uma experiência de serviço aos mais pobres.

O Papa entrelaça o trecho litúrgico do profeta Isaías com a passagem do Evangelho de Mateus para explicar mais uma vez a “dialética evangélica entre o dizer e o fazer”. A ênfase de Francisco recai sobre as palavras de Jesus, que desmarcara a hipocrisia dos escribas e fariseus, convidando os discípulos e a multidão a observarem aquilo que eles ensinam, mas não a se comportarem como eles:

“Religião do dizer”

“O Senhor nos ensina o caminho do fazer. E quantas vezes encontramos pessoas – também nós, eh! – na Igreja: ‘Oh, sou muito católico!’. ‘Mas o que você faz?’ Quantos pais se dizem católicos, mas nunca têm tempo para falar com os próprios filhos, para brincar com eles, para ouvi-los. Talvez seus pais estejam num asilo, mas estão sempre ocupados e não podem ir visitá-los e os abandonam. ‘Mas sou muito católico, eh! Eu pertenço àquela associação’. Esta é a religião do dizer: eu digo que sou assim, mas faço mundanidade”.

O “dizer e não fazer”, afirmou o Papa, “é uma enganação”. As palavras de Isaías, destacou, indicam o que Deus prefere: “Deixai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem”. “Socorrei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva”. E demonstram também a infinita misericórdia de Deus, que diz à humanidade: “Vinde, debatamos. Ainda que vossos pecados sejam como púrpura, tornar-se-ão brancos como a neve”:

Fazer a vontade de Deus

“A misericórdia do Senhor vai ao encontro daqueles que têm a coragem de discutir com Ele, mas discutir sobre a verdade, sobre as coisas que fazem ou não fazem, só para corrigir. E este é o grande amor do Senhor, nesta dialética entre o dizer e o fazer. Ser cristão significa fazer: fazer a vontade de Deus. E, no último dia – porque todos nós teremos um, né? – naquele dia, o que o Senhor nos pedirá? Dirá: ‘O que disseram de mim?’. Não! Ele nos perguntará sobre as coisas que fizemos”.

A este ponto, o Papa mencionou o capítulo do Evangelho de Mateus sobre o juízo final, quando Deus pedirá contas ao homem sobre o que fez em relação aos famintos, sedentos, encarcerados, estrangeiros. “Esta – exclama Francisco – é a vida cristã. Dizer, somente, nos leva à vaidade, a fazer de conta de ser cristão. Mas não, não se é cristão assim”.

“Que o Senhor nos dê esta sabedoria de entender bem aonde está a diferença entre dizer e fazer e nos ensine o caminho do fazer e nos ajude a percorrê-lo, porque o caminho do dizer nos leva ao lugar aonde estavam os doutores da lei, os clérigos a quem gostava se vestir e ser como majestades, não? E esta não é a realidade do Evangelho! Que o Senhor nos ensine este caminho”.

Por Rádio Vaticana

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização

Nós somos os Apóstolos de hoje? A Sucessão Apostólica é a garantia da Verdade viva da Igreja.

Para muitos católicos, a questão pode parecer estranho, e a resposta pode parecer óbvia. Mas para alguns católicos, é uma pergunta difícil de entender. Você é o apóstolos de Cristo hoje? A nossa fé católica  é transmitida de uma geração para a outra, foi construída sobre o pressuposto da verdade ao longo do tempo.  A verdade tem uma fonte e para nós, essa fonte é a auto-revelação de Deus em Jesus Cristo. Este é o evento histórico que chamamos de Encarnação. “A Palavra se fez carne” (João 1:14), o que significa que a Palavra divina, o Filho do Pai e Segunda Pessoa da Trindade, adquiriu uma natureza humana, a fim de chegar a humanidade e nos reconciliar com nosso Criador.

E uma vez que isso aconteceu na história da humanidade,  significa que havia pessoas reais que conheciam Jesus pessoalmente. Algumas delas foram chamadas de discípulos, e a maioria desses discípulos (junto com alguns outros) tornaram-se as pessoas que chamamos de apóstolos. A palavra apóstolo significa aquele que é enviado para fora, e os apóstolos foram os enviados por Jesus para levar sua mensagem de reconciliação ao mundo.

Mas os apóstolos não poderia viver para sempre, e quando chegou a hora, eles entregaram o bastão para aqueles a quem eles escolheram para sucedê-los. Esses sucessores dos apóstolos foram os primeiros bispos da Igreja. Esses bispos eram os guardiões dos ensinamentos de Jesus e dos apóstolos. Era seu trabalho passar esses ensinamentos fielmente, e nós acreditamos que, com a ajuda do Espírito Santo, eles fizeram, como diz na escritura em João 14:26, “Mas o defensor , o Espirito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo  e vos recordará tudo que vos tenho dito”.

Os ensinamentos da fé católica de hoje são confiáveis, porque eles foram fielmente transmitidos através das gerações, em uma cadeia ininterrupta que nos leva no caminho de volta aos apóstolos e Jesus. Chamamos essa cadeia de magistério “sucessão apostólica”.

Então, quem são os pais da Igreja? Eles são os primeiros bispos-os sucessores dos Apóstolos, juntamente com outros teólogos precoces e catequistas que transmitem a fé. Mas, além de passar a fé a cada geração tiveram que clarificar e explicar a tradição e as práticas da Igreja e como interpretar a Sagrada Escritura que é em si uma parte dessa tradição. Para ser claro, cada geração confirmou as conclusões das gerações anteriores, por isso não estou dizendo que as gerações posteriores mudou Tradição. Mas cada geração se constrói sobre o fundamento da tradição anterior. Isso é visível é notável e jamais devem ser mudado. Isso é importante, porque, em muitos aspectos, era os Padres da Igreja que definiam o próprio cristianismo, esclarecendo doutrinas importantes como a da Trindade. Mesmo que a palavra trindade não aparece nas Escrituras, eu diria que qualquer pessoa que não acredita em Deus como uma Trindade não pode chamar-se um cristão (e muito menos um católico). É claro que o conceito da Trindade é bastante bíblica podemos ver em, Mateus 28:19, vai dizer assim ” Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo…Eis que estou convosco até o fim dos tempos”,  mas foram os Padres da Igreja que tiveram de interpretar e esclarecer a Escritura a respeito da Trindade-e levou 300 anos antes de estarem prontos até mesmo para começar a escrever o Credo Niceno.

Podemos estar confiantes de que a nossa fé, não perdeu nada ao passar do tempo por causa da sucessão apostólica e até nos tempos de hoje promessa de Jesus registrada em Mateus 16:18: que diz assim “Pedro, tu és Pedra, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

Essa promessa significa que o Espírito Santo irá orientar e proteger a Igreja, para que ela nunca possa se tornar algo diferente do que Jesus pretendia que fosse. Ao contrário do que os reformadores protestantes e calvinistas entre outros pensaram, a Igreja nunca poderia sair dos trilhos, de tal forma que ela deixaria de ser a Igreja. Se assim fosse, então o inferno iria ganhar. Mas isso nunca pode acontecer, porque Jesus fez esta promessa.

Portanto, para nós permanecermos conectado a nossa fé, a nossa doutrina, nós também temos que permanecer conectado com aqueles que vieram antes de nós na fé.

O autor da carta aos Hebreus chamado de “nuvem de testemunhas” Hebreus 12 “a nuvem.”: relata-nos o seguinte “Portanto , com tamanhas nuvens de testemunhas em torno de nós, deixemos de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que nos envolve. Corramos com perseverança na competição que nos é proposta, com os olhos fixos em Jesus, que vai a frente da nossa fé e a leva a perfeição . Em vista da alegria que os espera, suportou a cruz, não se importando com a infâmia, e assentou a direita do Trono de Deus”. Esta é a comunhão dos santos que foram antes de nós e que agora nos brindam e intercedem por nós na corrida da fé.

Então, nós, como católicos, temos que ter a consciência de que hoje nós somos os Apóstolos de Cristo no mundo, podemos achar que temos de responder à pergunta: Nós somos os apóstolos de hoje? Talvez não seria necessário respondermos nem se quer pensarmos na resposta poque ela é clara aos nossos olhos, essa é a herança que Jesus nos deixou, essa é a maior honra para um ser humano, ser chamado de APÓSTOLO DE CRISTO, e se somos, nos preocupamos, porque a nossa fé é histórica, nossa missão é histórica, foi passada de geração em geração e se perpetua nos dias de hoje  porque a promessa de Cristo se cumpriu no passado, se compre no presente e se cumprirá no futuro e a Igreja passará por muito bombardeios, muitos falaram, apedrejaram, a igreja sofreu, ainda sofre e sofrerá as insidias do demônio, mais a promessa de Cristo é única e secular é eterna, AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERAM SOBRE ELA. Cristo nos deixou isso .

Que tenhamos mais consciência sobre o que é  ser Apóstolos de Cristo nos tempo de hoje onde as heresias e as insidias do inimigo estão contra nós e contra a fé verdadeira que professamos. Evangelize, pregue o evangelho de  Cristo, seja um verdadeiro apóstolo, perseverante na missão que Cristo a nós confiou.

Referências: Sagrada Escritura (Tradução da CNBB) 

Texto:Bruno Henrique/ Gestor do Portal terra dse Santa Cruz

2ºDomingo da Quaresma – A Transfiguração do Senhor – A oração penetra nosso interior e nos transforma.

 

A oração penetra nosso interior para podermos ouvir a voz de Deus e sermos transformados por ela.

“Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu a montanha para rezar. Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante” (Lc 9,28).

Primeira Leitura (Gn 15,5-12.17-18)
Leitura do Livro do Gênesis:

Naqueles dias, o Senhor conduziu Abrão para fora e disse-lhe: “Olha para o céu e conta as estrelas, se fores capaz!” E acrescentou: “Assim será a tua descendência”. Abrão teve fé no Senhor, que considerou isso como justiça. E lhe disse: “Eu sou o Senhor que te fez sair de Ur dos Caldeus, para te dar em possessão esta terra”.

Abrão lhe perguntou: “Senhor Deus, como poderei saber que vou possuí-la?” E o Senhor lhe disse: “Traze-me uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, além de uma rola e de uma pombinha”. Abrão trouxe tudo e dividiu os animais pelo meio, mas não as aves, colocando as respectivas partes uma frente à outra. Aves de rapina se precipitaram sobre os cadáveres, mas Abrão as enxotou. Quando o sol já ia se pondo, caiu um sono profundo sobre Abrão e ele foi tomado de grande e misterioso terror.

Quando o sol se pôs e escureceu, apareceu um braseiro fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre os animais divididos. Naquele dia, o Senhor fez aliança com Abrão, dizendo: “Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o Eufrates”.

– Palavra do Senhor.

Salmo do Dia – Salmo 27 – O Senhor é minha luz e salvação.

— O Senhor é minha luz e salvação.

— O Senhor é minha luz e salvação;/ de quem eu terei medo?/ O Senhor é a proteção da minha vida;/ perante quem eu tremerei?

— Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo,/ atendei por compaixão!/ Meu coração fala convosco confiante,/ é vossa face que eu procuro.

— Não afasteis em vossa ira o vosso servo,/ sois vós o meu auxílio!/ Não me esqueçais nem me deixeis abandonado,/ meu Deus e Salvador!

— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver/ na terra dos viventes./ Espera no Senhor e tem coragem,/ espera no Senhor!

Segunda Leitura (Fl 3, 17-21. 4,1)
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:

Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que vivem de acordo com o exemplo que nós damos. Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o estômago, a glória deles está no que é vergonhoso e só pensam nas coisas terrenas. Nós, porém, somos cidadãos do céu. De lá aguardamos o nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo. 21Ele transformará o nosso corpo humilhado e o tornará semelhante ao seu corpo glorioso, com o poder que tem de sujeitar a si todas as coisas.

Assim, meus irmãos, a quem quero bem e dos quais sinto saudade, minha alegria, minha coroa, meus amigos, continuai firmes no Senhor.

– Palavra do Senhor

Anúncio do Evangelho (Lc 9, 28b-35)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante.

Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém.

Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.

E, quando estes dois homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo. Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem.

Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!” Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

— Palavra da Salvação.

REFLETINDO

Neste segundo domingo da Quaresma, temos a graça de subir com Jesus a montanha sagrada. Por que Ele sobe a montanha sagrada? Para rezar, orar, viver a dimensão da profunda comunhão com o Pai e levar consigo seus principais apóstolos, aqueles que vivem com Ele os momentos mais singulares na Sua missão.

Pedro, Tiago e João acompanham Jesus neste momento tão importante. O que nós aprendemos com tudo isso? Primeiro, a subir a montanha, ou seja, sair do lugar onde estamos, seja nosso trabalho ou ocupação, da comodidade que temos na vida para ir a um lugar reservado. A montanha alta significa o encontro de Deus que está nas alturas.

Quando vamos ao encontro de Deus, quando nos colocamos inteiramente na presença d’Ele, somos transformados, transfigurados, começamos a resplandecer a beleza divina. Os apóstolos escutaram e viram Jesus, puderam falar com Ele. Todos os sentidos são tocados quando são envolvidos na oração verdadeira.

Quando nos retiramos de onde estamos ou do que fazemos, e nos colocamos em uma atitude de oração profunda, nossos sentidos se envolvem. E o que a oração faz conosco? Ela vai nos purificando por dentro e por fora. A oração purifica nossos ouvidos tapados, surdos, incapazes de ouvir a voz de Deus e distinguir aquilo que é d’Ele.

A oração penetra nosso interior para, realmente, onde está o comando da nossa vida, a disposição da nossa vontade, a voz de Deus ser escutada. A oração faz transfigurar nosso olhar. Nós olhamos as coisas, muitas vezes, de forma aparente, com cobiça e olhar mundano.

Quando subimos para a presença do Senhor, Ele transfigura nossa vista e passamos a ver além, passamos a ver a vida de uma forma transfigurada. Aqui, transfigurada não quer dizer irreal, mas de forma sobrenatural. Passamos a ver as coisas com o olhar de Deus. Quando vamos à montanha sagrada para estar com o Senhor, falamos com Ele e Ele fala conosco.

Às vezes, na oração, não conseguimos dizer uma palavra, mas quando escutamos a voz do Senhor e transfiguramos o nosso olhar, queremos ficar na presença d’Ele. Somos convidados, neste domingo, a nos entregarmos à oração, a redimensionarmos e revisarmos nossa forma de nos relacionarmos com Deus. A oração transforma nossos sentidos.

Deus abençoe você!

Texto: Pe. Roger Araújo

Portal Terra de Santa Cruz 

Seminário Propedêutico São Pio X recebe novos propedeutas/Diocese da Campanha-MG

No último domingo 14/02 a Paróquia Santo Antônio-Campanha(MG) acolheu na missa das 19h na Catedral, os novos seminaristas propedeutas. O Pároco e Cura da Catedral Pe. Luzair Coelho de Abreu apresentou os novos jovens que iniciam sua caminhada no seminário rumo ao sacerdócio para toda comunidade presente na celebração do 1ªDomingo da quaresma. Cada Jovem se apresentou dizendo seu nome, cidade e paróquia de onde vieram.

São eles

Alef Ribeiro da Silva - Paróquia Nossa Sra. da Conceição - Virgínia(MG) 
Claudnei da Rocha Ribeiro - Paróquia São Sebastião - Cruzília(MG) 
Danilo Castro Silva - Paróquia Nossa Sra. da Saúde - Lambari(MG)
Dirceu Silvério - Paróquia Nossa Sra. da Conceição - Virgínia(MG)
Gabriel Henrique da Silva - Paróquia do Cristo, Luz dos povos - Varginha(MG)
Guilherme Portugal - Paróquia Nossa Sra. Do Carmo - Campos Gerais(MG)
Iuri de Carvalho Santos - Paróquia Nossa Sra. Do Carmo - Campos Gerais(MG)
Jonathan Silva Rocha - Paróquia Nossa Sra. das Dores - Boa Esperança(MG)
Juliano Ribeiro Pereira - Paróquia São Sebastião - Cruzília(MG)
Lucas de Almeida Fonseca - Paróquia São Sebastião - Passa Quatro(MG)
Matheus Nadur dos Santos - Paróquia Nossa Sra. Dos Remédios - Caxambu(MG)
Miguel Rodrigues Quintiliano - Paróquia São Gonçalo do Amarante - São Gonçalo do Sapucaí(MG)
Rafael Cordeiro - Paróquia Nossa Sra. Aparecida - Ilicínia(MG)

Tobias de Oliveira Coelho - Paróquia Nossa Sra. Do Carmo - Campos Gerais(MG)

O reitor do Seminário Propedêutico é o            1

Pe. Edson Pereira Oliveira, Vigário Paroquial

na Paróquia Santo Antônio em Campanha-MG

e Coordenador diocesano do Serviço de

animação vocacional (SAV)


O PERÍODO PROPEDÊUTICO veja o que a Santa Sé nos diz neste documento informativo – CONGREGAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO CATÓLICA (PARA OS SEMINÁRIOS E AS INSTITUIÇÕES DE ESTUDOS)
O que é Seminário Propedêutico?
 Quando um jovem percebe de Deus um chamado a ser Padre, ele simplesmente no mesmo dia entra no Seminário? Não! As coisas, como é facilmente perceptível, na Igreja Católica não são bagunçadas. Primeiramente, o jovem é acompanhado durante cerca de 9 a 10 encontros vocacionais, onde o mesmo descobrirá como foi esse chamado, se é de fato ao sacerdócio diocesano, religioso, ou identificar se esse chamado foi mal interpretado e Deus o chamou a ter uma outra vida de doação em consonância com a vontade de Deus.
Após esse período de discernimento, com os encontros vocacionais, o jovem ingressa, após confirmar seu chamado de forma clara e firme, e o aval da Igreja nas pessoas dos Padres Formadores do Seminário, no Seminário Propedêutico.
Agora vamos à pergunta que não quer calar: O que, no fim das contas é o Seminário Propedêutico?  Se trata do primeiro ano do tempo de formação para o Sacerdócio. É um ano introdutório, não deixando de ser um ano de discernimento também, para a entrada definitiva no Seminário Maior para a Filosofia e a Teologia. De forma resumida, é um ano em que se começa a entrar em ritmo da vida acadêmica, da vida de oração, da vida comunitária e fraterna e do amadurecimento humano-afetivo que se terá de forma mais intensa no Seminário Maior e, por fim, na vida de sacerdote.  Então saibam que o Padre que você vê hoje, teve de passar por toda essa formação; até porque, para ser capaz de doar a vida por inteiro por uma comunidade, afim de fazer com que cada pessoa a ele confiada se encontre com Jesus.
A NÓS PAROQUIANOS DE CAMPANHA E DIOCESE TODA FICA A MISSÃO DE REZAR POR ESSES JOVENS PARA QUE SIGAM FIRME NA MISSÃO QUE A ELES DEUS CONFIOU E QUE ALIMENTEM -SE DA PALAVRA DE DEUS NO DISCERNIMENTO DA VOCAÇÃO SACERDOTAL.
Escrito por Bruno Henrique/Gestor do Portal Terra de Santa Cruz
Informações: http://www.vatican.va
Colaboração: Seminaristas Gabriel Henrique (Propedeuta)

Esta é a posição definitiva do Papa sobre comunhão para divorciados em nova união

Ao ser perguntado sobre a participação dos divorciados em nova união na vida da Igreja, o Papa Francisco recordou que “integrar na Igreja não significa ‘comungar’”, porque receber a eucaristia não é “uma honorificência”.

O Papa se referiu ao comovedor testemunho de um casal de divorciados em nova união que escutou em Morelia: “E estes dois eram felizes! E usaram uma expressão muito bonita: ‘Nós não fazemos a comunhão eucarística, mas fazemos comunhão na visita ao hospital, nisto e naquilo…’. A integração deles permaneceu ali. Se há alguma coisa a mais, o Senhor dirá a eles, mas… é um caminho”, indicou.

Este é o texto completo da pergunta que fizeram e a resposta que o Pontífice deu:

Pergunta: Santo Padre, o senhor falou muito de família e do Ano da Misericórdia, nesta viagem. Alguns se perguntam, como uma Igreja que se diz “misericordiosa” pode perdoar mais facilmente um assassino do que quem se divorcia e casa novamente…?

Resposta: Mas, gostei da pergunta! Sobre a família, falaram dois Sínodos e o Papa falou durante todo o ano na catequese das quartas-feiras. E a pergunta é verdadeira, me agrada, porque você a fez plasticamente bem, eh! No documento pós-sinodal que sairá – talvez antes da Páscoa – se retoma tudo aquilo que o Sínodo – em um dos capítulos, porque existem muitos – fala sobre os conflitos ou sobre famílias feridas, e a pastoral das famílias feridas… É uma das preocupações. Assim como outra é a preparação ao matrimônio. Pense você, que para se tornar padre, são oito anos de estudo, de preparação, e depois, depois de um certo tempo, não consegue mais, pede a dispensa e vai embora e está tudo certo. Pelo contrário, para receber um Sacramento que é para toda a vida, três quatro palestras… A preparação ao matrimônio é muito importante: é muito, muito importante, porque acredito que seja uma coisa que a Igreja, na pastoral comum – ao menos no meu país, na América do Sul – não valorizou muito. Por exemplo – agora não tanto, mas há alguns anos – na minha Pátria, havia o costume de… se chamava “casamento em apuros”: casar rapidamente, porque vem um filho. E para cobrir socialmente a honra da família… Ali, não eram livres, e tantas vezes estes matrimônios são nulos. E eu, como bispo, proibi os sacerdotes de fazerem isto… Que nasça a criança, que continuem namorados, e quando sentem que é para toda a vida, que sigam em frente. Mas existe uma ausência do matrimônio.

Depois, outro capítulo muito interessante: a educação dos filhos. As vítimas dos problemas da família são os filhos: os filhos. Mas também vítimas dos problemas da família que nem marido nem a mulher querem: por exemplo, a necessidade de trabalho. Quando o pai não tem tempo livre para falar com os filhos, quando a mãe não tem tempo livre para falar com os filhos… Quando eu confesso um casal que tem filhos, um matrimônio, pergunto: “Quantos filhos vocês tem?”. E alguns se assustam dizendo: “Mas, o Padre me perguntará porque não tenho mais…”. E eu direi: “Farei para você uma segunda pergunta: você brinca com seus filhos?”, e a maioria – quase todos! – dizem: “Mas, Padre, não tenho tempo: trabalho o dia todo”. E os filhos são vítimas de um problema social que fere a família. É um problema… gosto da sua pergunta.

E uma terceira coisa interessante, no encontro com as famílias em Morelia – não: foi em Morelia?” Não… em Tuxtla, em Tuxtla – havia um casal de recasados em segunda união, integrantes da pastoral da Igreja… E a palavra-chave que usou o Sínodo – e eu a peguei – é “integrar na vida da Igreja as famílias feridas, as famílias de recasados”, e tudo isto. Mas não esquecer as crianças no centro, eh! São as primeira vítimas, quer pelas feridas quer pelas condições de pobreza, de trabalho, de tudo isto…

Nova pergunta: Significa que poderão comungar?

Resposta: Esta é uma coisa… é a última. Integrar na Igreja não significa “comungar”, porque eu conheço católicos recasados que vão à igreja uma vez por ano, duas vezes: “Mas, eu quero comungar!”, como se a comunhão fosse uma honorificência, não? Um trabalho de integração… todas as portas estão abertas. Mas não se pode dizer, (…) “podem comungar”. Isto seria uma ferida também aos matrimônios, ao casal, porque não fará com que eles sigam por este caminho de integração. E estes dois eram felizes! E usaram uma expressão muito bonita: “Nós não fazemos a comunhão eucarística, mas fazemos comunhão na visita ao hospital, nisto e naquilo….”. A integração deles permaneceu ali. Se há alguma coisa a mais, o Senhor dirá a eles, mas… é um caminho, é uma estrada…”.

Foto: Francisco / Alan Holdren (ACI Prensa)

Fonte: ACI DIGITAL

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Pregações da Quaresma no espírito do Concílio

Cidade do Vaticano (RV) – “O Concílio Vaticano II, cinquenta anos depois. Uma revisitação do ponto de vista espiritual”, é o tema das pregações da Quaresma 2016 para a Cúria Romana, a cargo do frei capuchinho Raniero Cantalamessa. O primeiro encontro será esta sexta-feira, 19, na Capela Redemptoris Mater, na presença do Papa Francisco.

Concílio Vaticano II, 50 anos depois

O pregador da Casa Pontifícia explicou ao L’Osservatore Romano que o 50º aniversário de conclusão do Concílio Vaticano II “é também a circunstância que inspirou no Papa Francisco a ideia do Ano Jubilar da Misericórdia”. Já no período de Advento, o Pregador da Casa Pontifícia havia dedicado as meditações da sua pregação no Vaticano à Constituição ConciliarLumen gentium (compiladas no livro “Dois pulmões, um único respiro. Oriente e Ocidente diante dos grandes mistérios da fé”, editado pela LEV). Para esta Quaresma foi proposto seguir nesta mesma linha, “colhendo – esclarece – alguns aspectos mais espirituais dos outros documentos conciliares”, com o objetivo também “de revisitar o Concílio à luz de seus frutos às vezes “inesperados”, como os definiu Bento XVI na sua última carta para a Quinta-feira Santa”.

Papa e Kirill

Nas pregações, encontrarão espaço também alguns temas de atualidade, como o recente encontro em Cuba entre o Papa Francisco e o Patriarca Kirill. Um acontecimento que será inserido “no contexto dos frutos do decretos sobre o ecumenismo”. O motivo – como explica o religiosos – é que “dediquei toda a pregação da Quaresma passada às relações entre a Igreja Católica e a ortodoxia”.

500 anos da Reforma

Em vista dos 500 anos da Reforma protestante, celebrado em 2017, o capuchinho dedicará uma meditação precisamente sobre o problema da unidade dos cristãos, comentando a Unitatis redintegratio. Uma tentativa de falar sobre o diálogo com outro grande interlocutor da Igreja Católica no compromisso ecumênico, ou seja, a comunidade da Reforma. Não faltará uma referência ao Documento conciliar Sacrosanctum concilium, sem entrar, no entanto, nos problemas advindos das reformas litúrgicas.

A Liturgia do Espírito

Padre Raniero Cantalamessa, fiel à linha das meditações, se ocupará daquilo que, na linha de Romano Guardini, “Joseph Ratzinger em seu livro chama “o espírito da liturgia””. Neste campo – observa o capuchinho – “a Constituição apresenta uma lacuna que será preenchida à luz dos desdobramentos que teve a teologia nos últimos anos, que diz respeito ao papel do Espírito Santo na Liturgia. Mais que do “espírito da liturgia”, falarei da “liturgia do Espírito”, isto é, do Espírito Santo como alma da liturgia.

Matrimônio e família

De fato, cada Constituição conciliar encontrará motivos de reflexão. O pregador se ocupará de cada documento, concentrando-se porém, sobre um aspecto particular, e evitando assim considerações genéricas. Em particular, inspirado na Gaudium et Spes, o Frei Cantalamessa que propor uma reflexão “sobre o matrimônio e família, à luz das grandes mudanças em andamento neste delicado campo da sociedade atual”. Não tratará, pelo contrário, de problemas pastorais específicos, sobre os quais, “depois dos dois Sínodos dos Bispos, somente o Papa tem o direito de acrescentar a sua palavra”. Um comentário será reservado, por outro lado, ao Ano Extraordinário da Misericórdia, que encontrará expressão em particular, na pregação da Sexta-feira Santa, enquanto “momento mais propício”, dado que a Igreja “celebra naquele dia o ápice da misericórdia de deus na história da salvação”. (JE/Osservatore Romano)

(Fonte Vatican Radio)

Adaptação Portal Terra de Santa Cruz