Setembro Mês da Bíblia| Que a Palavra de Deus seja nossa luz e salvação!

O mês de setembro, para nós católicos do Brasil é o mês dedicado à Bíblia, isso desde 1971. Mas desde 1947, se comemora o Dia da Bíblia no ultimo domingo de setembro. O mês de setembro foi escolhido como mês da Bíblia porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo (ele nasceu em 340 e faleceu em 420 dC).

Biblia setembro

São Jerônimo foi um grande biblista e foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja. Hoje a Bíblia é o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo e está em quase todas as casas, talvez nem fazemos ideia, mas a Bíblia é o livro mais vendido, distribuído e impresso em toda a história da humanidade.
A Bíblia – Palavra de Deus – é o fruto da comunicação entre Deus que se revela e a pessoa que acolhe e responde à revelação. Por isso a Bíblia é formada por histórias de um povo, o Povo de Deus, que teve o dom de interpretar sua realidade à luz da presença de Deus e compreender que a vida é um projeto de amor que parte de Deus e volta para Ele.

Que possamos viver intensamente este mês que se inicia e que a Palavra de Deus seja eficaz em nossa vida, que através dela possamos ser transformados e restaurados no amor e nos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Adaptação: Equipe Portal Terra de Santa Cruz


 

Seminário Diocesano promove a Semana de Nossa Senhora da Dores, veja a programação!

Semana de Nossa Senhora das Dores, Tema: Maria, Mãe da Misericórdia

De 07 à 15 de Setembro, o Seminário Diocesano Nossa Senhora das Dores em Campanha-MG promove a Semana de Nossa Senhora das Dores sua excelsa Padroeira . Toda comunidade Campanhense e região estão convidados a participar. Cada dia um Padre convidado celebrará a santa missa meditando o Tema Maria, Mãe da Misericórdia.

Confira a Programação 

semanasradasdores

 “Maria conhece todas as nossas necessidades, mágoas, tristezas, misérias e esperanças. Interessa-se por cada um de seus filhos, roga por cada um com tanto ardor como se não tivera outro”.

(Serva de Deus, Madre Maria José de Jesus)

Ó Mãe das Dores. Rainha dos mártires, que tanto chorastes vosso Filho, morto para me salvar, alcançai-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida.  Mãe pela dor que experimentastes quando vosso divino Filho, no meio de tantos tormentos, inclinando a cabeça expirou à vossa vista sobre a cruz, eu vos suplico que me alcanceis uma boa morte. Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixeis de amparar a minha alma na aflição e no combate da terrível passagem desta vida a eternidade.
E, como é possível que, neste momento, a palavra e a voz me faltem para pronunciar o vosso nome e o de Jesus, rogo-vos, desde já, a vós e a vosso divino Filho, que me socorrais nessa hora extrema e assim direi: Jesus e Maria, entrego-Vos a minha alma.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós. Amém.


Foto: Seminário Diocesano Nossa Senhora das Dores

Escrito por Bruno Henrique – Gestor do Portal Terra de Santa Cruz!


Encontro Diocesano de Acólitos, Inscrições abertas!

O Encontro Diocesano de Acólitos 2015, ocorrerá no dia 20 de setembro com presenças dos nosso Bispos diocesanos, Dom Frei Diamantino e Dom Pedro. As Inscrições serão feitas da seguinte maneira.

Telefones: (35) 3456-1738 / (35) 98654003 – Escritório Paroquial

E-mail: encontroacolitosdacampanha@hotmail.com

ou (35) 99154738 falar com Caíque Eduardo.

A ficha de inscrição está disponível no site da diocese www.diocesedacampanha.org.br

Você caro leitor que é acólito na sua paróquia, participe deste encontro juntamente com seu grupo, formação e aprendizado sempre é bem vindo e lhe faz servir ao senhor pelo altar com mais seriedade, postura, alegria e boa vontade
o seu ministério caro Acólito é de suma importância para as celebrações da sua paróquia e de nossa diocese. O seu SIM alegra o coração de Deus

11987034_683090731791971_1446159271865896061_n

Participe :  Tema “Servir com Alegria”


Por Portal Terra de Santa Cruz

Capa3

Artigo|A exemplo de Jesus, não paremos na rejeição.

A exemplo de Jesus, não paremos na rejeição. Não podemos parar na rejeição, na não aceitação, pelo contrário, temos que ficar cada vez mais convictos da missão para a qual fomos chamados como batizados.

Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria” (Lucas 4, 24).

o segundo milagre em caná, cura do filho do oficial, milagres de jesus

Jesus está em Sua cidade Nazaré e entra na sinagoga, quando abre o livro do profeta Isaías assume para si essa passagem: “O Espírito do Senhor está sobre mim!” (Lucas 4, 18). O Espírito de Jesus é aquele que O unge e Lhe dá a graça para que Ele faça o Reino de Deus acontecer. E Jesus toma posse dessa verdade, toma posse dessa passagem bíblica por saber que essa Palavra é para Ele.

Então, a começar pelos Seus, age com o Espírito profético que Lhe é próprio. No entanto, a primeira coisa que Jesus encontra é a resistência dos seus, ali há parentes, vizinhos, pessoas que O viram crescer. Da parte de alguns encontra resistência, de outros a total rejeição, simplesmente não querem acolher aquilo que Jesus vem lhes falar, pregar e ensinar. E o mais duro é que querem expulsá-Lo da cidade, O levam a um alto monte daquela cidade construída com a intenção de jogá-Lo do precipício. Jesus não para, larga deles e segue Seu caminho.

Sabem, meus irmãos, nós também, muitas vezes, não seremos aceitos, não seremos bem acolhidos pelos demais, não seremos sempre amados por aquilo que fazemos, ensinamos ou pregamos [a respeito de Jesus]. Contudo, não podemos parar na rejeição e na não aceitação das pessoas; pelo contrário, temos que ficar mais convictos da missão para a qual fomos chamados como batizados.

Eu vejo quão difícil é para uma pessoa que quer viver a santidade, a seriedade, quer levar a Palavra de Deus a sério, quer viver o respeito para com o próximo. Vejo o quão difícil é para quem quer viver a pureza no seu coração; muitas vezes, essa pessoa vai ser zombada, vai ser motivo de gozação, muitas vezes, dentro da própria casa e entre os amigos não será bem aceita.

Eu digo a você: aguente firme! Este é o caminho! Nosso Senhor não foi aceito, a começar pelos Seus. Não podemos ceder, não podemos perder a autenticidade, temos que continuar firmes no que nos propusemos a viver e para o qual fomos chamados a viver por Deus!

Não está muito na moda ser santo, ser humilde, ser honesto e correto, muitas vezes, somos até rechaçados porque queremos viver o que é correto. Mas não olhe para a rejeição nem para a não aceitação dos outros. Olhos fixos em Jesus!

Que aprendamos com o Senhor, onde não somos acolhidos, e sigamos adiante sem desanimar da missão que nos é proposta pelo Pai!

Deus abençoe você! 

Texto: Padre Roger Araújo – Comunidade Canção Nova.

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz


 Capa3

Artigo|Peçamos a Deus a graça de ter o coração puro.

Peçamos a Deus a graça de ter o coração puro. É preciso purificar a alma, os sentidos, a vontade e encher o coração com boa disposição, bondade, pureza e tantos outros elementos necessários para que nossa vida seja correta. 

“O que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior” (Marcos 7, 15).

Evangelho 22 domingo tempo comum ano b

O embate de Jesus com os fariseus é porque estes se preocupam muito com a casca, com o externo e com aquilo que é visível aos olhos humanos. Eles se incomodam porque os discípulos de Jesus, a exemplo do Mestre, comem sem lavar as mãos, fato que lhes [fariseus] causa repugnância.

Isso não significa que Jesus não tivesse higiene e não lavasse as mãos [antes das refeições], mas sim que Ele quis demonstrar algo muito mais profundo ao fazer isso. Existem muitas pessoas que lavam as mãos, tomam três banhos por dia, se arrumam e limpam de forma até frenética o corpo, passam maquiagem, fazem limpeza de pele, mas não fazem o essencial: limpar o coração. Muitas se preocupam em mostrar uma face bonita para aos outros, mas não cuidam do que têm dentro de si.

O Senhor nos diz, nesta passagem bíblica, que não é o que está fora de nós que nos torna impuros, mas aquilo que sai de nós. Isso porque é dentro do nosso coração onde guardamos e acumulamos as más intenções, as injustiças, as barbaridades, a falta de juízo, a devassidão e todas aquelas coisas impuras e maldosas que os outros nem imaginam que estejam guardados dentro de nós. Isso, sim, é algo mau!

Nós até podemos chegar diante de Deus maltrapilhos, com as roupas rasgadas, pois seremos muito bem recebidos, amados e abraçados por Ele. Contudo, nós não podemos chegar para participar do banquete eterno com o coração cheio de maldades, devassidões e impurezas. Por isso o trabalho da nossa vida, meus irmãos, a vida inteira, não é para simplesmente cuidar de ter boa pele ou boa aparência. O trabalho da nossa vida deve ser cuidar do nosso coração e ter o cuidado de não sermos excessivamente voltados para um lado da vida e nos esquecer do essencial, daquilo que sai de nosso interior.

O trabalho fundamental da nossa existência humana é cuidar do que está dentro de nós. A primeira coisa, para isso acontecer, deve ser a purificação interior: purificar a alma, os sentidos e a vontade. E purificar é justamente lapidar, tirar o que está estragado, renunciar ao que não convém, não deixar acumular dentro de nós tantas coisas velhas e tranqueiras que nos deixam cada vez mais podres por dentro.

E uma vez que vamos nos limpando, nos purificando e fazendo essa renovação interior ao longo da vida, é preciso encher o coração com coisas boas, com boa disposição, bondade, vontade reta, pureza e com tantos outros elementos necessários para termos uma vida correta.

Que Deus nos dê a graça hoje de ter um coração purificado por Sua Palavra para que vivamos uma vida autêntica no meio dos homens!

Deus abençoe você!

Texto: Padre Roger Araújo, comunidade Canção Nova

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz    


 Capa3

O Martírio de São João Batista

São João Batista, chamado o batizador, filho de Zacarias e de Santa Isabel, ambos de família sacerdotal, é um dos poucos santos que tem duas festas no Calendário Litúrgico da Igreja: 24 de junho – Natividade, e 29 de agosto – martírio. João significa “Deus é propício”; foi um milagre de Deus, pois sua mãe era estéril e engravidou já velha.

São João Batista 1João foi o precursor do Messias, encarnou o caráter forte de Elias, o maior dos profetas do AT. Ambos aparecem a Jesus em sua transfiguração no Tabor. A sua missão é semelhante “no espírito e no poder” à do profeta Elias, que enfrenta as centenas de falsos profetas de Baal, sem medo, na fé.

Já no ventre de sua mãe, João tem o primeiro encontro com Jesus (também no ventre de Maria), “estremecendo de alegria” no ventre de Isabel. Veio para “endireitar os caminhos do Senhor,” e foi santificado pela graça divina antes de nascer. “Eis, disse Isabel, repleta do Espírito Santo, a Maria – quando tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria em meu ventre.”

Santo Agostinho nos diz que São João Batista já era comemorado a 24 de junho na Igreja africana (século IV). Jesus disse que ele foi “o maior entre os nascidos de mulher”: é o último profeta e o primeiro apóstolo, enquanto precede o Messias e lhe dá testemunho. “É mais que um profeta, disse Jesus. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti.”

João foi como Jesus “sinal de contradição”, pregava contra a  hipocrisia e a imoralidade, por isso pagou com o martírio o rigor moral que ele não só pregava, sem ceder, também diante da ameaça de morte de Herodes Antipas, no ano décimo quinto do imperador Tibério (27-28 a.C.).  A sua palavra de fogo parece na verdade com o “espírito de Elias”. Sua figura vai desaparecendo à medida que vai surgindo “o mais forte,” Jesus. “É preciso que ele cresça e eu desapareça” (Jo 3,30). Um verdadeiro discípulo de Jesus.

João não teve medo – como muitos de nós hoje – de reprovar publicamente o comportamento pecaminoso de Herodes Antipas e da cunhada Horodíades, o que custou-lhe a dura prisão em Maqueronte, na margem oriental do Mar Morto e depois a morte por decapitação.

A lição de João Batista, mártir da fé e da moral, não pode ser esquecida e nem escondida; muitos na Igreja foram mártires em situações semelhantes por denunciarem a imoralidade de sua época. Hoje, esta imoralidade é maior ainda, ferindo o coração de Deus, calcando aos pés o Evangelho, profanando a vida das mulheres, das crianças não nascidas, da família, da dignidade humana. Quem será o João Batista de hoje a pregar contra o sexo fora do casamento, a prática homossexual, o aborto, a eutanásia, a inseminação artificial, a pornografia deslavada, os inúmeros adultérios, da corrupção endêmica, da malversação do dinheiro público?… Certamente João não se calaria diante de tudo isso. E sofreria de novo a morte.

Será que teremos hoje a coragem de João, de enfrentar quem sabe os processos, a perseguição, o “martírio da ridicularização” de que falava Bento XVI? Ou será que seremos uma Igreja omissa, calada, amedrontada diante dos Herodes Antipas de hoje? Será que lâmpada será colocada sob a mesa, deixando o mundo nas trevas do pecado e da morte? Será que nos acostumaremos com o mal negando dois mil anos de ensinamentos da Igreja?

Que a intercessão de São João Batista nos dê força, coragem e  sabedoria para enfrentar o mal em nossos dias.

Texto: Prof. Felipe Aquino – Fonte: cleofas.com.br

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz


 

Artigo|Santo Agostinho – da esbórnia à santidade.

Hoje vamos falar de um Santo muito especial, meus amigos: o primeiro dos quatro doutores do ocidente, a luz filosófica da antiguidade cristã. Ninguém mais, ninguém menos do que Santo Agostinho!

Santo Agostinho 2Juntamente com Santo Ambrósio, São Jerônimo e São Gregório Magno, Santo Agostinho nos direciona para o cristianismo como o conhecemos. Sua influência é enorme no mundo ocidental. Se você não o conhece, não leu pelo menos “As Confissões”, você não tem a menor ideia de onde está. O papel de Santo Agostinho nos primeiros séculos depois de Cristo é comparável com o de São Paulo na Igreja primitiva.

Sua grandeza está principalmente no fato de que ele soube, como nenhum outro, relacionar a filosofia helenista (grega) e romana com os preceitos da fé cristã, caminho que mais tarde seria retomado com brilho pelo grande São Tomás de Aquino. O pensamento agostiniano faz a ponte filosófica necessária do conhecimento platônico-aristotélico para Santo Anselmo, e daí para São Tomás de Aquino.

A quantidade de títulos de Santo Agostinho, por si só, já dariam um post, “Doutor da Caridade”, “Doutor da Graça”, Doutor da Humildade”, “Doutor da Oração” e muitos outros. Viveu na fronteira de dois tempos: sua vida transcorreu no ocaso do Império Romano do Ocidente e também na ascensão do cristianismo e declínio do paganismo.

Foi um dos três homens mais inteligentes que a humanidade já conheceu. Falar de Santo Agostinho é falar de um parelho de Aristóteles e Platão. Metafísico, filósofo, psicólogo, os interesses de Santo Agostinho confundem-se com a meditação sobre o destino do homem.

FAMÍLIA

Nasceu Aurelius Augustinus em 15 de novembro de 354, na cidade de Tagaste, Numídia, uma província romana no Norte da África (atualmente o nome da cidade é Souk-Ahras, e fica na Argélia). Seu pai, chamado Patrício, era um pagão de personalidade violenta.

Sua mãe era Santa Mônica, uma mulher de bom coração, que aos poucos foi domando o caráter agressivo do marido; ao mesmo tempo, educou Agostinho e dirigiu o menino pelo caminho da cristianismo, fazendo dele catecúmeno.  Foi Santa Mônica a principal responsável por Agostinho vir a se tornar um santo.

CURTINDO A VIDA ADOIDADO

Santo Agostinho foi na juventude uma espécie de James Dean (essa referência é somente para os fortes) da sociedade decadente do Império Romano do Ocidente moribundo. Bom aluno, foi mandado para Cartago, o principal centro de estudos e a maior cidade da África, uma espécie de Los Angeles para malucos superdotados e um centro de esbórnia.

Como todo jovem sem supervisão (tinha dezessete anos) vivia na boemia. Das suas relações, digamos, “acadêmicas”, nasceu seu único filho, Adeodato. Apesar das suas maluquices juvenis, Santo Agostinho foi um grande pai e nunca abandonou o filho.

Os jovens de hoje, que se acham tão espertos, não sabem, de fato, nada. Santo Agostinho, em 371, já vivia e sentia exatamente as mesma coisas que eles, só que sem smartphone e Ipad. E como eles, Santo Agostinho sentia o vazio de uma existência sem sentido. Graças a Deus, não existia as parafernalhas de hoje, e Agostinho pôde ler sem Kindle o diálogo “Hortêncio” de Cícero, que versa sobre a possibilidade da eterna bem-aventurança. Vejamos um trecho:

“Se tudo acaba com a vida presente, não é já pequena sorte o ter ocupado a existência no estudo de assunto tão importante; se, como tudo parece indicar, nossa vida continua depois da morte, a investigação constante da verdade é o meio mais seguro para preparar-nos para esta outra existência.”

Esse tipo de conhecimento estava além da capacidade de seus mestres pagãos. Agostinho sentia falta do Salvador, do Mestre dos mestres que havia conhecido através de sua mãe. Mas para saciar sua necessidade de Jesus, ele precisava fazer um duplo sacrifício: a submissão da inteligência e a pureza da vida. Definitivamente, o jovem Agostinho ainda não estava preparado para tanto.

APÓSTOLO DO ERRO MANIQUEÍSTA

O paganismo não era um caminho aceitável para Agostinho. Voltou-se para o estudo das Sagradas Escrituras, mas quem lhe daria o entendimento dessa leitura? Como sabemos, somente a Igreja Católica é capaz da fazê-lo, por sua autoridade. Mas esse caminho é deveras difícil, por conta das crenças errôneas que confundiam a razão de Agostinho.

Contrapunha-se à Sã Doutrina a heresia maniqueísta, uma seita em que os mestres desprezavam os dogmas da fé católica e adoravam às artes e letras profanas. Era um tipo de relativismo antigo, onde o juízo pessoal era a medida fé. Sem contar que a dualidade (Deus bom em oposição a Deus mau) era suficiente para jogar a culpa do pecado na influência alheia. Seríamos eternos coitadinhos por essa ótica, sempre podendo imputar a culpa dos nossos mal feitos no Deus mau. Que lindo!

Analisando o mundo a nossa volta, podemos ver claramente que o maniqueísmo não morreu. “Sou um menino malvado, a culpa não é minha, é do Deus mau! Eu acredito no Deus bom! Ai de mim!”. Para os moleques da época isso era muito atraente, pois era a justificativa para qualquer bobagem que viessem a cometer.

Santo Agostinho abraçou o maniqueísmo com toda a vontade e tornou-se um dos seus principais apóstolos, levando para essa heresia muitos dos seus companheiros de cátedra. Chegou até a tentar converter sua mãe, mas com Santa Mônica isso demonstrou ser uma tremenda perda de tempo.

O SONHO DE SANTA MÔNICA

Por aquela época, Santa Mônica teve um sonho profético sobre seu filho rebelde. Um anjo lhe disse:

“Onde tu estás, ele também está.” 

santa_monicaO confessor a quem Santa Mônica confiava suas angústias aconselhou-a a continuar rezando por Agostinho. Graças às preces da mãe, chegaria o dia em que o filho retornaria ao caminho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Agostinho voltou para sua cidade natal e tornou-se professor de retórica. Mas o lugar era pequeno demais para suas ambições e brilhantismo. Retornou a Cartago, onde suas carreira deslanchou a ponto de buscar novos horizontes na capital do Império, Roma.

Ao partir da África, já tinha se desligado dos maniqueístas – perseverar em furada não era mesmo a dele. A princípio, não adotou uma nova fé, decidiu esperar para que a verdade se apresenta-se a ele com plena certeza.

DEUS E PLATÃO

Em Roma, abriu a Cátedra de Retórica nos mesmos moldes que havia feito em Tagaste e em Cartago. Seus primeiros alunos eram os mesmos que o acompanhavam desde Cartago, e a esses juntaram-se novos e tanto uns quantos outros que não pagavam um centavo.

Para se sustentar, Santo Agostinho arrumou um emprego na Cátedra de Milão, onde entrou em contado com a obra de Platão que tinha acabado de ser traduzida por Vitoriano do grego para o latim (observem que JÁ EXISTIA TRADUÇÕES DE PLATÃO EM LATIM NO SÉCULO IV. Quem é que precisava de árabes, bwana!!!????). Foi o velho filósofo que mostrou a Agostinho que a visão maniqueísta de um Deus basicamente materialista nada tinha a ver com a realidade de um Deus criador.

AS ORAÇÕES DE SANTA MÔNICA

Platão foi o primeiro passo da conversão de Santo Agostinho, mas ainda não era suficiente, pois este mostrava o verdadeiro Deus, mas não mostrava o caminho para o convívio dos eleitos. Essa segunda etapa só seria possível ao entregar-se nos braços de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foram as orações de sua mãe Santa Mônica que possibilitaram esta graça. Foi a santa juntar-se ao filho amado em Milão.

A primeira coisa com que ela teve que lidar foi com a união ilegítima de Santo Agostinho com a mãe de seu filho Adeodato. A mãe do menino era um mulher de bom coração, e consentiu em separar-se de Adeodato e retornar a Tagaste, onde viveu seus dias em retiro, servindo a Deus. Agostinho ainda não sentia-se pronto para entregar-se a Cristo e ainda era prisioneiro de suas paixões.

Foi por meio da mediação de Santa Mônica que Agostinho conheceu Santo Ambrósio, bispo de Milão, de quem se tornou discípulo. Santo Ambrósio que colocou Santo Agostinho na linha de uma vez por todas. Baixando a bola, ele venceu seu orgulho e voltou a ler e estudar as Escrituras, em especial as Epístolas de São Paulo, onde encontrou a cura para suas tentações do mundo (eu mesmo preciso fazer isso sempre e sempre devemos fazê-lo, para salvação de nossas almas).

Outro fato interessante e que teve forte impacto em Santo Agostinho foi a conversão de Vitorino, o filósofo que havia traduzido Platão para o latim.

ENFIM, A CONVERSÃO

Agosto de 386. Agostinho vivia em Milão com sua mãe, seu filho e alguns amigos. Entre esses amigos, havia um certo Alípio, que servia-lhe como confessor de suas angústias espirituais. Receberam um dia a visita de Ponticiano que, vendo espalhadas sobre a mesa as cartas de São Paulo, congratulou Agostinho por se ocupar daquele tipo de leitura.

Mas Ponticiano não era exatamente uma sumidade intelectual; o fato daquele humilde amigo estar mais próximo de Deus do que ele naquele momento, mesmo com toda sua inteligência, deixou Agostinho perturbado. Agostinho parecia dividido entre o chamado de Deus e o chamado do mundo, exatamente como quase todos nós.  Foi ao ler a seguinte passagem das cartas de São Paulo que se fez luz em sua alma:

“Nada de comilança, nem bebedeiras, nada de luxúria, nem de desfreamento, nada de brigas nem invejas; ao contrário, revesti-vos de Jesus Cristo, o Senhor, e não busqueis satisfazer os baixos instintos” (Romanos).

O batismo de Santo Agostinho foi realizado por Santo Ambrósio, em Milão. Eles compuseram juntos na ocasião o cântico “Te Deum laudanus”, que se tornou o hino litúrgico de ação de graças de toda Igreja Católica. Um momento de enorme dor seguiu-se: pouco tempos depois, Adeodato, o filho de Santo Agostinho, morreu.

Convertido, Agostinho retornou à África, tendo junto consigo Santa Mônica. Durante a longa viagem, fizeram uma parada em Óstia, e aí sua mãe veio a adoecer e faleceu, cinco dias depois.

O APOSTOLADO DE SANTO AGOSTINHO

Depois de prantear sua mãe, Santo Agostinho iniciou seu projeto de vida religiosa. O então bispo de Hipona, Valério, conferiu-lhe o sacerdócio em 391. A partir daí, Santo Agostinho instituiu uma ordem religiosa (que subsiste até hoje e segue a mesma regra) que unia o apostolado com os exercícios de claustro. Fundou também um convento, do qual sua irmã mais velha tornou-se a primeira superiora.

Foi após a morte de Valério que Santo Agostinho se tornou Bispo de Hipona. Suas principais atividades como bispo foram: direção de monastérios, instrução dos fiéis e defesa da Igreja a contra as heresias. Foi o mais severo demolidor dos hereges arianos, maniqueístas, pelagianos e donatistas. Por jogar por terra as ideias de todos esses manés, ficou conhecido como “Martelo dos hereges”. Acabou com o cisma dos donatistas, que destruíram o Norte da África. Defenestrou com o pelagianismo, heresia que dizia que a graça de Deus não era necessária para a salvação, o que lhe valeu um outro famoso título “Doutor da Graça”.

Fonte: ocatequista.com.br 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 


 capa you tube