Angelus: Converter-nos de um deus dos milagres ao milagre de Deus, Jesus Cristo

“O único privilégio aos olhos de Deus é o de não ter privilégios, de estar abandonados nas suas mãos” “Que Maria nos ajude a nos converter de um deus dos milagres ao milagre de Deus, que é Jesus Cristo”. O Papa Francisco, no Angelus deste IV Domingo do Tempo Comum, refletiu sobre a pouca fé daqueles que necessitam de milagres para acreditar e advertiu para a tentação de considerar a religião “como um investimento humano”, que leva à negociar com Deus, buscando o próprio interesse.

Inspirado na narrativa de Lucas, proposta pela Liturgia do dia, o Papa ressaltou as palavras de Jesus de que “nenhum profeta é bem recebido em sua terra”, após deparar-se com as murmurações de seus conterrâneos que queriam vê-lo realizar prodígios e milagres. Ao não fazer isto, “sentem-se ofendidos e querem jogá-lo no precipício”. “A narrativa de Lucas – explica Francisco – revela a tentação à qual o homem religioso está sempre exposto”:

Esta passagem do evangelista Lucas não é simplesmente a narrativa de uma discussão entre companheiros, como às vezes acontece também nos nossos bairros, suscitada por invejas e por ciúmes, mas revela uma tentação à qual o homem religioso está sempre exposto – todos nós estamos expostos – e da qual é necessário tomar distância com decisão: a tentação de considerar a religião como um investimento humano e, por consequência, começar a “fazer contratos” com Deus, buscando o próprio interesse”.

Pelo contrário – observa – “na verdadeira religião trata-se de acolher a revelação de um Deus que é Pai e que tem cuidado por cada uma de suas criaturas, mesmo daquela menor e insignificante aos olhos dos homens”:

“Precisamente nisto consiste o ministério profético de Jesus: em anunciar que nenhuma condição humana pode constituir motivo de exclusão – nenhuma condição humana pode ser motivo de exclusão – do coração do Pai e que o único privilégio aos olhos de Deus é o de não ter privilégios. O único privilégio aos olhos de Deus é o de não ter privilégios, de não ter padrinhos, de estar abandonados nas suas mãos”.

O Santo Padre reitera que o “hoje” do “cumprimento das Escrituras” recorda a todos a necessidade da salvação trazida por Jesus à humanidade:

“Deus vem ao encontro dos homens e das mulheres de todos os tempos e lugares, na situação concreta em que estes se encontram. Vem também ao nosso encontro. É sempre ele que dá o primeiro passo: vem visitar-nos com a sua misericórdia, levantar-nos da poeira dos nossos pecados, vem estender-nos a mão para tirar-nos do abismo em que o nosso orgulho nos fez cair, e nos convida a acolher a consoladora verdade do Evangelho e a caminhar pelo caminho do bem. Mas é sempre ele que vem nos encontrar, nos procurar”.

Ao concluir, Francisco recorda que Maria também estava na Sinagoga, e ao ver “Jesus antes admirado, depois desafiado, depois insultado, ameaçado de morte”, tem uma “pequena antecipação” daquilo que sofrerá na cruz:

“Em seu coração, pleno de fé, ela guardava cada coisa. Que ela nos ajude a nos converter de um deus dos milagres ao milagre de Deus, que é Jesus Cristo”.

Após a oração do Angelus, o Papa dedicou sua oração ao doentes de hanseníase, cujo Dia Mundial é celebrado este domingo.

Francisco, ladeado por dois adolescentes, também saudou os inúmeros jovens da Ação Católica presentes na Praça São Pedro, na sua “caravana de paz”. Uma jovenzinha leu uma mensagem agradecendo ao Papa – o “maquinista do trem” em que viajam – e contou da iniciativa da coleta realizada em favor dos migrantes jovens como eles. Ao final, foral soltos balões coloridos na praça.

Fonte: Rádio Vaticana

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização

ANO JUBILAR DA MISERICÓRDIA, Por Dom Pedro, Bispo da Diocese da Campanha/MG

Extraordinário da Misericórdia. Talvez possamos nos interrogar sobre o que seja este Ano Jubilar celebrado na Igreja. Há várias passagens no Antigo e Novo Testamentos que nos ajudam a entender aquilo que estamos vivendo e celebrando neste ano. Todas estas passagens sublinham um tempo de reconciliação para todos, pois recuperam a gratuidade da relação do homem com Deus, que sempre acolhe um coração contrito e humilde.

Assim, a Igreja é chamada, neste tempo de mudança de época, a oferecer vigorosamente os sinais da presença, da abertura e proximidade de Deus. É um tempo que nos convida a estarmos vigilantes e atentos à sua graça misericordiosa. É também tempo da Igreja reencontrar o sentido da missão que o senhor Jesus entregou a Ela desde o dia de seu retorno ao pai, no mistério da Páscoa e ascensão aos céus.

O Ano santo deve provocar em nós um sentimento de intensa alegria por termos sido reencontrados por Jesus, o bom e misericordioso Pastor. Um ano de verdadeira experiência com a sua misericórdia; de tratarmos das feridas do pecado com o remédio e o óleo da misericórdia, oferecendo a nós e aos irmãos e irmãs o caminho do perdão e da reconciliação, o bálsamo da misericórdia. Ninguém se exclua da experiência deste amor.

Feliz e abençoado ano jubilar da graça e do amor a todos.

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Servo de Cristo

Dom Pedro Cunha Cruz

Bispo Diocesano da Campanha – MG

Fonte: www.diocesedacampanha.org.br

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização

Mais de 100 Bispos do Brasil participam de Curso no Rio de Janeiro

Desde o dia 25 de janeiro acontece o “25º Curso para Bispos” promovido  pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro . O evento teve início no governo diocesano de Dom Eugênio Sales. O encontro é coordenado por Dom Romer Karl, suíço, Bispo auxiliar, na época, hoje emérito.

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Na abertura o Cardeal Dom Orani, Dom Romer e o Núncio Apostólico do Brasil, Dom Giovane D’Aniello, acolheram os Bispos e passaram as instruções do retiro. Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo metropolitano de Curitiba, também participa do curso.

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Ao todo participam do encontro mais de 100 Bispos de todo o Brasil, e segundo informações da assessoria de imprensa da Arquidiocese do Rio, o curso tem duração de cinco dias. Durante este período, os Bispos farão reflexões e haverá debates sobre os temas estabelecidos. É também o momento de descanso, para que os Bispos possam começar o ano pastoral mais empenhados.

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No dia 26 de janeiro, prosseguiu o Curso dos Bispos 2016, evento promovido pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, que está acontecendo na casa de retiro do Sumaré.
No encontro, os palestrantes Dom João Carlos Petrini, Bispo de Camaçari (BA), e Monsenhor Juan José Pérez Soba, doutor em Teologia pela Universidade São Damásio, fizeram reflexões sobre o tema central do encontro, “A família”, que também foi pauta do último Sínodo Ordinário do Episcopado.
No fim da tarde, o Núncio Apostólico do Brasil, Dom Giovanni D’Aniello, entregou a medalha São Gregório Magno, concedida pelo Papa Francisco, ao Cônsul Geral da Itália no Rio de Janeiro, Ricardo Batisti.

Visita

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Na manhã de quarta-feira, 27 de janeiro, os participantes da 25ª edição do encontro realizaram um passeio pela cidade do Rio de Janeiro e visitaram o Museu do Amanhã, na Praça Mauá, Zona Portuária da cidade.

Novo ícone da Região Portuária, o Museu do Amanhã conjuga o rigor da ciência e a linguagem expressiva da arte, tendo a tecnologia como suporte, em ambientes imersivos, instalações audiovisuais e jogos, criados a partir de estudos científicos desenvolvidos por especialistas e dados divulgados por instituições do mundo inteiro. Traz à cidade, pela primeira vez, o conceito de museu experiencial, no qual o conteúdo é apresentado de forma sensorial, interativa e conduzido por uma narrativa. O espaço examina o passado, apresenta tendências do presente e explora cenários possíveis para os próximos 50 anos a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência.

“Este Museu do Amanhã é uma grande obra e um grande benefício também para a cidade do Rio de Janeiro, tendo em vista toda esta revitalização da Praça Mauá. Agradeço pela possibilidade de viver este momento e conhecer esta magnífica obra que a todo o momento interage com os seus visitantes”, pontuou o bispo da Diocese de Duque de Caxias, Dom Tarcísio Nascentes dos Santos.

Esta é a 25º edição, que será encerrada na próxima sexta, 29/01.

Por João Dias com informações de Paulo Ubaldino (ArqRio)
Fotos: Gustavo de Oliveira (ArqRio) 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

A penitência: desejada pelo Céu e odiada pelo mundo.

Se há um conceito radicalmente oposto à mentalidade moderna é o da penitência. O termo e a noção de penitência evocam a ideia de um sofrimento que infligimos a nós mesmos para expiar os nossos pecados ou os de outras pessoas e nos unirmos aos méritos da Paixão redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo. O mundo moderno rejeita o conceito de penitência por estar imerso no hedonismo e professar o relativismo, que é a negação de qualquer bem pelo qual vale a pena sacrificar-se, exceto a busca do prazer. Só isso pode explicar episódios como o furibundo ataque midiático em curso contra os Franciscanos da Imaculada, cujos mosteiros são descritos como locais de tortura, só porque neles se pratica uma vida de austeridade e penitência. Usar o cilício ou gravar o monograma do nome de Jesus no peito é considerado uma barbárie, enquanto praticar o sadomasoquismo ou tatuar indelevelmente o próprio corpo é considerado hoje um direito inalienável da pessoa.

Com toda a força de que os meios de comunicação são capazes, os inimigos da Igreja repetem as acusações anticlericais de sempre. O que é novo é a atitude das autoridades eclesiásticas, que em vez de defender as freiras difamadas, as abandonam ao carrasco midiático com secreto comprazimento, fruto da incompatibilidade entre as regras tradicionais que essas religiosas estão decididas a observar e os novos padrões impostos pelo “catolicismo adulto”.

Mesmo que o espírito de penitência tenha pertencido desde o início à Igreja Católica – como o recordam as figuras de São João Batista e de Santa Maria Madalena – qualquer incitamento às práticas ascéticas antigas é considerado hoje intolerável até por muitos eclesiásticos. No entanto, não há doutrina mais razoável do que aquela que fundamenta a necessidade de mortificação da carne. Se o corpo está em revolta contra o espírito (Gl 5, 16-25), não é razoável e prudente reprimi-lo? Nenhum homem está livre do pecado, nem mesmo os “cristãos adultos”. Não age portanto segundo um princípio lógico e salutar quem expia seus pecados mediante a penitência?

As penitências mortificam o “eu”, dobram a natureza rebelde, reparam e expiam os próprios pecados e os dos outros. Se, pois, considerarmos as almas que amam a Deus, que buscam a semelhança com o Crucificado, então a penitência se torna uma exigência do amor. São famosas páginas de De Laude flagellorum de São Pedro Damião, o grande reformador do século XI, cujo mosteiro de Fonte Avellana se caracterizava por uma extrema austeridade nas regras. Escrevia ele: “Quero sofrer o martírio por Cristo, mas não tenho ocasião; submetendo-me às flagelações, pelo menos manifesto a vontade de minha alma ardente” (Epístola VI, 27, 416 c.).

Toda reforma na história da Igreja foi feita com a intenção de reparar os males do tempo por meio da austeridade e da penitência. Nos séculos XVI e XVII, os Mínimos de São Francisco de Paula praticaram (e o fizeram até 1975) um voto de via quaresmal que lhes impõe a abstenção perpétua não só de carne, mas de ovos, de leite e de todos os seus derivados; os Recoletos consomem a própria refeição no chão, misturam cinza nos alimentos, prosternam-se diante da porta do refeitório sob os pés dos religiosos que entram; os Irmãos hospitalares de São João de Deus estabelecem na sua constituição “comer no chão, oscular os pés dos irmãos, sofrer repreensões públicas e acusar-se publicamente”. Análogas são as regras dos Barnabitas, dos Escolápios, do Oratório de São Felipe Neri, dos Teatinos. Não há instituto religioso, como documenta Lukas Holste, que não inclua em sua constituição a prática do capítulo de culpas, a disciplina várias vezes por semana, os jejuns, a diminuição das horas de sono e de repouso (Codex regularum monasticarum et canonicarum, (1759) Akademische Druck und Verlaganstalt, Graz 1958).

A essas penitências “de regra” os religiosos mais fervorosos juntavam as chamadas penitências “superrogatórias”, deixadas a critério de cada um. Santo Alberto de Jerusalém, por exemplo, na Regra escrita para os Carmelitas e confirmada pelo Papa Honório III em 1226, depois de descrever o gênero de vida da Ordem e as respectivas penitências a praticar, conclui: “Se alguém no entanto quiser dar mais, o próprio Senhor em seu retorno o recompensará”.

Bento XIV, que era um Papa meigo e equilibrado, confiou a preparação do Jubileu de 1750 a dois grandes penitentes, São Leonardo de Porto Maurício e São Paulo da Cruz. Frei Diego de Florença deixou um diário da missão realizada por São Leonardo de Porto Maurício na Praça Navona, em Roma, de 13 a 25 julho 1759. Com uma pesada corrente em volta do pescoço e uma coroa de espinhos na cabeça, o santo se flagelava diante da multidão, gritando: “Ou penitência ou inferno” (São Leonardo de Porto Maurício, Obras Completas. Diário de Fra Diego, Veneza, 1868, vol. V, p. 249). São Paulo da Cruz terminava sua pregação infligindo-se golpes tão violentos, que com frequência algum fiel não resistia mais ao espetáculo e saltava no palco, com o risco de ser atingido, para deter-lhe o braço (Os processos de beatificação e de canonização de São Paulo Cruz, Postulação geral dos Padres Passionistas I, Roma 1969, p. 493).

A penitência foi praticada ininterruptamente durante dois mil anos pelos santos, canonizados ou não, que com suas vidas têm ajudado a escrever a história da Igreja; por Santa Joana de Chantal e Santa Veronica Giuliana, que gravaram com um ferro quente o cristograma no peito, e por Santa Teresinha do Menino Jesus, que escreveu oCredo com o seu sangue, no final do livrinho dos Santos Evangelhos que trazia sempre sobre o coração.

Contudo, essa generosidade não caracteriza somente as monjas contemplativas. No século XX, dois santos diplomatas iluminaram a Cúria Romana: o cardeal Merry del Val (1865-1930), Secretário de Estado de São Pio X, e o Servo de Deus Mons. José Canovai (1904-1942), representante da Santa Sé na Argentina e no Chile. O primeiro usava sob a púrpura cardinalícia uma camisa de crina trançada com pequenos ganchos de ferro. Do segundo, autor de uma oração escrita com sangue, o cardeal Siri escreve: “As correntes, os cilícios, as flagelações horríveis com lâminas de barbear, as feridas, as cicatrizes aumentadas pelas sucessivas lesões, não são o ponto de partida, mas de chegada de um fogo interior; não a causa, mas a eloquente e reveladora explosão desse fogo. Tratava-se da clareza com a qual ele via em si e em cada coisa um meio para amar a Deus, e com a qual, no lancinante sacrifício do sangue, via garantida a sinceridade das demais renúncias interiores” (Memorial para a Positio de beatificação de 23 de Março 1951).

Foi nos anos cinquenta do século XX que as práticas espirituais e ascéticas da Igreja começaram a declinar. O padre João Batista Janssens, Geral da Companhia de Jesus (1946-1964), interveio mais de uma vez para chamar os próprios irmãos a retornar ao espírito de Santo Inácio. Em 1952 ele lhes enviou uma carta sobre a “mortificação contínua”, na qual se opunha às posições da nouvelle théologie, tendentes a excluir as penitências reparadoras e impetratórias, e escrevia que jejuns, flagelação, cilícios e outros rigores deviam permanecer escondidos dos homens, segundo a norma de Cristo (Mt 6, 16-18), mas deviam ser ensinados e inculcados nos jovens jesuítas até o segundo noviciado, chamado de terceiro ano de aprovação (Dizionario degli Istituti di Perfezione, vol. VII, col. 472). Ao longo dos séculos, as formas de penitência podem mudar, mas não o espírito, que é sempre oposto ao do mundo.

Prevendo a apostasia espiritual do século XX, Nossa Senhora em pessoa recordou em Fátima a necessidade da penitência. Penitência não é senão a recusa das falácias do mundo, a luta contra os poderes das trevas, que disputam com as forças angélicas o domínio das almas, e a mortificação contínua da sensualidade e do orgulho, enraizados no mais profundo do nosso ser. Somente aceitando essa luta contra o mundo, o demônio e a carne (Ef6, 10-12), podemos compreender o significado da visão cujo centésimo aniversário celebraremos dentro de um ano. Os pastorinhos de Fátima viram “ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo na mão esquerda; ao cintilar, despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência!” !

Por Roberto de Mattei – Corrispondenza Romana 

Tradução: Hélio Dias Viana –FratresInUnum.com

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização.

São Tomás de Aquino e o dia em que um boi voou no convento

Uma breve lição sobre o dom da palavra e o que fazemos com ela.

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Conta-se na ordem de São Domingos que, certa vez, estando São Tomás de Aquino em sua cela no convento de São Jacques, estudando e trabalhando sobre obscuros manuscritos medievais, entrou de repente um frade folgazão que foi logo exclamando com escândalo:

– Vinde ver, irmão Tomás, vinde ver um boi voando!

O grande doutor da Igreja, muito serenamente, ergueu-se do seu banco, saiu da cela e, dirigindo-se ao átrio do mosteiro, se pôs a olhar o céu, com a mão em pala sobre os olhos fatigados do estudo.

Ao assim o ver, o frade jovial desatou a rir com estrépito.

– Ora, irmão Tomás, então sois tão crédulo a ponto de acreditardes que um boi pudesse voar?

– Por que não, meu amigo? – tornou o santo.

E, com a mesma singeleza, flor da sabedoria, completou:

– Eu preferi admitir que um boi voasse a acreditar que um religioso pudesse mentir.

Relato recopilado por Malba Tahan em “Lendas do Céu e da Terra”

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – Por ALETEIA

Fiéis lotam Matriz de Cruzília no encerramento da festa do Padroeiro São Sebastião e subida da imagem do Mártir.

Paróquia São Sebastião de Cruzília(MG), celebrou neste domingo(24) o encerramento das festividades do padroeiro .

Deu-se início a Santa Missa às 19h  presidida pelo Pe. Roberto Nogueira pároco da Paróquia de São Pedro e São Paulo- São Lourenço(MG) e concelebrada pelo Pároco Pe. Dehon de Cruzília(MG)

Com a igreja lotada de fiéis e devotos de São Sebastião o povo cantou e rezou diante da imagem do mártir que ao final da celebração retornou ao seu trono e lá do alto olhar por todos paroquianos cruzilienses . A Imagem passeou por toda igreja que tinha fiéis por dentro e do lado de fora, muitos devotos fizeram seus pedidos e enfim a imagem sob para seu altar solenemente.

Momento marcante da subida da imagem, foi ato piedoso do Pároco de Cruzília, Padre Dehon, rezar diante da imagem pedindo bençãos e graças para todo povo de Cruzília, forma simples e honesta de rezar pedindo a intercessão de São Sebastião, a forma dialogada, expressiva que sai do coração, uma linda oração e um momento que ficará marcado na memória dos fiéis dessa querida Paróquia de nossa Diocese da Campanha.

Após a subida da imagem os Padres abençoaram a todos com as santas relíquias do Mártir São Sebastião .

VEJA ABAIXO O VÍDEO DESSE BELO MOMENTO

Vejam algumas fotos abaixo e veja em Paróquia São Sebastião Cruzília(MG)

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Informações: Paróquia São Sebastião – Cruzília 

Texto: Bruno Henrique/Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

Salete Ferreira e Sapo da Tv Canção Nova estarão na Caminhada Paroquial de Baependi-MG

Paróquia Santa Maria de Baependi(MG) receberá no dia 14 de Fevereiro um dos grandes nomes da música Católica, a cantora Salete Ferreiro e dos maiores violeiros do Brasil o Sapo ambos missionários na Comunidade Canção Nova (Fundação João Paulo II)

Eles vem para Caminhada Paroquial que acontecerá no dia 14/02 no famosos KAIRÓS com tema “A Misericórdia de Deus está perto de nós”. Você caro(a) amigo(a) leitor(a) do Portal Terra de Santa Cruz está convidado(a) a participar desse grande evento onde Deus tem uma obra nova para fazer na sua vida, vamos caminhar com Jesus no Ano Santo da Misericórdia, participe maiores informações contate a Paróquia Santa Maria de Baependi(MG)

Por Portal Terra de Santa Cruz 

Professor Pelipe Aquino(TV Canção Nova) visita Baependi(MG) e faz documentário sobre Nhá Chica.

Nesta sexta-feira (22) o professor Felipe Aquino, apresentador dos programas “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos” da TV Canção Nova visitou com sua equipe a igreja de Nossa Senhora da Conceição, conhecendo o local onde viveu a Bem-Aventurada Nhá Chica. 

Na webtv Canção Nova, Professor Felipe comanda também o programa ‘Palavras de Fé’, um importante canal utilizado para ensinamentos e esclarecimentos sobre a Igreja Católica e sua doutrina. Na oportunidade a equipe foi recebida pela Irmã Ivone Diniz e pela Irmã Aída Ferreira Martins ambas da Congregação das Irmãs Franciscanas do Senhor e pela Assessoria de Comunicação da ABNC (Associação da Bem Aventurada Nhá Chica).


A equipe gravou entrevistas, depoimentos e outras imagens para exibição nos programas de Felipe Aquino no sistema Canção Nova, que em breve abordarão em especial o exemplo de vida santa de Nhá Chica, inclusive com participação de Irmã Ivone, falando sobre Francisca de Paula de Jesus.

O Prof. Felipe Aquino trabalha com o Pe. Jonas Abib desde 1970 e além dos programas de rádio e TV, construiu uma história literária de sucesso, com 78 livros publicados, sempre abordando temas baseados na doutrina católica. (Com informações do site Canção Nova)

Assim resta-nos todos ficarmos ligadinhos na TV Canção Nova para assistirmos esse documentário sobre nossa querida e milagrosa Beata Nhá Chica.

Rezemos:

Aflita vos vistes Senhora/ Aflita aos pés da Cruz/ Aflito estou eu agora/ valei-me ó mãe de Jesus . Virgem da Conceição, Valei-me nesta Ocasião(3x)

Imagens da Visita de Prof:Felipe Aquino, abaixo.

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Fotos: ABNC

Portal Terra de Santa Cruz

 

 

Comunidade N.Sª de Lourdes/Cristina(MG): Primeira missa na Igreja após metade das obras concluídas-Paróquia Divino Espírito Santo

No 29/12/2015 relatamos aqui em nosso site a iniciativa dos participantes do Terço dos Homens em ampliar a Igreja da Comunidade Nossa Senhora de Lourdes/Bairro Vargem Alegre-Cristina(MG) (VEJA AQUI A MATÉRIA)

Hoje louvamos a Deus, pois metade das obras de ampliação do templo dedicado a Nossa Senhora de Lourdes está concluída. Neste domingo(24/01) a Igreja recebeu sua primeira missa após ampliação, presidida pelo Padre Geraldo de Freitas .

A Missa foi a última presidida pelo Padre Geraldo na Paróquia Divino Espirito Santo-Cristina(MG), ele encerra seus trabalhos pastorais na paróquia e inicia uma nova etapa de seu ministério na cidade de Elói Mendes(MG) que também tem como padroeiro o Divino Espirito Santo. A celebração se deu às 19h com participação de toda comunidade e dos trabalhadores participantes do Terço dos Homens.

As obras na Igreja continuam, ainda falta o reboco das paredes, forro, acabamento interno e externo, parte elétrica e pintura. Para isso a comunidade pede a colaboração de todos paroquianos da cidade de Cristina para que em breve possam reabrir a igreja em definitivo para celebrações da santa missa e trabalhos pastorais.

OBS: Assume nesta semana como Pároco da Paróquia de Cristina(MG) o Padre César que deixa a Paróquia Santa Tereza de A’vila em Três Corações(MG).

Vejam algumas fotos da celebração na Igreja Nossa Senhora de Lourdes

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Após a celebração, aconteceu uma confraternização de Despedida do Padre Geraldo de Freitas entre os movimentos e pastorais e comunidade do Bairro da Vargem. Padre Geraldo fez muitos amigos e é muito querido pelo povo de Cristina(MG). Estará sempre no coração e nas orações de cada paroquianos. Que Deus ilumine seu novo caminho como Pároco em Elói Mendes(MG).12642721_905618852890390_1699137678183723371_n.jpg

Informações: Cleiton José Nunes – Cristina(MG) 

Fotos: Página Terço dos Homens – Bairro Vargem Alegre – Cristina(MG) Vejam mais fotos AQUI 

Texto: Bruno Henrique/ Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

 

Campanha da Fraternidade 2016: subsídios, roteiros,áudio e hino oficial.

A Campanha da Fraternidade deste ano será Ecumênica e tem como tema “Casa comum, nossa responsabilidade” e como lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5.24).

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Diferentes subsídios, para crianças, jovens e adultos, foram produzidos pela comissão organizadora da Campanha da Fraternidade deste ano, cujo manual é dividido em temáticas. Além da oração, hino, apresentação e texto-base, são propostos onze encontros, com abordagens específicas, de acordo com os diferentes públicos.

Em vista da Campanha da Fraternidade, a CNBB publicou subsídios e roteiros para Círculos Bíblicos, Encontros Catequéticos para crianças, adolescentes e para jovens estudantes, como também para Famílias, além de Vias-Sacras Ecumênicas, Vigílias de oração e celebração da misericórdia.

Reflexão

A Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 (CFE/2016) terá início na Quarta-feira de Cinzas, 10 de fevereiro, e prosseguirá até Domingo de Ramos, 20 de março.

Este ano, a Campanha da Fraternidade é realizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic). A proposta está em sintonia com a Encíclica do Papa Francisco, “Laudato Si”, que visa o aprofundamento, com a sociedade, de questões como o saneamento básico, a fim de garantir desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida aos cidadãos.

Lançamento

A (CFE/2016) será oficialmente lançada no dia 10 de fevereiro, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. Haverá transmissão, ao vivo, pelas emissoras de inspiração católica e pela Rede Católica de Rádio (RCR). (MT/CNBB)

Conheça o HINO OFICIAL DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2016

Cifras da CFE 2016

01 – Hino da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016

Tom: F

Intro: Dm Gm C7 F Bb7+ Em5-/7 A7 Dm A4 A7

                       Dm                       A4 A7
01 - Eis, ó meu povo o tempo favorável
               Gm           A7           Dm A4 A7
Da conversão que te faz mais feliz;
                 Dm           D7              Gm
Da construção de um mundo sustentável,
G#dim A4 A7
“Casa Comum” é teu Senhor quem diz:
           Dm           D7         Gm
Quero ver, como fonte o direito
C                 C/E             F
A brotar, a gestar tempo novo:
        Bb7+                           Em5-/7
E a justiça, qual rio em seu leito,
             A7                         Dm A4 A7
Dar mais vida pra vida do povo.

                  Dm                                A4 A7
02 - Eu te carrego sobre as minhas asas
             Gm            A7              Dm A4 A7
Te fiz a terra com mãos de ternura;
        Dm               D7                 Gm
Vem, povo meu, cuidar da nossa casa!
               G#dim                 A4 A7
Eu sonho verde, o ar, a água pura.
 
                         Dm                          A4 A7
03 - Te dei um mundo de beleza e cores,
              Gm         A7            Dm      A4 A7
Tu me devolves esgoto e fumaça.
             Dm               D7       Gm
Criei sementes de remédio e flores;
            G#dim                     A4 A7
Semeias lixo pelas tuas praças.
          Dm          D7            Gm
Quero ver, como fonte o direito
C               C/E                 F
A brotar, a gestar tempo novo:
Bb7+                                  Em5-/7
E a justiça, qual rio em seu leito,
               A7                    Dm     A4 A7
Dar mais vida pra vida do povo.
 
            Dm                                         A4 A7
04 - Justiça e paz, saúde e amor têm pressa;
                      Gm           A7                Dm A4 A7
Mas, não te esqueças, há uma condição:
            Dm            D7             Gm
O saneamento de um lugar começa
         G#dim                      A4 A7
Por sanear o próprio coração.

                   Dm                      A4 A7
05 - Eu sonho ver o pobre, o excluído
                   Gm          A7         Dm        A4 A7
Sentar-se à mesa da fraternidade;
               Dm              D7     Gm
Governo e povo trabalhando unidos
             G#dim                         A4 A7
Na construção da nova sociedade.

02 – Casa Comum: nossa responsabilidade
03 – Quero ver o direito brotar como fonte
04 – Planeta das águas
05 – Quero ver
06 – Humana prece
07 – Vida, o sonho de Deus
08 – Água da vida
09 – Renova a criação
10 – Terra de Deus, terra para todos
11 – Procissão de Ramos
12 – Amém

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Baixe todas as cifras – Arquivo único:

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Cifras: Portal Kaíros

3º Domingo do Tempo Comum – Liturgia

Ouça aqui, o diálogo sobre o Evangelho deste terceiro domingo do tempo comum – Lc 1, 1-4;4, 14-21.

Tempo Comum.jpg

Primeira Leitura – Ne 8,2-4a.5-6.8-10 / Leitura do Livro de Neemias:

Naqueles dias, o sacerdote Esdras apresentou a Lei diante da assembleia de homens, de mulheres e de todos os que eram capazes de compreender. Era o primeiro dia do sétimo mês.

Assim, na praça que fica defronte da porta das Águas, Esdras fez a leitura do livro, desde o amanhecer até ao meio-dia, na presença dos homens, das mulheres e de todos os que eram capazes de compreender. E todo o povo escutava com atenção a leitura do livro da Lei.

Esdras, o escriba, estava de pé sobre um estrado de madeira, erguido para esse fim.

Estando num lugar mais alto, ele abriu o livro à vista de todo o povo. E, quando o abriu, todo o povo ficou de pé.

Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus, e todo o povo respondeu, levantando as mãos: “Amém! Amém!”

Depois inclinaram-se e prostraram-se diante do Senhor, com o rosto em terra. 8E leram clara e distintamente o livro da Lei de Deus e explicaram seu sentido, de maneira que se pudesse compreender a leitura.

O governador Neemias e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas, que instruíam o povo, disseram a todos: “Este é um dia consagrado ao Senhor, vosso Deus! Não fiqueis tristes nem choreis”, pois todo o povo chorava ao ouvir as palavras da Lei. E Neemias disse-lhes: “Ide para vossas casas e comei carnes gordas, tomai bebidas doces e reparti com aqueles que nada prepararam, pois este dia é santo para o nosso Senhor. Não fiqueis tristes, porque a alegria do Senhor será a vossa força”.

– Palavra do Senhor.

SALMO DO DIA – SALMO 18 – Vossas palavras, Senhor, são espírito e vida!

— Vossas palavras, Senhor, são espírito e vida!

— A lei do Senhor Deus é perfeita,/ conforto para a alma!/ O testemunho do Senhor é fiel,/ sabedoria dos humildes.

— Os preceitos do Senhor são precisos,/ alegria ao coração./ O mandamento do Senhor é brilhante,/ para os olhos é uma luz.

— É puro o temor do Senhor,/ imutável para sempre./ Os julgamentos do Senhor são corretos/ e justos igualmente.

— Que vos agrade o cantar dos meus lábios/ e a voz da minha alma;/ que ela chegue até vós, ó Senhor,/ meu Rochedo e Redentor!

Segunda Leitura – 1Cor 12,12-14.27 / Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo.

De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito.

Com efeito, o corpo não é feito de um membro apenas, mas de muitos membros. Vós, todos juntos, sois o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros desse corpo.

– Palavra do Senhor.

Anúncio do Evangelho – Lc 1,1-4;4,14-21

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Muitas pessoas já tentaram escrever a história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, como nos foram transmitidos por aqueles que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e ministros da palavra.

Assim sendo, após fazer um estudo cuidadoso de tudo o que aconteceu desde o princípio, também eu decidi escrever de modo ordenado para ti, excelentíssimo Teófilo. Deste modo, poderás verificar a solidez dos ensinamentos que recebeste.

Naquele tempo, Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza.

Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam.

E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga, no sábado, e levantou-se para fazer a leitura.

Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”.

Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.

Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”.

— Palavra da Salvação.

Portal Terra de Santa Cruz /Áudio: Rádio Vaticana

São Francisco de Sales, doutor da Igreja

Doutor da Igreja, é fundador da Ordem da Visitação, titular e patrono da família salesiana, fundada por Dom Bosco. Este santo nasceu no Castelo de Sales em 1567. Sua mãe, uma condessa, buscou formá-lo muito bem com os padres da Companhia de Jesus, onde, dentre muitas disciplinas, também aprendeu várias línguas. Muito cedo, fez um voto de viver a castidade e buscar sempre a vontade do Senhor. Ao longo da história desse santo muito amado, vamos percebendo o quanto ele buscou e o quanto encontrou o que Deus queria.

Anos mais tarde, São Francisco escreveu “Introdução à vida devota” e, vivendo do amor de Deus, escreveu também o “Tratado do amor de Deus”.
São Francisco de Sales.jpg

Certa ocasião, atacado pela tentação de desconfiar da misericórdia do Senhor, ele buscou a resposta dessa dúvida com o auxílio de Nossa Senhora e, assim, a desconfiança foi dissipada. Estudou Direito em Pádua, mas, contrariando familiares, quis ser padre. E foi um sacerdote que buscou a santidade não só para si, mas também para os outros.

No seu itinerário de pregações, de zelo apostólico e de evangelização, semeando a unidade e espalhando, com a ajuda da imprensa, a sã doutrina cristã, foi escolhido por Deus para o serviço do episcopado em Genebra. Primeiro, como coadjutor, depois, sendo o titular. Um apóstolo do amor e da misericórdia. Um homem que conseguiu expressar, com o seu amor e a sua vida, a mansidão do Senhor.

Diz-se que, depois de sua morte, descobriu-se que sua mesa de trabalho estava toda arranhada por baixo, porque, com seu temperamento forte, preferia arranhar a mesa a responder sem amor e sem mansidão para as pessoas.

Doutor da Igreja, é fundador da Ordem da Visitação, titular e patrono da família salesiana, fundada por Dom Bosco, que se inspirou nele ao adotar o nome [salesiano]. Também é patrono dos escritores e dos jornalistas devido ao estilo e ao conteúdo de seus escritos.

Esse grande santo da Igreja morreu com 56 anos, sendo que 21 deles foram vividos no episcopado como servo para todos e sinal de santidade.

Peçamos a intercessão desse grande santo para que, numa vida devota e vivendo do amor de Deus, possamos percorrer o nosso caminho em busca de Deus em todos os caminhos.

São Francisco de Sales, rogai por nós!

Portal Terra de Santa Cruz 

ANGELUS-Papa: ser cristão e missionário é a mesma coisa; libertar pobres da opressão

O Papa Francisco rezou o oração mariana do Angelus deste domingo (24/01), com os fieis e peregrinos que se encontravam na Praça São Pedro, não obstante o frio.

Na alocução que precedeu a oração, o pontífice disse que evangelista Lucas, antes de apresentar o discurso programático de Jesus, em Nazaré, resume brevemente sua atividade evangelizadora.

Papa Francisco no Angelus deste domingo – AP

Mestre diferente

“É uma atividade que Ele cumpre com a força do Espírito Santo: a sua palavra é original, porque revela o sentido das Escrituras; é uma palavra que tem autoridade, porque manda até mesmo nos espíritos impuros e eles obedecem. Jesus é diferente dos mestres de seu tempo. Não abriu uma escola para o estudo da Lei, mas pregava e ensinava em todo lugar: nas sinagogas, pelas ruas e nas casas. Jesus é diferente também de João Batista que proclama o juízo iminente de Deus, enquanto Jesus anuncia o seu perdão de Pai. Observa-se que Jesus dirige a Boa Nova a todos, sem excluir ninguém, aliás, privilegia os que estão distantes, os sofredores, os doentes, os descartados pela sociedade.”

O Papa convidou os fieis a entrar na Sinagoga de Nazaré. “O que acontece é um fato importante que delineia a missão de Jesus. Ele se levanta para ler a Sagrada Escritura. Abre o Livro do Profeta Isaías e encontra a passagem onde está escrito: ‘O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres’. A seguir, depois de um momento de silêncio cheio de expectativa, diz, diante da perplexidade geral: ‘Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura, que vocês acabaram de ouvir’”.

Cristão e missionário é a mesma coisa

“Evangelizar os pobres: esta é a missão de Jesus; esta é também a missão da Igreja, e de todo batizado na Igreja. Ser cristão e ser missionário é a mesma coisa. Anunciar o Evangelho com a palavra e, primeiramente, com a vida, é a finalidade principal da comunidade cristã e de todo seu membro.”
A seguir, Francisco perguntou: O que significa evangelizar os pobres? “Significa se aproximar deles, servi-los, libertá-los de sua opressão e tudo isso no nome e com o Espírito de Cristo, porque é Ele o Evangelho de Deus, é Ele a Misericórdia de Deus, é Ele a libertação de Deus, é Ele que se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza. O texto de Isaías, reforçado por pequenas adaptações introduzidas por Jesus, indica que o anúncio messiânico do Reino de Deus que veio ao nosso meio, se dirige de forma preferencial aos marginalizados, prisioneiros e oprimidos.”

Evangelho, não política

“Provavelmente no tempo de Jesus estas pessoas não estavam no centro da comunidade de fé. E nos perguntamos: hoje, em nossas comunidades paroquiais, nas associações e nos movimentos, somos fieis ao programa de Jesus? A evangelização dos pobres, levar-lhes a Boa Nova, é a prioridade? Atenção: não se trata de prestar assistência social e muito menos de atividade política. Trata-se de oferecer a força do Evangelho de Deus que converte os corações, cura novamente as feridas, transforma as relações humanas e sociais segundo a lógica do amor. Os pobres, de fato, estão no centro do Evangelho.”

O Papa Francisco concluiu sua alocução pedindo à Virgem Maria, “Mãe dos evangelizadores, para que nos ajude a sentir com vigor a fome e a sede do Evangelho que existem no mundo, especialmente no coração e na carne dos pobres. Que ela ajude cada um de nós e toda comunidade cristã a testemunhar concretamente a misericórdia, a grande misericórdia, que Cristo nos doou”.

Após a oração mariana do Angelus, o Santo Padre saudou e pediu aos peregrinos provenientes da Itália e outras partes do mundo para que rezem por ele. (MJ)

(Fonte: Rádio Vaticana)

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Papa Francisco: encontrar novas maneiras para anunciar a Misericórdia de Deus

“Encontrar novas maneiras para anunciar a todos o milagre da Misericórdia de Deus.” Esta é a exortação do Papa Francisco aos bispos filipinos que estão reunidos na 112º assembleia plenária que teve início nesta sexta-feira (22/01), em Cebu, e prossegue até o próximo domingo (24/01).

A carta, assinada pelo Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, foi lida pelo Núncio Apostólico nas Filipinas, Dom Giuseppe Pinto, durante a missa de abertura por ele presidida junto com o Presidente da Conferência Episcopal das Filipinas, Dom Socrates Villegas.

Na mensagem, o Santo Padre volta a sublinhar que a tarefa prioritária da Igreja é anunciar “o amor duradouro de Deus” a todos os homens, e manifesta o desejo de que o Jubileu da Misericórdia seja realmente uma ocasião “para fixar um olhar ainda mais atento sobre a misericórdia a fim de que possa se tornar um sinal mais eloquente da ação do Pai em nossas vidas”.

Dentre os vários temas abordados pelos bispos se encontra o das próximas eleições presidenciais e legislativas de 9 de maio próximo.
Outro tema é o 51° Congresso Eucarístico Internacional que se abre neste domingo (24/01), em Cebu, com mais de 10 mil participantes provenientes de 57 nações do mundo, e com a presença de 20 cardeais e 50 bispos asiáticos.

O tema escolhido para o congresso é “Cristo em vós, esperança da glória”, extraído da Carta de São Paulo aos Colossenses. O tema sublinha como a tensão escatológica ínsita na Eucaristia oferece um impulso no caminho histórico dos cristãos, colocando a semente da esperança no compromisso de evangelizar cada pessoa no mundo de hoje.

Dentro do tema da esperança será recuperado também o anúncio do dom de Deus aos jovens, cuja Ásia é riquíssima, e o compromisso em favor dos pobres do continente. (MJ)

(Fonte: Vatican Radio)

ADAPTAÇÃO: Portal Terra de Santa Cruz

Especial São Sebastião:Fiéis celebram São Sebastião em Varginha(MG)-Paróquia do Mártir

A Paróquia do Mártir São Sebastião em Varginha(MG) celebrou seu excelso padroeiro na última quarta-feira(20). Foram nove dias de preparação para o dia do mártir, fé e muita devoção ao santo guerreiro de Cristo São Sebastião . Cada dia da novena foi celebrado por padres de outras paróquias da Diocese da Campanha, é clero diocesano em união celebrando o glorioso soldado Sebastião. Todos os dias a Igreja esteve lotada de fiéis com participação de movimentos e pastorais da paróquia.

Após nove dias de preparação, o dia do Padroeiro chegou e as celebrações em honra ao mártir começou logo pela manhã com a missa das 7h presidida pelo Pároco Padre José Roberto de Souza com exposição das santas relíquias do santo padroeiro.

O dia solene dedicado a São Sebastião perpetuou com o badalar dos sinos da Igreja do Mártir e com a santa missa ao meio dia (12h) presidida pelo Vigário Paroquial Padre José Procópio Junior , também com exposição da santas relíquias de São Sebastião.

Durante todo dia, a igreja permaneceu aberta para os  fiéis fazerem suas orações e às 18h deu-se início a reza do Terço seguido de procissão com a Imagem do Mártir São Sebastião pelas proximidades da igreja. Toda comunidade paroquial entre movimentos, pastorais, coroinhas e acólitos caminharam em oração rendendo graças a Deus pelo martírio de São Sebastião que derramou seu sangue pelo evangelho de cristo, defendeu a santa igreja com a valentia de um verdadeiro soldado defensor dos cristãos.

Após a procissão a imagem do padroeiro foi entronizada na igreja onde se deu o início da Solene Missa do Dia de São Sebastião presidida por Dom Diamantino Prata de Carvalho,Off Bispo Emérito da Diocese da Campanha. Com Dom Diamantino, concelebrou a santa eucaristia os Padres José Roberto de Souza (Pároco), José Procópio Junior (Vigário Paroquial), Sebastião de Abreu Salgado (Pároco da Paróquia Cristo Luz do Povos -Varginha(MG) e Cristiano Martins Borges, SCJ que proclamou o santo Evangelho.

Ao final da celebração , Dom Diamantino recebeu uma homenagem da comunidade representada pelo Seminarista Propedeuta Gabriel Henrique que deixou um mensagem de agradecimento pelos 17 anos de episcopado encerrado no dia 25 de novembro do ano de 2015. 

Dom Diamantino deu a benção final com a relíquia de São Sebastião , logo após os fiéis veneraram a imagem e relíquia do Mártir .

Os festejos em honra ao padroeiro continuaram com a quermesse, show de prêmios, música ao vivo no pátio da Igreja .

Veja abaixo algumas imagens da festa do Glorioso Mártir em Varginha(MG)

Veja mais Imagens AQUI 

SÃO SEBASTIÃO, Defensor da santa Igreja, derramastes seu sangue pelo evangelho de cristo, soldado, guerreiro, olhai pelas nossas vidas, casas, plantações e animais. Protegei-nos contra fome, a peste, a inveja e a doença do corpo e da alma. Por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém

Texto: Bruno Henrique/Gestor do portal Terra de Santa Cruz 

Informações: Paróquia São Sebastião- Varginha(MG) 

Fotos: Júnior Braz/Leandro Baroni/ Pastoral da Comunicação