Papa: o canto educa, nos faz caminhar na vida cristã.

Ao lembrar Santo Agostinho, convidou todos os presentes a “cantar e caminhar” na vida cristã – que é uma estrada de alegria. “Só Deus é bom”, acrescentou o Papa pedindo que os jovens repetissem a frase sempre que sentissem raiva. Francisco disse que às vezes fica com raiva sim, mas não morde. “A raiva é venenosa, envenena a alma”, afirmou o Pontífice.

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Especial os Caminhos do PAPA: Francisco tocou 4 continentes em 2015.

Cidade do Vaticano (RV) – A redação do Programa Brasileiro preparou uma grande reportagem na qual recordamos os principais momentos vividos pelo Papa Francisco durante as quatro Viagens Apostólicas que realizou em 2015. Em ordem cronológica, iniciaremos com a Ásia, passando pela Europa, cruzando a América Latina e encerrando com a África.

É possível ouvir o áudio na íntegra, abaixo, assim como os trechos específicos, ao longo do texto.

O Papa Francisco retornou à Ásia

A primeira viagem apostólica internacional do Papa Francisco neste ano de 2015, a então sétima de seu Pontificado, e terceira à Ásia após a visita à Terra Santa e à Coreia do Sul foi ao Sri Lanka e depois às Filipinas, de 12 a 19 de janeiro. Foi mais um exemplo da atenção do Pontífice à Ásia.

A viagem do Papa Francisco à República do Sri Lanka e às Filipinas foi nas pegadas dos predecessores Paulo VI e João Paulo II, que também visitaram os dois países: o Papa Montini ambos os países em 1970, e o Papa Wojtyla em 1981 visitou as Filipinas e em 1995 Sri Lanka e novamente as Filipinas.

Falando desta viagem, Francisco afirmou que voltou à Ásia “com prazer”. “Guardarei sempre no coração a lembrança do acolhimento jubiloso por parte das multidões, em alguns casos até mesmo oceânicas”, disse.

Sri Lanka

No Sri Lanka, “país de maravilhosa beleza natural”, o momento culminante foi a canonização do missionário São José Vaz. Numa época de perseguição religiosa, ele ministrava com frequência os sacramentos em segredo aos fiéis católicos, e ajudava sem distinção todos os necessitados. Durante a missa de canonização, disse o Papa Francisco: “indiquei S. José Vaz como modelo para todos os cristãos, chamados hoje em sai a propor a verdade salvífica do Evangelho num contexto multirreligioso, com respeito aos outros, com perseverança e humildade”.

O Pontífice na sua viagem salientou ainda o processo de reconciliação do povo cingalês, que está tentando reconstruir a unidade depois de um longo e dramático conflito civil. No encontro com as autoridades governamentais, ele destacou a importância do diálogo e do respeito pela dignidade humana na busca paciente da reconciliação. Já o encontro com os vários líderes religiosos confirmou as boas relações que existem entre as diferentes tradições religiosas, o Papa então pediu a cooperação de todos para curar, “com o bálsamo do perdão”, as feridas da guerra.

O tema da reconciliação caracterizou também a visita do Papa ao Santuário de Nossa Senhora de Madhu – ocasião em que pediu a Maria que obtenha o dom da paz e da unidade a todo o povo cingalês.

Filipinas

Do Sri Lanka Francisco foi às Filipinas, cuja finalidade particular da visita era levar conforto e encorajamento às populações que foram atingidas pelo tufão Yolanda. Ali uma multidão calculada em 7 milhões de pessoas recebeu o Papa.

Na região mais devastada, Tacloban, o Papa enalteceu a fé e a capacidade de recuperação da população local, assim como a generosidade das ajudas. “A potência do amor de Deus se manifestou no espírito de solidariedade demonstrada em inúmeros gestos sacrificados e iniciativas de caridade que marcaram aqueles dias trágicos”.

Os encontros com as famílias e os jovens foram outros momentos salientes da viagem às Filipinas. “Ouvir dizer que as famílias com muitos filhos e o nascimento de tantas crianças são uma das causas da pobreza. Parece-me uma opinião simplória. Posso dizer que a causa principal da pobreza è um sistema econômico que tirou a pessoa do centro e colocou no seu lugar o deus-dinheiro; um sistema econômico que exclui e cria a cultura do descarte que vivemos. Esta é a causa da pobreza, e não as famílias numerosas.

À juventude, Francisco ofereceu uma palavra de encorajamento em seus esforços para a renovação da sociedade, de modo particular através da proteção do meio ambiente e de uma atenção especial aos pobres. “O cuidado em relação aos pobres é um elemento essencial do nosso testemunho cristão; comporta a rejeição de toda forma de corrupção e pede a construção de uma cultura da integridade”, afirmou.

O Papa agradeceu a Deus pela sua visita ao Sri Lanka e às Filipinas, e pediu que Ele abençoe esses dois países. (SP)

Sarajevo

No dia 6 de junho o Papa Francisco visitou Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, naquela que foi a 8ª viagem apostólica internacional de seu Pontificado, a segunda à região dos Bálcãs, após a viagem à Albânia em setembro de 2014. Com o lema “A paz esteja convosco”, o Pontífice visitou uma cidade que se tornou o símbolo do sangrento conflito dos anos 90, encorajando a população à uma convivência pacífica e à construir um futuro comum e reforçando o diálogo ecumênico e inter-religioso entre as comunidades formadas por croatas, sérvios e bósnios muçulmanos.

“Nesta terra – disse o Papa ao ser recebido no Aeroporto –  as relações cordiais e fraternas entre muçulmanos, judeus e cristãos têm uma importância que vai além de seus confins. Elas testemunham ao mundo inteiro que a colaboração entre várias etnias e religiões em vista do bem comum é possível, que o pluralismo de culturas e tradições pode existir e contribuir para soluções originais e eficazes dos problemas; que mesmo as feridas mais profundas podem ser curadas com um percurso que purifique a memória e dê esperança ao futuro. Neste sentido as crianças, todas juntas, são a ‘aposta’ para o futuro”.

Durante sua estadia de 11 horas em Sarajevo, Francisco cumpriu uma extensa agenda. A primeira reunião do Santo Padre foi com os três presidentes bósnios, que representam os principais povos e religiões do país. A presidência rotatória é formada por um muçulmano, Bakir Izetbegovic, um croata, Dragan Covic, e um sérvio Mladen Ivanic.

A grande missa celebrada ao ar livre, no Estádio Olímpico Asim Ferhatovic, no Bairro de Kosevo, na presença de cerca de 70 mil fiéis, foi o ponto alto da viagem. O Pontífice também participou de um encontro inter-religioso com mais de 200 representantes das diferentes religiões presentes em Sarajevo: islâmica, ortodoxa, católica e hebraica. Os líderes religiosos consideraram a visita de Francisco como um impulso à paz.

Essa foi a segunda viagem de um Papa a Saravejo. Em 1997, João Paulo II havia visitado a cidade, apenas dois anos depois da sangrenta guerra civil no país (1992-1995). (JE)

Papa na América Latina

Em julho foi a vez de Francisco realizar sua nona viagem internacional – viagem que o levou pela segunda vez a seu continente. Oito dias, três países visitados: Equador, Bolívia e Paraguai. Tratou-se da primeira visita a países que falam a mesma língua do Pontífice, deixando Francisco à vontade para improvisações – que não faltaram.

Equador: os idosos

Assim que chegou ao Equador, Francisco disse a que veio: “que não haja diferenças, não haja exclusão, não haja pessoas descartadas. A América Latina tem uma dívida com os pobres”. Mas foi o Santuário da Divina Misericórdia em Guayaquil que registrou a imagem-símbolo da passagem do Papa pelo país. Ali, o Pontífice rezou o Ave Maria com centenas de pacientes com câncer, idosos e pobres. “Não somos testemunhas de uma ideologia, mas do amor misericordioso de Jesus”, disse Francisco num dos últimos eventos em Quito.

Bolívia: os detentos

Do Equador, o Papa foi à Bolívia, onde cores, danças e músicas marcaram a sua recepção no país, onde não faltaram também momentos polêmicos, como o presente que Evo Morales deu a Francisco, um crucifixo encravado na foice e no martelo. Em Santa Cruz de la Sierra, o Pontífice pronunciou seu discurso mais elaborado, um verdadeiro manifesto aos movimentos populares. Mas o evento mais marcante em solo boliviano foi a visita à prisão de Palmasola, onde estão detidos inclusive brasileiros. Momento intenso para falar de reinserção, dignidade e sobretudo da verdadeira liberdade, aquela que só Jesus Cristo pode nos oferecer.

Paraguai: os jovens

E finalmente o Paraguai, terra de mulheres valentes, que souberam reagir com esperança – como disse Francisco – nos momentos difíceis. Terra também de jovens, que acolheram o Papa num verdadeiro clima de JMJ. A eles, o Papa recomendou barulho – barulho para transformar a sociedade.

Quem nos dá o tom da visita de Francisco à América Latina é o próprio Papa, que de regresso ao Vaticano disse aos jornalistas: “Digo uma coisa que me surpreendeu muito. Em todos os três países, nunca vi tanta criança! É uma lição para nós, para a Europa. A riqueza desse povo e dessa Igreja é que se trata de uma Igreja viva”.

Apenas dois meses após a memorável visita ao Equador, Bolívia e Paraguai, o Papa Francisco voltava ao Continente americano, desta feita para a 10ª viagem apostólica internacional de seu Pontificado, com duas etapas: Cuba e os EUA. (BF)

Cuba

Nas pegadas de seus predecessores, João Paulo II – janeiro de 1998 – e Bento XVI – março de 2012 –, no dia 19 de setembro, como “Missionário da Misericórdia”, tema da etapa cubana, o Papa Francisco chegava a Havana para a histórica visita à ilha caribenha, na qual, de 19 a 22 de setembro, esteve em Havana, Holguín e Santiago de Cuba. Uma viagem memorável no signo da misericórdia e da construção de pontes.

Qual Sucessor de Pedro, ao confirmar os cubanos na fé, Francisco lançou fortes mensagens não somente à Igreja e à sociedade da Ilha, mas ao mundo inteiro.

Em rápidas pinceladas, destaque para alguns dos memoráveis encontros e celebrações: a santa missa na Praça da Revolução, em Havana; encontro com os sacerdotes, religiosos e seminaristas na Catedral de Havana; encontro com os jovens na capital cubana; e ainda, o encontro com o líder da Revolução, Fidel Castro; em Holguín, missa na Praça da Revolução; em Santiago, o encontro com os bispos, e a oração à Virgem da Caridade do Cobre, padroeira da Ilha.

Numa época de crescentes conflitos, o Papa convidou a lançar pontes, “pequenas pontes, mas uma após a outra constrói a grande ponte da paz”. Em suas palavras, atos concretos desse construir pontes foi certamente a reaproximação, após mais de meio século, entre Cuba e EUA – etapa seguinte desta viagem – e o anúncio do acordo de paz na Colômbia, graças, inclusive, em, ambos o casos, ao papel do Papa Francisco.

“Corações abertos, mentes abertas”, Francisco exortou a “acolher e aceitar quem pensa de modo diferente”. O amor é servir aos mais vulneráveis. “O serviço jamais é ideológico, a partir do momento que não serve a ideias, mas a pessoas”.

Em terras caribenhas, Francisco convidou a crer “na força revolucionária da ternura”, da compaixão. “Não é pietismo”, observou o Papa. É levar a misericórdia de Jesus onde há pecado e falimento. Sem medo, sem purismos.

Na Ilha caribenha Francisco pôde partilhar com o povo cubano a esperança de realização da profecia feita por são João Paulo II: “Que Cuba se abra ao mundo e o mundo se abra a Cuba”. (RL)

Em setembro, Cuba e EUA: a viagem dos extremos

Depois de sua primeira viagem à América Latina, Francisco teve outra missão inédita: Cuba e Estados Unidos, em setembro. Na ilha reduto do socialismo, ficou marcado o encontro com Fidel e a sintonia com o povo, em maioria pobre e católico. No país do norte, berço do capitalismo, encontrou uma Igreja de estampo tradicionalista, um rebanho reticente em relação às reformas do Pontífice e uma sociedade em geral consumista. Lá, o impacto gerado pelo Papa que rompe esquemas foi mais extraordinário.

Francisco cumpriu seu papel com relevância. O mediador do diálogo, facilitador da ponte de comunicação dos ex-inimigos Cuba e EUA, desembarcou na tarde do dia 22 em Washington, sendo recebido com honras de Chefe de Estado pelo Presidente Barack Obama, esposa, filhas e sogra.

Falando como “um irmão entre irmãos”, no dia 24 canonizou o franciscano Junípero Serra, evangelizador do México e “pai” da Califórnia, defensor dos indígenas. Foi o primeiro Papa a falar ao Congresso dos EUA, tocando temas como migração, tolerância religiosa e refugiados. Em Nova York, no dia seguinte, pediu aos membros da ONU que deixem de lado o “nominalismo declamatório com efeito tranquilizador sobre as consciências e adotem uma vontade efetiva para resolver os graves problemas que ameaçam a humanidade”.

No bairro marginalizado de Harlem, encontrou-se com crianças imigrantes, celebrou missa no célebre Madison Square Garden e deliciou milhares de nova-iorquinos passando de papamóvel nas ruas adjacentes ao Central Park. Finalmente, Filadélfia, para o VIII Encontro Mundial das Famílias.

Pensando na misericórdia

Sempre em busca do encontro, Francisco driblou as polêmicas focado nas afinidades e não nas contrariedades. Confrontou-se com as famílias de todo o mundo que foram àquela cidade exclusivamente para ouvir o seu recado. Salientou que o bem-estar de todos só pode existir na justiça, aonde deveres e direitos são bens de todos, naquela casa comum sem fome nem desigualdades onde a vida nos foi doada para que a preservemos, para nós e nossos filhos.

Em Filadélfia, o Pontífice falou às famílias e aos bispos sobre a grande ferida produzida por uma sociedade que reduz todos a consumidores. Para o Papa “ecológico”, uma das principais raízes da pobreza de tantas situações contemporâneas reside na solidão radical à qual muitos indivíduos são forçados, uma solidão que teme o compromisso, uma busca desenfreada de sentir-se reconhecido. Francisco propôs aos seus fiéis um sentido maior de família e as despertou para as verdadeiras ameaças à sua integridade.

Ali, se despediu dos Estados Unidos, assegurando que reza para que todos os seus habitantes sejam “bons e generosos custódios” dos recursos humanos e materiais que possuem. (CM)

África da Misericórdia

Presidentes e organizações recomendaram que, por questões de segurança, o Papa cancelasse sua ida à República Centro-Africana. Não sabiam, todavia, que Francisco decidira ir à África justamente para abrir a Porta Santa da Misericórdia na capital Bangui onde, da ferida da guerra, ainda escorre sangue inocente.

Francisco sujou a batina nas estradas de terra vermelha do coração do continente negro, visitou os últimos em um campo de deslocados e refugiados. Voltou a tirar os sapatos para, mais uma vez, entrar em uma mesquita e pedir diálogo e tolerância entre muçulmanos e cristãos.

O Papa fez visitas fora de programa. Em uma delas, a um hospital pediátrico em Bangui, abraçou, no corpo doente de Aids de uma criança raquítica, todos aqueles que ainda sofrem com a doença.

Em Uganda, recordou os mártires cristãos do passado, exemplos de persistência e fé para os cristãos de hoje, “a carteira de identidade” deles, como disse o Papa.

Era a primeira vez que Bergoglio pisava em terras africanas e, como todos os que chegam por lá, foi marcado indelevelmente pelo jeito de ser e hospitalidade do povo africano.

Margeando a Linha do Equador, o Papa chegou ao continente pelo Quênia. Em Nairóbi, conheceu as realidades das maiores favelas do mundo, ouviu com atenção os cantos de louvor na Missa na capital… e com um gesto emblemático, fez 70 mil pessoas darem-se as mãos em nome da união de um só país contra o tribalismo. (RB)

Por Rádio Vaticana

Adaptação Portal Terra de Santa Cruz

Crescimento do catolicismo tradicional surpreende até revista econômica inglesa

No período posterior ao Concílio Vaticano II, inaugurado em 11 de outubro de 1962, a Igreja Católica na Grã-Bretanha procurou se modernizar até na liturgia.

Mas o resultado, segundo a conceituada revista econômica “The Economist”, é que os fiéis desertaram das igrejas.

A assistência à Missa na Inglaterra e em Gales caiu pela metade do 1,8 milhão que compareciam aos domingos em 1960. Também a média de idade dos frequentadores aumentou de modo preocupante: de uma média de 37 anos no ano 1980, subiu para 52 anos hoje.

Nos Estados Unidos, a assistência à Missa caiu mais de um terço desde 1960. Menos de 5% dos católicos franceses assistem regularmente à Missa, e só 15% fazem o mesmo na Itália.

Em sentido contrário, as Missas não modernizadas, em latim e de costas ao povo, conhecem um boom de participação.

A Sociedade pela Missa em Latim de Inglaterra e Gales (Latin Mass Society of England and Wales), que nasceu em 1965, tem agora mais de 5.000 membros. O número de Missas semanais em latim passou de 26 em 2007 a 157 em 2012: um crescimento de mais de 600%.

Nos EUA, passou de 60 em 1991 a 420 em 2012: um aumento de 700%.

No Oratório de Brompton, fundado pelo Cardeal John H. Newman e ponto de referência do tradicionalismo de Londres, 440 pessoas assistem à Missa em latim aos domingos.

Isto é o dobro do normal da assistência nas principais igrejas modernizadas. Em Brompton, as mulheres usam véu e os homens, o tradicional paletó ou terno de tweed.

Mas os números é o menos importante, observa “The Economist”. As comunidades tradicionalistas se destacam pela juventude e por sua expansão internacional. O Catolicismo tradicional está atraindo pessoas que não tinham nascido quando o Vaticano II pretendia “rejuvenescer” a Igreja.

Além de se expandirem por países da Commonwealth até à África e à China, os jovens grupos tradicionalistas britânicos publicam blogs, administram websites e são muito ativos nas redes sociais.

Eles difundem suas posições até nas dioceses mais progressistas. E não deixam de ser invectivados pelos velhos progressistas que, na falta de argumentos mais religiosos, os qualificam de anacrônicos ou afetados.

Um grande desequilíbrio de crescimento vem acontecendo desde 2007, quando S.S. Bento XVI aprovou formalmente o antigo rito da Missa em Latim. Até aquele momento, o padre que celebrasse a Missa antiga podia ver cortada sua carreira eclesiástica.

Na Inglaterra, o rápido aumento dos adeptos da Missa tradicional viu-se ainda reforçado com a criação, pelo Vaticano, do Ordinariato para acolher grupos de ex-anglicanos que abandonaram a dita ‘Igreja de Inglaterra’, a qual está levando sua modernização a ponto de “ordenar” e “sagrar” lésbicas e homossexuais.

Sacerdotes ex-anglicanos “atravessaram o Tibre” às dúzias para se somarem aos católicos romanos tradicionalistas, conta “The Economist”.

Este retorno ao antigo rito com força está deixando consternados os católicos “modernistas”, que o baniram no passado.

Para o Pe. Timothy Radcliffe OP, ex-prior dos dominicanos da Grã-Bretanha, o renascimento tradicionalista é uma reação contra o “liberalismo de moda” em sua geração.

Para ele, não é mais do que um movimento do pêndulo, que ora vai num sentido, ora no oposto, de modo inevitável.

Mas esse argumento não convenceu o jornalista de “The Economist”. Este concluiu a reportagem perguntando se todos os escândalos morais no seio da “Igreja progressista”, a decadência desta, e, em sentido contrário, o crescimento dos tradicionalistas, não são outrostantos sinais de que há 50 anos o Concilio Vaticano II virou para o lado errado.

Fonte: http://ipco.org.br/ipco/noticias/crescimento-do-catolicismo-tradicional-surpreende-ate-revista-economica-inglesa com tradução de Biblia Católica News 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz. 

A União faz a força! Igreja em Cristina(MG) está sendo ampliada por participantes do Terço dos Homens local

Participantes  do “Terço dos Homens” em Cristina(MG) se uniram em prol da ampliação da Igreja Nossa Senhora de Lourdes situada no bairro Vargem Alegre da cidade.

Segundo informações a Igreja estava precisando de ampliação e alguns reparos , então vários homens voluntários da Paróquia do Divino Espirito Santo – Diocese da Campanha-MG, se uniram  para executar as obras de ampliação da igreja com apoio e incentivo do Pároco Pe. Geraldo de Freitas.

A ampliação vem sendo feita de forma ágil e neste último final de semana de 2015, todos se uniram para o enchimento das lages laterais da referida igreja. Ao todo foram trinta e uma (31) masseiras de concreto usadas para o enchimento, cerca de trinta (30) homens para executar o trabalho e mais três(3) mulheres que prepararam os lanches dos trabalhadores.  Mais uma etapa da obra foi concluída com louvor para honra e glória de Deus.

O empenho desses homens de fé e corajosos mostra-nos que unidos em oração, um ajudando o outro, é possível e nos faz pessoas melhores e agradáveis aos olhos do Cristo, aquele que venceu a morte e reina sobre o universo soberanamente. Que Deus abençoe a todos que estão empenhados e que tão breve possam ter a Igreja de Nossa Senhora de Lourdes totalmente ampliada e linda para as celebrações litúrgicas e reza do terço dos homens.

Veja algumas imagens desse bonito gesto de amor e solidariedade para com a Igreja de Cristo e toda doação de material é bem vinda para a conclusão definitiva da obra.

Informações: Cleiton José Nunes – Cristina(MG) 

Fotos: Página Terço dos Homens – Bairro Vargem Alegre – Cristina(MG) Vejam mais fotos AQUI 

Texto: Bruno Henrique/ Gestor do Portal Terra de Santa Cruz – Campanha(MG)

Paz e ecumenismo nas intenções de oração do Papa em janeiro

Cidade do Vaticano (RV) – No primeiro mês do ano de 2016, o Papa Francisco rezará pela seguinte intenção universal: “Para que o diálogo sincero entre homens e mulheres de diferentes religiões produza frutos de paz e de justiça”.

Diálogo para produzir paz e justiça: a intenção proposta ao Apostolado da Oração se inspira na Mensagem de Francisco para o Dia Mundial da Paz, celebrado em 1º de janeiro.

Para o Papa, as ameaças à paz são concretas e derivam sobretudo da indiferença pelo próximo e pela criação. Este comportamento é tão comum que o Papa o define como “globalização da indiferença”: um mal gerado, antes de tudo, pela indiferença que o homem nutre por Deus.

O Jubileu da Misericórdia representa uma ocasião para refletir sobre o grau de indiferença que reside em nossos corações, para que a derrotemos e nos comprometamos em melhorar a realidade que nos circunda.

O apelo final da Mensagem de Francisco é dirigido às lideranças políticas: rejeitar as guerras, cancelar a dívida dos países mais pobres e adotar políticas de cooperação que não lesem o direito dos nascituros à vida.

o ecumenismo é a intenção pela evangelização para o mês de janeiro, recordando que no final do mês se realiza no hemisfério norte a Semana de Oração pela unidade dos cristãos: “Para que, através do diálogo e da caridade fraterna, com a graça do Espírito Santo, sejam superadas as divisões entre os cristãos”.

Por Rádio Vaticana

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

 

 

Cardeal Tempesta: Tempo de ser família cristã.

Rio de Janeiro (RV) – No Domingo após o Natal, dentro da oitava, celebra-se a festa da Sagrada Família: Jesus, Maria e José. É o último domingo do ano civil. O tema família esteve presente nos últimos tempos nos noticiários devido à Assembleia Extraordinária e ao Sínodo dos Bispos sobre o tema. Enquanto aguardarmos o documento pós-sinodal rezamos pela família que, como recorda São João Paulo II, “é por onde passa o futuro da humanidade”. Celebrar esta solenidade na Oitava do Natal é contemplar o ideal de família que deve ter Jesus Cristo no centro de nossas casas.

Cardeal Orani Tempesta – REUTERS
Deus quis manifestar-se aos homens integrado numa família humana. Ele quis nascer numa família, quis transformar a família num presépio vivo. Pode-se dizer que neste domingo celebramos o “Dia da Família”.

A Palavra de Deus desta solenidade (Eclo. 3, 3-7. 14-17) lembra aos filhos o dever de honrarem pai e mãe, de socorrê-los e compadecer-se deles na velhice, ter piedade, ou seja, respeito e dedicação para com eles; isto é cumprimento da vontade de Deus.

São Paulo, em Cl 3, 12-21, elenca as virtudes que devem reinar na família: sentimentos de compaixão, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportarem-se uns aos outros com amor, perdoar-se mutuamente. Revestir-se de caridade e ser agradecidos. Se a família não estiver alicerçada no amor cristão, será muito difícil a sua perseverança em harmonia e unidade de corações. Quando esse amor existe, tudo se supera, tudo se aceita; mas, se falta esse amor mútuo, tudo se faz sumamente pesado. E o único amor que perdura, não obstante os possíveis contrastes no seio da família, é aquele que tem o seu fundamento no amor de Deus.

O Evangelho (Lc 2, 22-40) apresenta passos da vida da Sagrada Família. Em primeiro lugar, uma família integrada na comunidade de fé de seu tempo. Uma família que cumpre seus deveres religiosos. Uma família que vive a realidade do dia-a-dia. O Evangelho também relata a experiência de Simeão, que sente a alegria de ter em seus braços o Divino Salvador, pois seus “olhos viram a salvação”. E profetiza que Ele “está posto para a ruína e para a ressurreição de muitos em Israel”.

A celebração deste domingo nos apresenta a Sagrada Família como modelo para as nossas. E nos convida a recuperar os valores de uma família verdadeiramente cristã, marcada pelo amor, pela fidelidade e pelo casamento indissolúvel. Ela deve ser uma comunidade de fé e de oração, chamada a ser defensora e promotora da vida.

A Sagrada Família é proposta pela Igreja como modelo de todas as famílias cristãs: na casinha de Nazaré, Deus ocupa sempre o primeiro lugar e tudo Lhe está subordinado. Os lares cristãos, se imitarem o da Sagrada Família de Nazaré, serão lares luminosos e alegres, porque cada membro da família se esforçará em primeiro lugar por aprimorar o seu relacionamento pessoal com o Senhor e, com espírito de sacrifício, procurará ao mesmo tempo chegar a uma convivência cada dia mais amável com todos os da casa.

A vida em Nazaré era laboriosa. Casa pobre, cuja manutenção exigia a colaboração de todos. José, em sua pequena oficina de carpinteiro, mãos calejadas no manejo dos instrumentos, ainda muito primitivos, de sua arte. Maria, com os arranjos de dona de casa modesta. Diariamente descia à fonte – a mesma que hoje é conhecida como fonte da Virgem – e entre as mulheres do povo, como uma delas, enchia cântaros com que abastecer a casa. Maria distribuía seu tempo entre o fuso e a cozinha, sem esquecer as orações e o estudo da lei e dos Profetas. Jesus, primeiro em casa, à Mãe, depois na oficina, a José, aliviava aos pais o peso do trabalho de cada jornada.

O Beato Paulo VI nos recorda as lições de Nazaré: “Nazaré é a escola onde se começa a compreender a vida de Jesus: a escola do Evangelho. Podemos aprender algumas lições de Nazaré: “uma lição de silêncio. O silêncio de Nazaré ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas aspirações e as palavras dos verdadeiros mestres”. (Alocução pronunciada em Nazaré a 5 de janeiro de 1964). “Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, sua comunhão e amor, sua beleza simples e austera, seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré o quanto a formação que recebemos é doce e insubstituível” (Idem).  “Uma lição de trabalho: aqui recordo que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas, que sua liberdade e nobreza resultam, mais que de seu valor econômico, dos valores que constituem o seu fim. Como gostaria de saudar aqui todos os trabalhadores do mundo inteiro e mostrar-lhes seu grande modelo, seu divino irmão, o profeta de todas as causas justas, o Cristo nosso Senhor”. (Ibidem).

O Papa Francisco disse com clarividência “A família é um grande ginásio de treino para o dom e o perdão recíproco”, e numa sociedade como a hodierna “por vezes sem piedade, é indispensável que haja lugares como a família, onde aprender a perdoar-se” (Audiência geral de 4 de novembro de 2015). Vamos aprender, neste Ano da Misericórdia, a ser famílias misericordiosas, escola de perdão e de compaixão.

Iluminados pela Palavra de Deus deste domingo após a festa do Natal, somos chamados a ser famílias cristãs convictas e animadas pelo Espírito diante de uma sociedade que está perdendo suas bases e enfrentando uma das piores crises de identidade da história.

Hoje, de modo muito especial, pedimos à Sagrada Família por cada um dos membros da nossa família e pelo mais necessitado dentre eles. Encerramos com a oração à Sagrada Família: “Ó Deus de bondade, que nos destes a Sagrada Família como exemplo, concedei-nos imitar em nossos lares as suas virtudes, para que, unidos pelos laços do amor, possamos chegar um dia às alegrias da vossa casa”. Amém! (Oração da coleta da Missa).

Por: Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Fonte: Rádio Vaticana

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Número de católicos cresce 34 mil por dia no mundo, revela relatório.

Segundo o relatório anual da “Situação da missão global”, feito em 2011, a Igreja Católica reúne 1 bilhão e 160 milhões de fiéis em todo o mundo e todos os dias mais 34 000 pessoas se tornam parte.

Segundo o relatório anual da “Situação da Missão Global”, feito em 2011, a Igreja Católica reúne 1 bilhão e 160 milhões de adeptos em todo o mundo e todos os dias aderem mais 34 000 pessoas. Os dados do estudo, divulgado pela agência Analisis Digirtal, afirma que no mundo hoje, existem dois bilhões de pessoas, de um total de sete bilhões, que nunca foram alcançados pela mensagem do Evangelho. Outros dois bilhões e 680 milhões ouviram algumas vezes, ou conhece vagamente, mas não são cristãos.

“Apesar do fato de que Jesus Cristo fundou uma só Igreja, e pouco antes de morrer, rezava para que -todos fossem um- hoje existem muitas denominações cristãs: eram 1600 no início do séc.XX, e são 42 000 em 2011”, afirma o estudo. Os protestantes carismáticos são 612 milhões e crescem 37 mil ao dia. Os protestantes “clássicos” são 426 milhões e aumentam 20 mil por dia.

As Igrejas Ortodoxas somam 271 milhões de batizados e ganham cinco mil por dia. Anglicanos, reunidos principalmente na África e na Ásia, 87 milhões, e três mil a mais por dia. Aqueles que o estudo define “cristãos marginais” (Testemunhas de Jeová, mórmons, aqueles que não reconhecem a divindade de Jesus ou da Trindade) são 35 milhões e crescem dois mil ao dia.

“A forma mais comum de crescimento é ter muitos filhos e fazê-los aderir à sua tradição religiosa. A conversão é mais rara, no entanto, acontece para milhões de pessoas todos os anos, o mais comum é a de um cônjuge para a fé do outro”. Em 2011, os cristãos de todas as denominações farão circular mais de 71 milhões a mais de Bíblias no mundo (já há 1 bilhão e 741 milhões, algumas de forma clandestina). A cada ano 409 mil cristãos partem para evangelizar um país que não é o seu de origem, distribuídos em 4.800 organizações missionárias diversas.

Fonte: zenit.org

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Liturgia Dominical – Domingo da Sagrada Família – Oitava do Natal

É na família que Deus reside, habita e a graça maior acontece

“Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe” (Eclo 3, 3).

Neste domingo solene, na Oitava do Natal de Jesus Cristo, celebramos a Sagrada Família: Jesus, Maria e José. A família é algo tão sagrado e sublime para Deus, que Ele mesmo quis nascer no seio dela. Ele poderia ter sido um homem sozinho neste mundo, poderia ter vindo ao mundo de outra forma, como Deus quisesse, mas a forma sublime de estar entre nós é na família e pela família.

Liturgia

Primeira Leitura (Eclo 3,3-7.14-17a) – Leitura do Livro do Eclesiástico:

Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe. Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração cotidiana. Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. Quem honra o seu pai, terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido. Quem respeita o seu pai, terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe.

Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida: a caridade feita ao teu pai não será esquecida, mas servirá para reparar os teus pecados ae, na justiça, será para tua edificação.

– Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial  (Sl 127)

Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

Feliz és tu, se temes o Senhor/ e trilhas seus caminhos!/ Do trabalho de tuas mãos hás de viver,/ serás feliz, tudo irá bem!

A tua esposa é uma videira bem fecunda/ no coração da tua casa;/ os teus filhos são rebentos de oliveira/ ao redor de tua mesa.

Será assim abençoado todo homem/ que teme o Senhor./ O Senhor te abençoe de Sião,/ cada dia de tua vida.

Segunda Leitura (Cl 3,12-21)-Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses:

Irmãos: Vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição.

Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos.

Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças.

Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai.

Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convém, no Senhor.

Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas. Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor. Pais, não intimideis os vossos filhos, para que eles não desanimem.

– Palavra do Senhor.

Anúncio do Evangelho – Lc 2,41-52

O Senhor esteja convosco Ele está no meio de nós!

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

Glória a vós, Senhor!

 

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse:

— “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”.

Jesus respondeu: — “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?”

Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera.

Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas. E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens.

— Palavra da Salvação.

REFLETINDO O EVANGELHO  – Domingo da Sagrada Família

Toda família é sagrada para Deus

Desse modo, toda família é sagrada para Deus, é uma bênção para Ele! É nela que o Senhor reside e a graça maior acontece. Jesus é família desde toda a eternidade, e a Santíssima Trindade também é por excelência. Uma vez que Jesus não estava só, enquanto Filho de Deus na Sua visita à humanidade, nasceu e cresceu no seio de uma família.

Deus quer abençoar a sua família, mas Ele quer que você entenda quão sagrada e sublime ela é! Ame, respeite, valorize, louve a Deus pela família que você tem!

A presença de Deus

É verdade que temos muitas famílias machucadas, dilaceradas e desfeitas. Há as que se romperam, mas isso não tira a graça e o valor delas, não tira, de forma nenhuma, a presença de Deus da sua casa. Mesmo que a família esteja machucada e ferida, é ali que Deus precisa estar mais ainda.

Nesta festa da Sagrada Família, queremos exaltar a família como lugar da presença de Deus e, ao mesmo tempo, honrar os compromissos que todos precisamos ter: maridos amem muito vossas esposas, e esposas amem muito seus esposos, sejam fiéis uns para com os outros, e acima de tudo, respeitem-se e tenham cordialidade um para com o outro. Que aos filhos nunca falte o cuidado, a educação e a atenção de seus pais.

É importante falar ao coração de cada filho que a bênção de Deus está sobre eles quando sabem honrar seus pais, mesmo que tenham defeitos e já tenham lhes contrariado muito. Suporte os defeitos, os limites, as dificuldades, mas não grite com seus pais, não os desonre, não os maltrate nem os deixe de lado.

Pai e mãe são presentes e presença sublime de Deus entre nós! Muitas vezes, não compreendemos nem somos compreendidos por nossos pais, mas tudo isso não torna menor o efeito da graça. Muito pelo contrário, a humildade em saber acolher o limite do outro faz a graça de Deus crescer entre nós!

Deus abençoe nossas casas, nossas famílias e nossos lares!

Reflexão: Padre Roger de Araújo – Sacerdote da Comunidade Canção Nova

Adaptação e Liturgia: Portal Terra de Santa Cruz

Oração do Angelus: o perdão de Deus cura o coração e reaviva o amor

Oração mariana do Angelus na festa de Santo Estêvão .

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco assomou, ao meio-dia, à janela da Residência Apostólica, no Vaticano, para rezar a oração mariana com os fiéis reunidos na Praça São Pedro.

Em sua alocução, por ocasião da festa de Santo Estêvão, primeiro mártir da Igreja, que vem imediatamente depois da solenidade do Natal, o Santo Padre recordou o nascimento de Jesus:

“Ontem, contemplamos o amor misericordioso de Deus, que se fez carne por nós; hoje, vemos a resposta coerente do discípulo de Jesus [santo Estêvão], que dá a vida. Ontem, nasceu o Salvador na terra; hoje, nasceu a sua testemunha fiel no céu. Ontem como hoje, aparecem as trevas pela rejeição à vida, mas brilha ainda mais forte a luz do amor, que vence o ódio e inaugura um mundo novo”.

Depois, o Papa recordou um aspecto particular, narrado nos Atos dos Apóstolos, que aproxima Santo Estêvão ao Senhor: o perdão que concedeu antes de morrer apedrejado. Ao morrer na cruz, Jesus disse: “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”. De modo semelhante, Estêvão dobrou os joelhos e gritou em alta voz: “Senhor, não lhes leveis em conta este pecado”. E o Papa acrescentou:

“Estêvão, portanto, é um mártir, que significa testemunha, porque fez como Jesus; com efeito, é uma verdadeira testemunha de Jesus quem se comporta como ele: quem reza, quem ama, quem doa, mas, sobretudo, quem perdoa; porque o perdão, como diz a própria palavra, é a expressão mais alta da doação”.

Mas, poderíamos nos perguntar – disse – “Para que serve perdoar”? É somente uma boa ação ou produz resultados? A resposta pode ser encontrada – disse – precisamente no martírio de Estêvão. Entre aqueles, pelos quais ele implorou o perdão, encontrava-se um jovem chamado Saulo, que perseguia a Igreja e procurava destruí-la. Logo depois, Saulo se tornou Paulo, o grande santo, o Apóstolo dos Gentios. Paulo recebeu o perdão de Estêvão e, poderíamos dizer, que ele nasceu da graça de Deus e do perdão de Estêvão. E o Papa observou:

“Nós também nascemos do perdão de Deus, não apenas mediante o Batismo, mas todas as vezes que somos perdoados o nosso coração renasce, é regenerado. Todo passo que damos na vida de fé comporta o sinal da misericórdia divina. Podemos amar somente quando somos amados”.

Antes, porém, frisou o Papa, temos que receber o perdão de Deus para progredirmos na fé. Nunca devemos nos cansar de pedir o perdão de Deus Pai, que está sempre pronto a perdoar tudo. O seu perdão cura o coração e reaviva o amor. É perdoando que somos perdoados.

Claro, disse o Pontífice, não é fácil perdoar. Seguindo o exemplo e a imitação de Jesus e de Estêvão podemos perdoar a partir da oração, começando do próprio coração, confiando quem nos ofendeu à misericórdia de Deus.

Desta maneira, nos tornamos misericordiosos, porque através do perdão vencemos o mal com o bem, transformamos o ódio em amor e, assim, purificamos o mundo. E o Santo Padre concluiu:

“Que a Virgem Maria, à qual confiamos aqueles – que são tantos – que, como Santo Estêvão, sofrem perseguições em nome da fé, possa orientar a nossa oração para receber e conceder o perdão”.

Após a sua alocução mariana, o Papa Francisco passou a cumprimentar os numerosos peregrinos presentes na Praça São Pedro. A todos renovou seu desejo de que “a contemplação do Menino Jesus no presépio, ao lado de Maria e José, possa suscitar atitudes de misericórdia e amor nas famílias, nas comunidades paroquiais e religiosas, nos Movimentos e Associações, e em todos os homens de boa vontade”.

Ao se despedir dos fiéis, o Santo Padre agradeceu a todos aqueles que lhe enviaram mensagens de felicitações natalinas de todas as partes do mundo! E a todos, mais uma vez, pediu orações por ele. (MT)

Por Rádio Vaticana

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

(Íntegra) Benção Urbi et Orbi Papa Francisco – Natal do Senhor

Na tradicional Mensagem Urbi et Orbi, o Papa rezou pela paz.

Ao recordar os inúmeros conflitos em andamento no mundo e as situações que ferem a dignidade humana, Francisco exortou ao diálogo, à concórdia e à solidariedade, recordando a misericórdia e a ternura de Deus que nos abraça.

Por Rádio Vaticana .

Adaptação Portal Terra de Santa Cruz

Liturgia do Natal do Senhor – Que o Natal irradie em nós sentimentos que transformam vidas

Que o Natal não seja apenas um dia ou mais um dia. Que o Natal seja o nosso compromisso com a vida e com Deus

“E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade” (João 1, 14).

Primeira Leitura (Is 52,7-10) – Leitura do Livro do Profeta Isaías:

Como são belos, andando sobre os montes, os pés de quem anuncia e prega a paz, de quem anuncia o bem e prega a salvação, e diz a Sião: “Reina teu Deus!”

Ouve-se a voz de teus vigias, eles levantam a voz, estão exultantes de alegria, sabem que verão com os próprios olhos o Senhor voltar a Sião. Alegrai-vos e exultai ao mesmo tempo, ó ruínas de Jerusalém, o Senhor consolou seu povo e resgatou Jerusalém. O Senhor desnudou seu santo braço aos olhos de todas as nações; todos os confins da terra hão de ver a salvação que vem do nosso Deus.

 Palavra do Senhor.

Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,/ porque ele fez prodígios!/ Sua mão e o seu braço forte e santo/alcançaram-lhe a vitória.

O Senhor fez conhecer a salvação,/ e às nações, sua justiça;/ recordou o seu amor sempre fiel/ pela casa de Israel.

Os confins do universo contemplaram/ a salvação do nosso Deus./ Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,/alegrai-vos e exultai!

Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa/ e da cítara suave!/ Aclamai, com os clarins e as trombetas,/ ao Senhor, o nosso Rei!

Segunda Leitura (Hb 1,1-6) – Leitura da Carta aos Hebreus:

Muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais, pelos profetas; nestes dias, que são os últimos, ele nos falou por meio do Filho, a quem ele constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também ele criou o universo.

Este é o esplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser. Ele sustenta o universo com o poder de sua palavra. Tendo feito a purificação dos pecados, ele sentou-se à direita da majestade divina, nas alturas. Ele foi colocado tanto acima dos anjos quanto o nome que ele herdou supera o nome deles.

De fato, a qual dos anjos Deus disse alguma vez: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei?” Ou ainda: “Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um Filho?” Mas, quando faz entrar o Primogênito no mundo, Deus diz: “Todos os anjos devem adorá-lo!”

– Palavra do Senhor.

Anúncio do Evangelho (Jo 1,1-5.9-14)

 — O Senhor esteja convosco  Ele está no meio de nós!

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

Glória a vós, Senhor!

No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. No princípio estava ela com Deus. Tudo foi feito por ela, e sem ela nada se fez de tudo que foi feito.

Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. Era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano.

A Palavra estava no mundo — e o mundo foi feito por meio dela — mas o mundo não quis conhecê-la. Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram.

Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.

E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade.

— Palavra da Salvação.


 

Hoje é dia de Natal! Dia do nascimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Uma alegria toma conta de toda a Terra, mesmo que nem todos nós tenhamos motivos para sermos felizes ou para comemorarmos, porque, mesmo Jesus nascendo, até na Sua terra ainda não há conflitos, bombardeios e guerras. Mesmo Jesus vindo para ser o Pão que alimenta a vida de todos os homens, ainda há muitos seres humanos que passam fome, vivem na pobreza, na miséria extrema. Mesmo que o Senhor tenha vindo para ser a nossa paz, ainda há muita discórdia no coração dos homens, muitos conflitos e ambições.

Contemplemos o Deus Menino

Mesmo Jesus nascendo para amar a todos nós e semear o Seu amor em nossos corações, ainda há muito ódio, rancor e desavenças. Mas nós não vamos parar nas coisas negativas, não vamos contemplar o mal que há no mundo; nós queremos contemplar o Bem Maior, o Bem Supremo, queremos contemplar o Deus Menino que faz toda a diferença em nossa vida. Nós queremos adorar Jesus, exaltar a Sua presença no meio de nós, queremos nos render a Ele e fazer com que a nossa vida se renda ao amor de Deus.

Presente entre nós está o Deus que se encarna, que se faz um entre nós.

Que o Natal transforme a nossa vida

Que o Natal não seja apenas um dia ou mais um dia. Que o Natal seja o nosso compromisso com a vida e com Deus, que ele irradie em nossos corações sentimentos, sementes que transformam a nossa vida.

Um Natal feliz e abençoado, um Natal de graça, transformador e regado pelo amor de Deus no coração de nossas famílias. Que a presença desse Menino faça toda a diferença na vida de cada um de nós.

Um santo e abençoado Natal!

Reflexão: Padre Roger Araújo CN

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Papa na Missa do Galo: “Não há lugar para dúvida e indiferença”

Cidade do Vaticano (RV) – Na noite do dia 24 de dezembro, o Papa Francisco presidiu a Missa do Santo Natal na Basílica de São Pedro. O Menino Jesus – disse em sua homilia –  “ensina-nos aquilo que é verdadeiramente essencial na nossa vida”, e a partir de seu nascimento, começa para os homens de coração simples, “o caminho da verdadeira libertação e do resgate perene”. “Ele chama-nos a um comportamento sóbrio, isto é, simples, equilibrado, linear, capaz de individuar e viver o essencial”.

“Júbilo e alegria garantem-nos que a mensagem contida no mistério desta noite provém verdadeiramente de Deus”. Partindo da leitura do Profeta Isaías, o Santo Padre recorda que o cumprimento da promessa, fez com que se multiplicasse e superabundasse no nosso coração o sentimento de alegria. “O Menino Jesus é o verdadeiro consolador de nosso coração a alegria do nosso coração”:

“Não há lugar para a dúvida; deixemo-la aos cépticos, que, por interrogarem apenas a razão, nunca encontram a verdade. Não há espaço para a indiferença, que domina no coração de quem é incapaz de amar, porque tem medo de perder alguma coisa. Fica afugentada toda a tristeza, porque o Menino Jesus é o verdadeiro consolador do coração”.

“Já não estamos sós e abandonados – regozijou-se o Papa –  hoje, o Filho de Deus nasceu: tudo muda. O Salvador do mundo vem para Se tornar participante da nossa natureza humana. A Virgem oferece-nos o seu Filho como princípio de vida nova”:

“A verdadeira luz vem iluminar a nossa existência, muitas vezes encerrada na sombra do pecado. Hoje descobrimos de novo quem somos! Nesta noite, torna-se-nos patente o caminho que temos de percorrer para alcançar a meta. Agora, deve cessar todo o medo e pavor, porque a luz nos indica a estrada para Belém. Não podemos permanecer inertes. Não nos é permitido ficar parados. Temos de ir ver o nosso Salvador, deitado numa manjedoura”.

A um povo que, há dois mil anos, percorre todas as estradas do mundo para tornar cada ser humano participante desta alegria, é confiada a missão de dar a conhecer o “Príncipe da paz” e tornar-se um instrumento eficaz d’Ele no meio das nações:

“Por isso, quando ouvirmos falar do nascimento de Cristo, permaneçamos em silêncio e deixemos que seja aquele Menino a falar; gravemos no nosso coração as suas palavras, sem afastar o olhar do seu rosto. Se O tomarmos nos nossos braços e nos deixarmos abraçar por Ele, dar-nos-á a paz do coração que jamais terá fim. Este Menino ensina-nos aquilo que é verdadeiramente essencial na nossa vida. Nasce na pobreza do mundo, porque, para Ele e sua família, não há lugar na hospedaria. Encontra abrigo e proteção num estábulo e é deitado numa manjedoura para animais. E todavia, a partir deste nada, surge a luz da glória de Deus. A partir daqui, para os homens de coração simples, começa o caminho da verdadeira libertação e do resgate perene”.

“Deste Menino, que no seu rosto traz gravados os traços da bondade, da misericórdia e do amor de Deus Pai – disse o Santo Padre –  brota, em todos nós, seus discípulos”, a vontade de “renúncia à impiedade” e à riqueza do mundo, para vivermos “com sobriedade, justiça e piedade”:

“Numa sociedade frequentemente embriagada de consumo e prazer, de abundância e luxo, de aparência e narcisismo, Ele chama-nos a um comportamento sóbrio, isto é, simples, equilibrado, linear, capaz de individuar e viver o essencial. Num mundo que demasiadas vezes é duro com o pecador e brando com o pecado, há necessidade de cultivar um forte sentido da justiça, de buscar e pôr em prática a vontade de Deus. No seio duma cultura da indiferença, que não raramente acaba por ser cruel, o nosso estilo de vida seja, pelo contrário, cheio de piedade, empatia, compaixão, misericórdia, extraídas diariamente do poço de oração”.

O Papa conclui, pedindo que assim como os pastores de Belém,  “também os nossos olhos possam encher-se de espanto e maravilha, contemplando no Menino Jesus o Filho de Deus. E, diante d’Ele, brote dos nossos corações a invocação: “Mostra-nos, Senhor, a tua misericórdia, concede-nos a tua salvação””. (JE)

 

Abaixo, a íntegra da homilia do Papa (Texto e Vídeo)

 

Nesta noite, resplandece “uma grande luz” (Is 9, 1); sobre todos nós, brilha a luz do nascimento de Jesus. Como são verdadeiras e atuais as palavras que ouvimos do profeta Isaías: “Multiplicaste a alegria, aumentaste o júbilo” (9, 2)!

O nosso coração já estava cheio de alegria vislumbrando este momento; mas, agora, aquele sentimento multiplica-se e é abundante, porque a promessa se cumpriu: finalmente realizou-se. Júbilo e alegria garantem-nos que a mensagem contida no mistério desta noite provém verdadeiramente de Deus.

Dúvida e indiferença

Não há lugar para a dúvida; deixemo-la aos céticos, que, por interrogarem apenas a razão, nunca encontram a verdade. Não há espaço para a indiferença, que domina no coração de quem é incapaz de amar, porque tem medo de perder alguma coisa. Toda a tristeza é afastada, porque o Menino Jesus é o verdadeiro consolador do coração.

Nasceu o filho de Deus

Hoje, o Filho de Deus nasceu: tudo muda. O Salvador do mundo vem para Se tornar participante da nossa natureza humana: já não estamos sós e abandonados. A Virgem oferece-nos o seu Filho como princípio de vida nova. A verdadeira luz vem iluminar a nossa existência, muitas vezes encerrada na sombra do pecado.

Hoje descobrimos de novo quem somos! Nesta noite, fica claro o caminho que temos de percorrer para alcançar a meta. Agora, deve cessar todo o medo e pavor, porque a luz nos indica a estrada para Belém. Não podemos permanecer inertes. Não nos é permitido ficar parados. Temos de ir ver o nosso Salvador, deitado numa manjedoura. Eis o motivo do júbilo e da alegria: este Menino “nasceu para nós”, foi-nos “dado a nós”, como anuncia Isaías (cf. 9, 5).

A um povo que, há dois mil anos, percorre todas as estradas do mundo para tornar cada ser humano participante desta alegria, é confiada a missão de dar a conhecer o “Príncipe da paz” e tornar-se um instrumento eficaz d’Ele no meio das nações.

Silenciar

Por isso, quando ouvirmos falar do nascimento de Cristo, permaneçamos em silêncio e deixemos que seja aquele Menino a falar; gravemos no nosso coração as suas palavras, sem afastar o olhar do seu rosto. Se O tomarmos nos nossos braços e nos deixarmos abraçar por Ele, nos dará a paz do coração que jamais terá fim.

Este Menino ensina-nos aquilo que é verdadeiramente essencial na nossa vida. Nasce na pobreza do mundo, porque, para Ele e sua família, não há lugar na hospedaria. Encontra abrigo e proteção num estábulo e é deitado numa manjedoura para animais.

Sobriedade

E todavia, a partir deste nada, surge a luz da glória de Deus. A partir daqui, para os homens de coração simples, começa o caminho da verdadeira libertação e do resgate perene. Deste Menino, que, no seu rosto, traz gravados os traços da bondade, da misericórdia e do amor de Deus Pai, brota – em todos nós, seus discípulos, como ensina o apóstolo Paulo – a vontade de “renúncia à impiedade” e à riqueza do mundo, para vivermos “com sobriedade, justiça e piedade” (Tt 2, 12).

Numa sociedade frequentemente embriagada de consumo e prazer, de abundância e luxo, de aparência e narcisismo, Ele chama-nos a um comportamento sóbrio, isto é, simples, equilibrado, linear, capaz de individuar e viver o essencial.

Num mundo que demasiadas vezes é duro com o pecador e brando com o pecado, há necessidade de cultivar um forte sentido da justiça, de buscar e pôr em prática a vontade de Deus. No seio duma cultura da indiferença, que não raramente acaba por ser cruel, o nosso estilo de vida seja, pelo contrário, cheio de piedade, empatia, compaixão, misericórdia, extraídas diariamente do poço de oração.

Como os pastores de Belém, possam também os nossos olhos encher-se de espanto e maravilha, contemplando no Menino Jesus o Filho de Deus. E, diante d’Ele, brote dos nossos corações a invocação: “Mostra-nos, Senhor, a tua misericórdia, concede-nos a tua salvação” (Sal 85/84, 8).

Por Rádio Vaticana

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

De drogado a franciscano: uma trajetória de sofrimento, conversão e, finalmente, paz!

Antes do chamado de Deus, a vida deste jovem de 32 anos era marcada pelo sofrimento.

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© assisiofm.it

O italiano Daniele Maria Piras é um jovem franciscano de 32 anos, nascido na ilha da Sardenha e protagonista de uma vida que, antes do chamado de Deus à Ordem dos Frades Menores, foi marcada por um profundo sofrimento e falta de sentido.

“Desde que eu era pequeno, principalmente por causa de problemas econômicos, a minha família vivia grandes dificuldades de relacionamento, em especial entre a minha mãe e o meu pai. Quando terminei o ensino médio, comecei a trabalhar com o meu pai na empresa dele de construção. Naqueles anos, para fugir da pressão da família, comecei a ter ‘más companhias’, a beber, usar drogas ‘leves’, depois mais pesadas… Inclusive para anestesiar a dor que eu sentia no coração”, conta Daniele na ‘Rivista Porziuncola’, dos franciscanos.

O abuso das drogas o transformou em dependente químico aos 16 anos. “Durante sete anos eu não consegui sair daquela escravidão. Sabia que era ruim, mas já estava no círculo vicioso, não podia evitar. Eu era muito fraco e, quando quis sair, notei que era tarde e que a minha vontade estava muito frágil. Procurei psicólogos, tomei medicamentos para a abstinência, mas os resultados foram poucos”.

Daniele escondeu a situação da família no começo, mas seus pais se deram conta com o tempo. “A minha mãe me deu força, ficou perto de mim e me amava do jeito que eu era”.

Foi justamente por meio da mãe que a paz voltou para o lar de Daniele: “Quando ela era jovem, logo depois que recebeu os sacramentos, a minha mãe tinha se afastado da Igreja, mas, vários anos depois, se reaproximou por causa da relação dolorosa que estava vivendo com o meu pai. Aquela relação era a sua cruz: aquela cruz tinha um nome, meu pai, Carlo, que estava numa situação muito difícil depois de ter perdido o trabalho”.

O jovem franciscano conta que a mãe encontrou consolo num grupo de amigas que rezavam o terço: “Maria a reconduziu ao Filho dela: na oração, na Palavra, nos sacramentos. Foi lá que ela encontrou a força para viver aquela situação de dor e decidiu ficar do lado do meu pai e amá-lo como ele era (…) Isso ajudou Aquele que venceu a morte a levar a salvação para a nossa família e renovar todas as coisas”.

O testemunho de fé da mãe logo serviu de exemplo para a irmã de Daniele, Chiara Redenta, que sentiu o chamado de Jesus e entrou na ordem das clarissas em 2005. “A minha experiência de morte, assim como o testemunho da minha mãe e da minha irmã, me levaram a pedir ajudar e eu comecei a invocar o nome do Senhor”.

A conversão chegou em novembro de 2006, quando a mãe o convidou a participar de um congresso na Solenidade de Cristo Rei do Universo. “A Palavra que guiava o Congresso era um versículo do Salmo 107, 14: ‘Ele os tirou das trevas e da sombra de morte e rompeu as suas correntes’. Participei da catequese de um padre franciscano. Parecia que eu tinha contado a minha história para ele… Ele explicava como o mal, através das atrações do mundo, que apresenta uma felicidade aparente, tenta destruir o nosso corpo, que é o templo do Espírito Santo, morada de Deus, lugar onde podemos fazer a experiência d’Ele”.

O jovem decidiu falar com o sacerdote franciscano, contar que era viciado em drogas e pedir orações. “O frade me convidou a pedir que Jesus interviesse, me abençoasse, e eu voltei para o meu lugar. Depois passou um sacerdote com Jesus Eucaristia no meio de 600 pessoas (…) Jesus passou do meu lado! Depois voltou para o altar e eu senti dentro de mim o desejo de ir lá tocá-lo (…) Eu o toquei e voltei para o meu lugar”.

Menos de dois anos depois desta experiência, em 29 de setembro de 2008, e após duas convivências com os franciscanos em Assis, o jovem Daniele entrou no postulantado dos Frades Menores.

“O sofrimento da nossa família se revelou pedagógico: acolhido na fé, ele preparou os nossos corações para acolher o Mistério (…) Só Ele diz: ‘Eu vim para que tenham vida e vida em abundância”, compartilha o jovem franciscano.

Com informações dos sites assisiofm.it

Portal Terra de Santa Cruz.

Deus realiza o impossível em nós. Renove sua vida com Jesus .

O impossível de Deus transforma corações, pessoas e trás graças para renovar a vida

“Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: ‘João é o seu nome’. No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus” (Lucas 1, 63-64).

Quando o anjo anunciou a Zacarias que sua esposa ficaria grávida, ele duvidou, questionou o anjo e exitou na fé. Por exitar, ficou mudo. Recolhido em sua mudez, em seu silêncio interior, pôde contemplar a grandeza de Deus, que realizou Seus prodígios para além da sua incredulidade.

Quando esse filho veio, todos questionaram qual seria o nome dele. Zacarias então escreveu: “João será o seu nome!”. No mesmo instante, sua língua prorrompeu em ação de graças, em louvor e exaltação ao Senhor Nosso Deus, que realizou maravilhas na vida de Seu servo.

Aquela notícia se espalhou por todo canto e todos ficaram com receio e medo, porque sabiam das condições de Zacarias e Isabel: tão velhos, com idade avançada, eram estéreis, mas, de repente, vem um menino para ser um sinal, um prodígio no meio deles.

Maravilhas de Deus

As maravilhas que Deus realiza em nosso meio provocam espanto. Quando Deus age entre nós, quando o impossível transforma corações e pessoas, traz graças para renovar a vida, as pessoas se espantam. Espantam-se quando uma pessoa, que tinha tudo para estar desanimada, para desistir desta ou daquela situação, dá uma resposta diferente, uma resposta de fé e graça. Isso faz toda a diferença no mundo em que vivemos.

Meus irmãos, testemunhemos aos outros que Deus é grande em nosso meio. Não mostremos a eles a nossa cara de desânimo nem nossa falta de alento, pois é preciso que a nossa vida demonstre que em Deus colocamos a nossa confiança.

Que de nossa boca saia um hino de louvor

Que de nossa boca, como da boca de Zacarias, saiam hinos de louvor, de ação de graças e engrandecimento. As pessoas falam muito mal uma das outras, existe muita fofoca, muitas notícias ruins; existe muita gente exaltando e fazendo o mal pela própria língua. Existe muita língua muda para Deus, mas, ao mesmo tempo, solta para as imundices do mundo. Existe muita mentalidade mundana no meio de nós.

Que Deus nos purifique do mal deste mundo, dê-nos um coração para louvá-Lo, bendizê-Lo, exaltá-Lo e para darmos graças por tudo aquilo que Ele realiza no meio de nós.

Unidos a Zacarias, cantemos um canto novo para o Senhor, porque Ele realizou prodígios entre nós!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo – Sacerdote da Comunidade Canção Nova.

Onde está a fila para ver Jesus? A Canção que está emocionando o mundo…

Onde está a fila para ver Jesus?
Compartilhe com quem você ama, uma lição de vida e de fé.

Na época de Natal, costumamos ver muitas filas: para pagar presentes, para participar das promoções, para ver o Papai Noel… Mas onde está a fila para ver Jesus?

Portal Terra de Santa Cruz

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