Em Siena, Itália – Ladrões roubaram 351 hóstias, mas Deus mostrou seu poder

Ladrões roubaram 351 hóstias, mas Deus mostrou seu poder

E este é apenas um dos mais de 130 milagres eucarísticos documentados no mundo

Na Basílica de São Francisco, em Siena, Itália, 223 hóstias conservam-se intactas há mais de 276 anos.

A tal respeito, opinou o cientista Enrico Medi:

“Esta intervenção direta de Deus é o milagre (…), realizado e mantido enquanto tal milagrosamente durante séculos, para testemunhar a realidade permanente de Cristo no Sacramento Eucarístico”. O milagre aconteceu no dia 14 de agosto de 1730. A mais antiga memória escrita do evento foi redigida no mesmo ano e assinada por um certo Macchi.

Nesse mesmo dia, ladrões se infiltraram na basílica e roubaram o cibório, que continha 351 partículas consagradas.

Três dias depois, ou seja, em 17 de agosto, todas as 351 partículas apareceram no cofre de esmolas do santuário de Santa Maria de Provenzano, onde haviam sido jogadas. Elas, porém ficaram misturadas com o pó acumulado no fundo do cofre.

O povo acorreu para comemorar a recuperação das santas hóstias, que foram levadas de volta em procissão à Basílica de São Francisco.

Transcorreram os anos e não se percebia sinal algum das alterações que naturalmente deveriam ocorrer.

Em 14 de abril de 1780, o Superior Geral da Ordem Franciscana, Frei Carlo Vipera, consumiu uma das hóstias e comprovou que estava fresca e incorrupta. Como algumas delas haviam sido distribuídas em anos anteriores, o Superior ordenou então que as 230 restantes fossem guardadas num novo cibório e não fossem mais distribuídas.

Visando deitar luz no fenômeno inexplicável, em 1789 o arcebispo de Siena, D. Tibério Borghese, guardou algumas hóstias não consagradas numa caixa em condições análogas às das hóstias consagradas.

Após dez anos, uma comissão de cientistas escolhidos especialmente para estudar o caso abriu a caixa e só encontrou vermes e fragmentos putrefatos.

Enquanto isso, as hóstias consagradas se conservavam como podem ser vistas até hoje, contrariando todas as leis físicas e biológicas.

Em 1850 foi feito um teste similar com os mesmos resultados.

Em diversas ocasiões, as hóstias foram analisadas por pessoas de confiança ou ilustres pelo seu saber e as conclusões sempre eram as mesmas: “As sagradas partículas ainda estão frescas, intactas, fisicamente incorruptas, quimicamente puras e não apresentam nenhum início de corrupção”.

A mais importante verificação aconteceu em 1914, quando o Papa São Pio X autorizou um exame no qual participaram numerosos professores de bromatologia, higiene, química e farmacêutica.

Os cientistas concluíram que as hóstias foram preparadas sem nenhuma precaução científica e que haviam sido guardadas em condições comuns, fatores que deveriam tê-las levado a se deteriorarem naturalmente. Porém, elas estavam em tão bom estado que podiam ser consumidas 184 anos depois do milagre.

Siro Grimaldi, professor na Universidade de Siena e diretor do Laboratório Químico Municipal, foi o principal cientista da comissão de 1914.

Ele escreveu um livro com detalhes preciosos sobre o milagre, intitulado Uno Scienziato Adora. Em 1914 declarou que “a farinha em grão é o melhor terreno de cultura de microrganismos, parasitas animais e vegetais, e fermentação láctica. As partículas de Siena estão em perfeito estado de conservação, contra as leis físicas e químicas, não obstante as condições de tudo desfavoráveis em que foram encontradas e conservadas. Um fenômeno absolutamente anormal: as leis da natureza foram invertidas. O vidro em que foram encontradas possui mofo, enquanto a farinha se revelou mais refratária do que o cristal”.

Em 1922 foram realizadas novas análises, por ocasião da transferência das hóstias para um cilindro de cristal de roca puro, na presença no Cardeal Giovanni Tacci e do Arcebispo de Siena, de Montepulciano, de Foligno e de Grosseto. Os resultados foram os mesmos. Ainda houve novas análises em 1950 e 1951.
Em 5 de agosto de 1951, cinco dias antes da festa do milagre, o tabernáculo foi alvo de um novo atentado, desta vez com um objetivo bem definido: acabar com as hóstias conservadas de modo sobrenatural.

Os profanadores subtraíram o relicário de ouro e espalharam as partículas do milagre pelo chão da capela. Porém, o dano foi nulo, e menos de um ano depois foram expostas novamente num novo relicário especial, onde hoje podem ser adoradas.

Durante uma visita pastoral efetuada à cidade de Siena, em 14 de setembro de 1980, assim se manifestou João Paulo II diante das prodigiosas hóstias: “É a Presença!”

As milagrosas partículas permanecem na capela Piccolomini durante os meses de verão, e na capela Martinozzi nos meses de inverno.

Os cidadãos de Siena realizam numerosos atos em louvor das Santas Hóstias. Entre elas, a homenagem das Contradas, o obséquio oferecido pelas crianças que fazem a Primeira Comunhão, a solene procissão na festa de Corpus Christi, o septenário eucarístico de fim de setembro e a adoração eucarística no dia 17 de cada mês, em lembrança da recuperação acontecida em 17 de agosto de 1730.

Fonte: Aleteia


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Paróquia Santo Antônio – Campanha-MG, recebe imagens de São Pedro e São Paulo Apóstolos .

Campanha-MG, recebe imagens de São Pedro e São Paulo Apóstolos .

Na noite do último sábado, dia 27, o Bispo Diocesano da Santa Sé Episcopal de Campanha-MG Dom Diamantino Prata de Carvalho, ofm celebrou a Santa Missa da Solenidade de São Pedro e São Paulo na Catedral de Santo Antônio.

D. Diamantino abençoou solenemente as imagens de São Pedro e São Paulo que vieram de São João Del Rei – MG para ser colocadas nos nichos do fronstispício da Catedral Santo Antônio quando terminar as obras externas e de paisagismo externo da Catedral Diocesana.

As Imagens de São Pedro e São Paulo. 

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Dom Diamantino Prata de Carvalho, abençoando as Imagens. 

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Foto: www.facebook.com/paroquiasantoantonio.campanhamg
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Foto: www.facebook.com/paroquiasantoantonio.campanhamg

Por Bruno Henrique

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Solenidade de São Pedro e São Paulo – A Igreja é a mesma ontem, hoje e sempre.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus – (Mt 16, 13-19)

 Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”

Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.

Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

 Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus” 

— Palavra da Salvação.


são-pedro-e-são-pauloCelebrar a Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo significa lembrar, sobretudo, que a Igreja é apostólica. Para nós católicos, é uma realidade fácil de aceitar que a Igreja de hoje seja a mesma de dois mil anos atrás, exatamente a mesma fundada por Deus. Para os protestantes, porém, as igrejas, com “i” minúsculo, não passam de instituições frágeis fundadas pelos homens. Cristo mesmo não teria fundado nenhuma instituição visível, deixando aos Seus seguidores esse encargo. É por isso que, para os evangélicos, não é escândalo nenhum que alguém, ao discordar do pastor de sua igreja, decida fundar outra igreja. Igrejas, em sua concepção, são realmente como um “negócio”, um empreendimento que se começa e se acaba quando se bem entende.

Nós, ao contrário, cremos que a Igreja é um mistério instituído pelo próprio Senhor. Ela cresceu ao longo dos séculos como uma planta, com todas as suas dificuldades, mas tendo sempre a mesma vida divina dentro de si, graças à ação de seu Divino Fundador. Por isso, é possível dizer que a Igreja é a continuidade do corpo de Cristo na história.

Para entender como essa instituição – que aparentemente mudou tanto ao longo dos séculos – pode permanecer sendo a mesma Igreja Católica, fundada por Jesus Cristo (cf. Mt 16, 18), tomem-se como exemplo as nossas mães. Na sua juventude, as mulheres possuem uma aparência muito bonita, um corpo jovial e uma pele lisa e macia. Com o tempo, porém, a sua beleza física se esvai, o seu corpo vai decaindo e a sua pele começa a encher-se de rugas e estrias. Ainda que o seu aspecto exterior mude, porém, as mães permanecem as mesmas, conservam a sua identidade e os filhos continuam a amá-las ternamente. Quem quer que consiga perceber que, mesmo mudando as aparências, as pessoas não deixam de ser o que são, é capaz de compreender o conceito de substância. De fato, esse termo se refere a algo que não pode ser captado pelos sentidos, mas tão somente pela inteligência. O que a visão e os outros sentidos conseguem alcançar são apenas os acidentes das coisas. A sua substância, porém, o que lhes dá identidade, é algo invisível.

Assim acontece também com a Igreja. Hoje, quem vai ao Vaticano pode entrar em templos majestosos, como a Basílica de São Pedro, e o Papa Francisco, mesmo em sua humildade e despojamento, não ousa dispensar os seguranças de perto de si (afinal, ele, sendo o chefe visível da Igreja de Cristo, é muito visado pelos inimigos da fé). Nos primeiros anos da Igreja, porém, quem era São Pedro, senão um pescador pobre e analfabeto de Cafarnaum?

Diante dessas grandes diferenças de aparência na Igreja, os críticos dizem que não se trata da mesma instituição e que a verdadeira comunidade fundada por Cristo se perverteu no decorrer dos séculos. O erro desses detratores está em que se detêm apenas nos acidentes e realidades sensíveis da Igreja, ignorando que a sua substância, identidade e essência continuam as mesmas.

Foi a partir do filósofo alemão Friedrich Hegel († 1831) que os homens começaram a perder a noção de continuidade. Para esse pensador, a história seria uma “metamorfose ambulante”, com teses, antíteses e sínteses constantes e subsequentes, sem que a realidade tivesse uma substância e uma identidade. Influenciadas por esse pensamento, as pessoas começaram a viver sem raiz e sem tradição, sempre tentando “reinventar a roda” e criar novamente o que, no fundo, elas só precisavam aceitar da “democracia dos mortos” [1] e passar adiante.

A influência dessa filosofia na Igreja tem efeitos ainda piores do que nos assuntos puramente humanos. Quando se tenta subverter, além das verdades naturais, as próprias verdades reveladas por Deus, muito maiores são o caos e a confusão que se instalam. Quem entende, todavia, que a mudança dos acidentes não altera a substância das coisas, procura preservar a Igreja, os seus ensinamentos e tudo o mais que constitui a sua essência – e, quando intenta fazer alguma reforma, não é para destruí-la, senão para preservar-lhe a vida.

É inconcebível, portanto, que se queira reformar a Igreja quebrando a sua continuidade substancial. No tempo dos Apóstolos, é verdade, não havia Concílios Ecumênicos, Catecismos ou Congregação para a Doutrina da Fé. Em essência, porém, a fé dos primeiros cristãos deve ser a mesma que todos os católicos professam, em todos os lugares da terra e em todos os tempos (quod semper, quod ubique, quod ab omnibus). No decorrer da história, a Igreja pode ir tomando maior consciência de sua identidade e de sua doutrina, mas nada disso muda o que ela foi, é e sempre será.

Em sua Primeira Carta aos Coríntios, o Apóstolo dos gentios, ao transmitir as doutrinas da Eucaristia e daRessurreição de Cristo, diz duas vezes: “Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti” (11, 23); “De fato, eu vos transmiti, antes de tudo, o que eu mesmo tinha recebido” (15, 3). Apenas alguns anos após a ascensão de Cristo, já se dá a realidade da “tradição” (do latim tradere, que significa “entregar”): os discípulos de Cristo transmitem os Sacramentos e a Palavra, preocupando-se com serem fiéis ao que eles mesmos receberam. De fato, as expressões de São Paulo não são em vão: todos nós, como apóstolos de Cristo, devemos ser fiéis à mensagem que recebemos de nossos pais na fé. Afinal, sabemos – e cremos – que a palavra desses homens remonta ao próprio Senhor e, por isso, devem ser recebidas “não como palavra humana, mas como o que ela de fato é: palavra de Deus” (1 Ts 2, 13).

Ao celebrar São Pedro e São Paulo, essas duas colunas da Igreja, exultemos de alegria por pertencermos à “Igreja una, santa, católica e apostólica”; por pertencermos à única Igreja de Cristo, que, assim como seu Esposo, é a mesma ontem, hoje e sempre (cf. Hb 13, 8). Estejamos sempre dispostos a dar a nossa vida por essa mãe tão amorosa, a qual nos alimenta com a Palavra de Deus e com o próprio Senhor presente na Eucaristia.

Por Padre Paulo Ricardo – Sacerdote da Comunidade Canção Nova


 

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27-JUNHO |Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, senhora da morte e rainha da vida

UMA LINDA HISTÓRIA – O ÍCONE DA VIRGEM

Muitos autores afirmam que o primeiro Ícone de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO foi pintado em madeira por São Lucas, no século I, na época em que a VIRGEM MARIA morava em Jerusalém. Revela a tradição que Ela viu a pintura com o MENINO JESUS aos braços e apreciou muito, abençoando o artista e o seu trabalho.

Quando Lucas completou o Ícone, é tradição que ele deu de presente ao seu amigo pessoal e patrono Teófilo, e viajou em companhia de São Paulo, no prosseguimento do trabalho de evangelização.  

Consta ainda de informações antigas, que em meados do século V, o Ícone da VIRGEM foi encontrado no Império Bizantino. Santa Pulquéria, que era Rainha e governava o país, ergueu um Santuário em honra da VIRGEM MARIA em Constantinopla, e segundo fontes fidedignas, aquele Ícone permaneceu lá por muitos anos, onde nossa MÃE SANTÍSSIMA era venerada por milhares de cristãos: reis, imperadores, homens, mulheres e crianças, ricos e pobres, e sobre todos derramava, uma quantidade incontável de graças, milagres e benefícios. Também neste período, se tem conhecimento de que já existia pelo menos uma copia do original, que se encontrava no salão imperial de audiências da Rainha em Constantinopla.

Por outro lado, desde longa data, a arte sempre foi influenciada pela religiosidade popular, e mais especificamente nos séculos XII e XIII, com muito fervor foi colocada em grande evidência a Natureza Humana de JESUS, sendo divulgados com frequência os sofrimentos da Paixão, o Drama do Calvário do SENHOR e as Dores de NOSSA SENHORA. Aqueles fatos tristes e terríveis centralizavam a devoção das pessoas, que pelo cultivo deles, revelavam a grandeza de seu piedoso amor e carinho a JESUS e a VIRGEM MARIA. Neste sentido, dois grandes Santos da época contribuíram exercendo uma forte influência com suas pregações, para que existisse de fato um acentuado exercício da devoção aos sofrimentos do SENHOR: foram São Bernardo de Claraval e São Francisco de Assis.

E esta ênfase foi sentida principalmente no Oriente, através da obra evangelizadora dos Padres Franciscanos. E desta realidade, resultou o aparecimento de uma manifestação artística denominada “Kardiotissa”, derivada da palavra grega (kardia ou kardio, que significa coração). Assim, a denominação artística “Kardiotissa” ou “Kariotissa” significava (revelar misericórdia e piedade, mostrar um sentimento de compaixão). Então, esta corrente de pintores colocava as imagens sacras de seus quadros, expressando algum tipo de dor e sofrimento em relação à Paixão do SENHOR.

Historicamente fomos encontrar informações fidedignas relacionadas à pintura de São Lucas, somente a partir desta época, e mais precisamente no ano 1207, num despacho do Papa Inocêncio III, em face da admirável quantidade de milagres que NOSSO SENHOR realizava, pela intercessão da sua MÃE, representada numa pintura em madeira, com o MENINO JESUS ao colo, que afirmavam ser a pintura de São Lucas. Sua Santidade o Papa declarou que “verdadeiramente a alma de MARIA parecia se encontrar na imagem, uma vez que era tão bonita e tão milagrosa”.

Segundo afirma a tradição, São Lucas era grego, da mesma maneira que os seus pais. Assim o estilo bizantino originário daquela região, estava por assim dizer, no seu sangue. Então, nos séculos XII, XIII e XIV, os pintores fizeram diversas cópias em madeira e tela, criando o Ícone de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO, procurando mesclar o estilo bizantino de Bizâncio, com aquela nova manifestação artística, buscando colocar expressões de sofrimento, dor e expectativa, nas faces da VIRGEM MARIA e do MENINO DEUS.

Importante, todavia, era que o poder da graça Divina continuava operando de maneira notável naqueles Ícones benzidos e consagrados, que se tornaram verdadeiros intercessores milagrosos. A VIRGEM MÃE DE DEUS continuou vivendo naquelas imagens, ajudando, socorrendo as necessidades das pessoas, protegendo, inspirando, e estimulando todos os seus filhos que buscavam a ternura de seu inefável afeto e tão querido amor.

Entretanto o Ícone original desapareceu misteriosamente. A tradição comenta que foi durante o cerco de Constantinopla.

A conquista da capital bizantina pelo Império Otomano, no dia 29 de Maio de 1453, causou o desaparecimento de diversas relíquias cristãs, de valor inestimável. Descreve a tradição que na véspera da queda da Cidade, durante o reboliço vivido pela multidão, cada pessoa se movimentava articulando alguma providência para escapar do cerco turco. À noite alguém se apossou do Ícone da VIRGEM e da Coroa Imperial, dos quais, nunca mais se teve qualquer notícia!

Este fato nos faz presente, que a passagem dos séculos não alterou e nem modificou o comportamento e a dedicação de MARIA em relação a humanidade, Ela continua demonstrado o mesmo carinho, a preciosa atenção e o perpétuo auxílio, através do Ícone pintado por São Lucas, assim como de todos os outros Ícones cópias e imagens, que visam, sobretudo, fazer com que Ela, a MÃE DE DEUS, seja mais conhecida e amada pelos seus filhos.

Assim o Ícone (“eikon”, palavra grega cuja tradução é imagem) de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO que normalmente conhecemos, é desse tipo: tradicional bizantino ligeiramente modificado pelo medieval estilo “Kardiotissa”. Nele observamos a VIRGEM MARIA segurando o MENINO JESUS aos braços, e ELE, com uma expressão de expectativa um pouco assustado, segurando fortemente com as duas pequenas mãos, o polegar direito de sua MÃE, e olhando na direção do Arcanjo Gabriel. O Arcanjo Gabriel está com a Cruz da Redenção e a esquerda da VIRGEM MARIA, está o Arcanjo São Miguel com os instrumentos da Paixão do SENHOR: a lança, o cravo de ferro, balde e a cana (vara de hissopo) com a esponja molhada no vinagre (conforme Jo 19, 29). Como uma criança assustada diante daqueles terríveis instrumentos de Sua Paixão, ELE deve ter se movimentado nos braços da MÃE e involuntariamente soltado de seu pé direito a sandália, que está dependurada. A face de NOSSA SENHORA é séria e triste, olhando em nossa direção, nos mostrando o seu pequenino e amoroso FILHO, e ao redor, os instrumentos da sua abominável flagelação e crucificação, suscitando nossa piedade e devoção, e nos convidando a lembrar sempre os motivos do sofrimento e das dores de JESUS para Redimir a Humanidade de todas as gerações.

CONTINUAÇÃO DA HISTÓRIA

A Ilha de Creta na Grécia era uma possessão veneziana (Monarquia de Veneza na Itália) desde 1204. Pela facilidade de transporte e comunicação com a Europa, era o centro dominador da produção e distribuição de mercadorias entre o Oriente e o Ocidente.

No século XV, por volta do ano 1498, havia um Ícone muito bonito de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO numa Igreja na Ilha de Creta, que desde algum tempo vinha atraindo frequentadores e causando emoção pelos milagres de DEUS que aconteciam em face das orações, preces e suplicas do povo à MÃE DE DEUS na presença intercessora daquela imagem. Inclusive pessoas com elevada posição social afirmavam que aquele Ícone era o original pintado por São Lucas.  Ele já estava naquela Igreja há algum tempo e era conhecido e venerado por todas as pessoas. Um dia, um comerciante local, com sérios problemas financeiros, com planos de viajar para a Itália, roubou a imagem e a levou consigo num navio.

Por causa das embarcações não serem suficientemente resistentes, o percurso marítimo era margeando a costa do continente. Entretanto, já distante de Creta, se formou uma grande tempestade, e os marinheiros apavorados imploraram a misericórdia de DEUS, pedindo a NOSSA SENHORA que intercedesse por eles para salvar a embarcação e suas vidas. Suas preces foram ouvidas e eles foram salvos do naufrágio, sem saberem que dentro da embarcação existia uma cópia ou o original, do Ícone da VIRGEM DO PERPÉTUO SOCORRO.

O grego raptor da Imagem desembarcou em Veneza, e trabalhou durante um ano na cidade, quando decidiu mudar para Roma. A imagem seguia com ele, muito bem protegida. Instalado na Cidade Eterna há mais de quatro anos, em face do excesso de trabalho, pegou uma séria enfermidade, que se agravou na sequência dos meses.

Entre as amizades que formou, tinha um amigo especial, também grego como ele, que lá residia há mais de dez anos e inclusive tinha esposa e uma filha.  O raptor sabendo que seu estado de saúde não era bom abriu o coração e narrou ao amigo, à audaciosa aventura de sua vida: “Alguns anos passados, eu roubei um quadro com uma bela imagem da MADONNA na Igreja de Creta! Não era para vender. Estava atravessando uma fase infeliz nos negócios e queria uma proteção pessoal, a fim de ter coragem para me aventurar e desbravar outros horizontes. Não sou um fervoroso religioso, mas só de olhar a imagem, sempre senti crescer uma poderosa força dentro de mim. Por isso, agora doente, no fim da vida, peço levá-la a uma Igreja, e, por favor, descreva este fato apresentando as minhas desculpas. Eu lhe imploro que a imagem seja colocada numa Igreja onde o povo possa visitá-la e honrá-la”.

Assim que ele faleceu, o amigo encontrou o quadro e o levou para sua casa, a fim de mostrá-lo a sua esposa e juntos, escolherem a Igreja, aonde deveriam conduzi-lo. Mas, ao ver a imagem, a esposa ficou admirada e naquele primeiro momento não quis levar o Ícone da VIRGEM para uma Igreja. Na verdade, o casal não era muito religioso, rezavam às vezes, mas nunca seguidamente, por que também nada conhecia da obra de JESUS e da incomensurável grandeza do Amor Divino.

Aquele quadro foi colocado na parede da sala de refeições, e numa posição tão estratégica, que ao passar diante dele, ou estando à mesa durante as refeições, involuntariamente o olhar descansava na beleza invulgar e profunda da MÃE DE DEUS. E assim, o casal adquiriu a delicadeza de olhar a imagem da VIRGEM, sempre que se assentava a mesa. Como primeira manifestação, o casal começou a se persignar diante da imagem antes das refeições. Depois se acostumaram a trocar algumas palavras diante da Imagem, como se a colocassem participando do assunto. E às vezes, em silêncio, deixavam o coração falar… No silêncio da voz o ouvido do coração se abria com mais nitidez a resposta do SENHOR. Outras vezes, confiantemente suplicavam a VIRGEM pedindo a Divina proteção no trabalho, para vencer as dificuldades do cotidiano, conservando-lhes a boa saúde para a continuidade da caminhada existencial.

Certo dia, oito meses após a morte do amigo, junto ao Ícone da VIRGEM, o casal conversava e trocava idéias, sobre a necessidade de ser cumprida a vontade do falecido, como condição primordial, para se conseguir uma necessária paz interior e também, a amizade de NOSSA SENHORA. Eles já estavam frequentando a Igreja com mais pontualidade e até faziam algumas orações. Por esse motivo, naquele momento, contritos e decididos diante da Imagem da VIRGEM, receberam uma “Luz”, que entenderam ser o desejo de NOSSA SENHORA, que o quadro fosse colocado numa Igreja situada entre a Basílica de Santa Maria Maggiore e a Basílica de São João de Latrão.

Naquele mesmo dia 27 de Março de 1499, a imagem foi levada para a Igreja de São Mateus Apóstolo, no Monte Esquilino, uma das sete colinas de Roma, que estava situada entre a Basílica de Santa Maria Maggiore e a Basílica de São João de Latrão. Foi colocada entre duas lindas colunas de mármore preto de Carrara, logo acima de um magnífico altar de mármore branco.

E se constituiu numa maravilha, durante três séculos, desde 1499 até 1798, a Igreja de São Mateus, foi uma das mais procuradas pelos peregrinos que visitavam Roma, porque queriam rezar diante da imagem milagrosa de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO.

Entretanto, em 1796/1797, o exército francês sob o comando de Napoleão Bonaparte invadiu os Estados Pontifícios. Roma ficou diante da terrível ameaça do inimigo, a tal ponto que o Papa Pio VI, foi forçado a assinar um Tratado de Paz, o Tratado de Tolentino, em 17 de Fevereiro de 1797.

Todavia, um ano após a assinatura do Tratado, o general francês Louis Alexandre Berthier marchou sobre Roma e proclamou a “República Romana Livre”. Ele mentiu, dizendo que não havia liberdade e que o povo estava escravizado. Mas na realidade, o pretexto da quebra do Tratado de Paz foi justamente o assassinato de um general da embaixada francesa em Roma, de nome Mathurin Léonard Duphot, num tumulto popular provocado por revolucionários franceses e italianos no dia 28 de Dezembro de 1797. E por esse motivo, pelo fato de ter mentido e ser muito autoritário, pouco depois, Berthier foi substituído pelo general francês André Masséna.

Em 03 de junho de 1798, o General André Masséna querendo espaço para instalações militares e administrativas na cidade, ordenou que trinta Igrejas fossem destruídas! Uma delas foi a Igreja do Apóstolo São Mateus, onde estava o Ícone da VIRGEM! Foram dias difíceis para os cristãos e as Ordens Religiosas. E como também o Mosteiro Agostiniano estava na relação e foi destruído, os Padres foram autorizados a retornar a Irlanda, a terra natal. Os monges se dividiram: alguns voltaram para a Irlanda, outros ficaram na Igreja Matriz de Santo Agostinho, em Roma e os demais, levaram o Ícone milagroso de NOSSA SENHORA e se mudaram para o Mosteiro de Santo Eusébio, que era pobre e antigo, necessitando de urgentes reparos e muita limpeza.

A imagem de NOSSA SENHORA ficou em Santo Eusébio durante 20 anos. O local foi tratado e ampliado, mas eram poucos monges que viviam ali e o povo quase não tinha acesso a imagem, e assim, também pelo fato de ser muito grande para eles, em 1819, o Papa Pio VII, pediu aos jesuítas para assumirem Santo Eusébio. O Santo Padre deu aos agostinianos a Igreja e o Mosteiro de Santa Maria, em Posterula, do outro lado da cidade, para onde os monges levaram a Imagem milagrosa da VIRGEM MARIA e a colocaram num lugar de honra na Capela do Mosteiro.

Entre os agostinianos estava Frei Agostinho Orsetti que era muito caprichoso e organizado, mantendo a sacristia e as imagens em Santa Maria, com o maior rigor de limpeza. Também treinava os coroinhas, ensinando-lhes o preparo e trabalho no Altar, durante a Santa Missa e primordialmente, o posicionamento correto e digno, nas celebrações e solenidades religiosas. Um dos coroinhas de nome Michael Marchi se tornou muito amigo do Frei Agostinho e sempre estavam conversando. O Frei sempre lhe dizia: “Michael, observe bem esta imagem. É um Ícone muito antigo. É a milagrosa VIRGEM MARIA que estava na Igreja do Apóstolo São Mateus, única imagem nesta cidade. Muitas pessoas vinham rezar diante dela e suplicar sua eficaz intercessão junto a DEUS. Lembre-se sempre do que estou lhe dizendo”.

Em 1854, a Ordem dos Redentoristas foi fundada por Santo Afonso de Ligório. Compraram uma área de terra no Monte Esquilino, no local chamado Villa Caserta, que por uma coincidência toda especial, a tal área também abrangia o local onde existiu a Igreja de São Mateus Apóstolo, onde o Ícone de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO foi louvado e honrado por muitos cristãos.

Em 1855, Michael Marchi desejando se tornar sacerdote entrou na Ordem Redentorista. Em 25 de março de 1857, fez os votos de pobreza, castidade e obediência e continuou os seus estudos, sendo ordenado sacerdote no dia 2 de outubro de 1859.

 Um dia, quando a Comunidade estava no recreio, um Padre mencionou que havia lido alguns livros antigos sobre uma Imagem milagrosa de NOSSA SENHORA, que tinha sido venerada na antiga Igreja de São Mateus Apóstolo. Padre Michael Marchi com alegria falou para todos: “Eu sei sobre o Ícone milagroso da VIRGEM MARIA. Seu nome é NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO e ele pode ser encontrado na Capela dos Padres Agostinianos, no Mosteiro de Santa Maria, em Posterula. Eu vi a imagem muitas vezes durante os anos de 1850 e 1851 quando ainda era um jovem estudante universitário e servi como coroinha, a Santa Missa em sua Capela”.

Em 7 de Fevereiro de 1863, Francis Blosi, um Padre jesuíta durante uma Santa Missa na Basílica de São João de Latrão, fez um sermão sobre a famosa imagem de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO. Ele descreveu a imagem da VIRGEM MARIA, e disse: “Espero que alguém na multidão de fiéis que me ouve, saiba onde a imagem está! Se assim for, por favor, diga a pessoa que mantém o Ícone da MÃE DE DEUS escondido por setenta anos, que a VIRGEM ordenou ser este quadro colocado numa Igreja entre as Basílicas de Santa Maria Maggiore e esta Basílica onde estamos, de São João de Latrão. Esperemos que a pessoa se arrependa de seu ato impensado e traga a Imagem para ser colocada no Monte Esquilino, a fim de que todos os fiéis novamente possam honrá-la.”

O sermão do Padre Blosi logo ficou conhecido dos Padres Redentoristas. Sabendo que sua Igreja estava localizada próximo ao local da antiga Igreja de São Mateus Apóstolo, apressaram-se em levar a notícia ao Padre Mauron, que era o Superior Geral dos Redentoristas. Padre Mauron ouviu a notícia e sentiu uma grande alegria, mas não teve pressa. Ele orou por quase três anos para conhecer a Santa Vontade de DEUS, nesta importante questão.

Em 11 de dezembro de 1865, o Padre Mauron e o Padre Michael Marchi, pediram uma audiência ao Papa Pio IX. Ansiosamente, os dois padres, descreveram ao Papa, a história detalhada da imagem de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO. Eles relembraram inclusive, que a VIRGEM MARIA manifestou o desejo de que a Imagem fosse colocada numa igreja entre as Basílicas de Santa Maria Maggiore e São João de Latrão. Depois de ouvir toda a história, o Papa perguntou-lhes se tinham colocado aquela solicitação por escrito. Padre Mauron entregou a Sua Santidade, um documento que o Padre Marchi tinha escrito e assinado sob juramento.

Sensibilizado com aquela narrativa e tendo o Santo Padre o Papa Pio IX, um grande amor à VIRGEM MARIA, imediatamente pegou a folha de papel onde o Padre Marchi tinha escrito o seu testemunho, e de próprio punho, escreveu uma mensagem no verso do documento:

11 de Dezembro de 1865:

O Cardeal Prefeito vai convocar o Superior da pequena comunidade de Santa Maria, em Posterula e lhe dirá que é nossa vontade que a Imagem de MARIA SANTÍSSIMA, que esta petição trata, seja devolvida a Igreja situada entre São João de Latrão e Santa Maria Maggiore. Todavia, o Superior da Congregação do Santíssimo Redentor está obrigado a substituí-la por outra imagem adequada.

(assinado) O Papa Pio IX

O Papa falou e como é lógico, o caso foi encerrado. A MÃE DO PERPÉTUO SOCORRO, logo estaria em casa, depois de quase 75 anos distante. Na madrugada do dia 19 de Janeiro de 1866, Padre Michael Marchi e Padre Ernesto Bresciani atravessou a cidade de Roma, indo até Santa Maria, em Posterula, para obter a imagem sagrada.

Os agostinianos estavam tristes por ver a sua amada MADONNA partir, mas eles se regozijaram que NOSSA SENHORA voltasse a ser homenageada no lugar onde Ela desejava. Os monges agostinianos quiseram uma cópia exata da imagem original, e isso lhes foi dado pouco tempo depois, conforme a decisão do Santo Padre, o Papa.

Os Redentoristas de Santo Afonso esperaram alegremente pela chegada de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO e sentiram uma grande felicidade sabendo que Ela ia permanecer definitivamente na sua Igreja. Mas, embora as cores do Ícone ainda estivessem brilhantes, havia muitos buracos de pregos na parte posterior do quadro. Um talentoso artista polonês, que viveu em Roma, foi convidado e restaurou a imagem, cujo trabalho terminou no princípio do mês de Abril.

Dia 26 de abril de 1866, Festa de NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO, uma grande procissão partiu do Mosteiro de Santo Afonso. Durante a procissão muitos acontecimentos milagrosos foram relatados. Uma pobre mãe vendo que a procissão se aproximava, pegou o seu filho de quatro anos de idade, que estava quase morto na cama, com uma doença no cérebro, com febre constante nas últimas três semanas, segurou firme a criança e levou-a até a janela. Quando a Imagem de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO passou ela gritou: “Ó boa Mãe, quer curar o meu filho ou quer levá-lo consigo para o Paraíso?” Dentro de poucos dias o menino ficou totalmente curado. Ele foi com sua mãe a Igreja de Santo Afonso para acender uma vela de ação de graças no Santuário de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO.

Em outra casa uma menina de oito anos, estava aleijada e desamparada, desde a idade de quatro anos. Quando a procissão se aproximava e a Imagem milagrosa de NOSSA SENHORA chegou perto, a mãe da criança ofereceu sua filhinha à SANTÍSSIMA VIRGEM. De repente, a criança sentiu uma grande mudança, e recuperou parcialmente o movimento de seus braços e das pernas. Ao ver isto, a mãe ficou muito confiante de que NOSSA SENHORA ia de fato ajudar a menina. No dia seguinte, logo pela manhã, levou a criança a Igreja de Santo Afonso e colocou-a diante da imagem milagrosa de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO. Olhando para a Imagem, rezou: “Agora, ó minha Mãe MARIA, termine o trabalho que a Senhora começou.” Ela mal tinha acabado de dizer as palavras e de repente à menina se levantou sobre seus pés, totalmente curada!

Na Igreja de Santo Afonso o Ícone da VIRGEM foi colocado no Altar mor. A Igreja estava toda decorada e o Altar feericamente iluminado com grande quantidade de velas. Terminada a procissão, foi celebrada uma solene Santa Missa de ação de graças e, em seguida, o senhor Bispo concedeu a bênção com o Santíssimo Sacramento.

No dia 05 de maio de 1866, o Papa fez uma visita pessoal ao Santuário para conhecer e rezar diante do Ícone da VIRGEM MÃE.

Anos após, um novo Altar de mármore em estilo gótico foi construído possuindo no centro superior uma magnífica decoração brilhante, com guarnição em ouro. Quando tudo estava terminado, o Ícone da VIRGEM MARIA foi carinhosamente colocado naquele lugar, onde se encontra até hoje. A primeira Santa Missa celebrada no novo Altar do Santuário foi no dia 19 março de 1871, Festa de SÃO JOSÉ.


 

Por Apostolado Sagrados Coracões – Angelfire

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A fé católica.


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Os Apóstolos Pedro e Paulo e a Propagação da Igreja

O Apóstolo São Pedro

Sabe-se que São Pedro foi por Jesus constituído fundamento visível da Igreja (cf. Mt 16,16-19; Jo 21,15-17). Os Atos dos Apóstolos mostram como este Apóstolo tomava a dianteira logo nos primeiros tempos da Igreja: no dia de Pentecostes (At 2,14-40), no pórtico de Salomão (At 3,12-26), diante do tribunal judeu (At 4,8-12), no caso de Ananias e Safira (At 5,1-11), ao receber o primeiro pagão, Cornélio, na Igreja (At 10,1-48), ao pregar na Samaria (At 9,32-43). No ano de 42, é aprisionado em Jerusalém e, uma vez solto, “retira-se para outro lugar” (At 12,17). Para onde terá ido? – Uma tradição em voga do século IV em diante refere que Pedro morou 25 anos em Roma, ou seja, de 42 a 67.

Quem a aceita, dirá que Pedro passou logo de Jerusalém para Roma. Acontece, porém, que Pedro é tido como fundador da sé episcopal de Antioquia na Síria; é certo que esteve presente ao concílio de Jerusalém em 49 (cf. At 15,7-11); pouco depois estava em Antioquia (cf. Gl 2,11-14). Estes dados levam a dizer que, se Pedro passou para Roma em 42, não permaneceu ininterruptamente nesta cidade.

É certo, porém, que S. Pedro pregou em Roma, exercendo a plenitude dos poderes apostólicos, e ali sofreu o martírio, provavelmente crucificado de cabeça para baixo no ano de 67. Esta tese está bem documentada pela tradição, como se depreende dos seguintes testemunhos:

Em 1Pd 5,13, o autor (S. Pedro) fala em nome dos cristãos da Babilônia, onde reside. Ora Babilônia é a Roma pagã do séc. I d.C. (cf.Ap 18,2)

S. Clemente de Roma, por volta de 96, em sua carta aos Coríntios, refere-se a Pedro e Paulo, que lutaram até a morte e deram testemunho diante dos poderosos; supõe que ambos tenham morrido em Roma (cf. cc. 5-6).

S. Inácio de Antioquia (? 107) escreve aos romanos nestes termos: “Eu não vos ordeno como Pedro e Paulo”. Visto que não existe carta de Pedro aos romanos, admite-se o relacionamento oral de Pedro com a comunidade.

Clemente de Alexandria (? 215) narra que S. Marcos, intérprete de Pedro, redigiu por escrito a pregação de Pedro a pedido de seus ouvintes romanos (cf. Eusébio, História Eclesiástica II 15; VI 14).

S. Irineu de Lião, por volta de 180-190, atribui a fundação da comunidade de Roma aos apóstolos Pedro e Paulo e apresenta um catálogo dos bispos de Roma desde Pedro até sua época (Contra as heresias  II 3,2-3). Em consequência, afirma que, para guardar a autêntica tradição apostólica, é preciso concordar com a doutrina da Igreja de Roma.

O presbítero romano Gaio, por cerca de 200, atesta que, ainda nos seus tempos, se podiam mostrar em Roma os troféus (tropaia), isto é, os túmulos dos dois Apóstolos: o de Pedro na colina do Vaticano, e o de Paulo na via Ostiense (Eusébio, II 25)

As escavações realizadas debaixo da basílica de S. Pedro confirmaram, em nosso século, tal tradição. Com efeito: verificou-se que a basílica foi construída pelo imperador Constantino em 324 por cima de um cemitério e sobre um terreno que corria em declínio de 11m de altura de Norte a Sul; isto exigiu a colocação de uma laje  sustentada por pilastras de 5m, 7m e 9m de altura, a fim se estabelecerem sobre tal laje os fundamentos do edifício, Ora uma construção em tais condições só pode ser explicada pelo fato de que Constantino e os cristãos tinham a certeza de estar construindo sobre o túmulo de São Pedro. Ademais os arqueólogos encontraram na camada mais profunda das escavações ossos de quase metade de um indivíduo só, robusto, de uns 60-70 anos de idade, muito mais provavelmente homem do que mulher; inscrições em grafito postas nas proximidades rezavam: “Pedro está aqui” ou “Salve, Apóstolo” ou “Cristo Pedro”.

 

Em 258 o Imperador Valeriano, perseguindo os cristãos, proibiu que estes se reunissem nos seus cemitérios dentro da cidade de Roma para celebrar a memória dos mártires. Em consequência, os cristãos levaram as relíquias de São Pedro para as catacumbas de São Sebastião na Via Ápia, e, uma vez passada a era das perseguições, as trouxeram de volta ao Vaticano.

O Apóstolo São Paulo

A São Paulo tocou um papel de importância enorme na história do Cristianismo nascente.

Judeu da Diáspora ou de Tarso (Cilícia), recebeu a cultura helênica vigente na sua pátria; aos 15 anos de idade foi enviado para Jerusalém, onde foi iniciado por Gamaliel nas Sagradas Escrituras e nas tradições rabínicas. Era autêntico fariseu, quando Cristo o chamou a trabalhar em prol de Evangelho por volta de ano 33 (cf. At 9, 19).

Realizou três grandes viagens missionárias em terras pagãs, fundando várias comunidades cristãs na Ásia Menor e na Grécia. São Paulo não impunha aos pagãos nem a circuncisão nem as obrigações da Lei de Moisés, mas concedia-lhes logo o Batismo depois de evangelizados. Ora isto causou sérias apreensões a uma facção de judeo-cristãos chamados “judaizantes”; queriam que os gentios abraçassem a Lei de Moisés e o Evangelho, como se este não bastasse. Levantaram, pois, certa celeuma contra Paulo.

A fim de resolver a questão, os Apóstolos que estavam em Jerusalém, se reuniram com Paulo e alguns discípulos no ano de 49, como refere S. Lucas em At 15: a assembleia houve por bem não impor aos gentios a Lei de Moisés, mas pediu que em Antioquia, na Síria e na Cilícia os étnico-cristãos1 observassem quatro cláusulas destinadas a garantir a paz das respectivas comunidades (que contavam numerosos judeo-cristãos): abster-se de carnes imoladas aos ídolos (idolotitos), de sangue, de carnes sufocadas (cujo sangue não tivesse sido eliminado) e de uniões ilegítimas. Essas cláusulas tinham caráter provisório, e visavam a não ferir a consciência dos judeo-cristãos2, que tinham horror aos ídolos, ao consumo de sangue e à fornicação.

Estava assim teoricamente resolvida a problemática levantada pelos judaizantes; na prática, porém, estes não se tranquilizaram e procuraram destruir a obra apostólica de S. Paulo, caluniando-o como impostor e oportunista; Paulo, diziam, queria facilitar o acesso dos pagãos ao Cristianismo para ganhar a simpatia dos mesmos, já que não tinha a autoridade dos outros Apóstolos; não acompanhara o Senhor Jesus, mas era discípulo dos Apóstolos; alegavam também que, se Paulo queria viver do trabalho de suas mãos e não da obra de evangelização (cf. 1Cor 9,15-18; 1Ts 2,9), ele o fazia por saber que não era Apóstolo como os demais e não tinha o direito de ser sustentado pelas comunidades dos fiéis. São Paulo sofreu horrivelmente por causa dessas falsas acusações (cf. 2Cor 11,21-32), mas não se abateu, pregando intrepidamente a liberdade dos cristãos frente à Lei de Moisés. E por que tanto insistiu nisto?

Eis a resposta paulina: Deus chamou Abraão gratuitamente ou sem méritos de Abraão, e prometeu-lhe a bênção do Messias; Abraão acreditou nesta Palavra do Senhor, e tornou-se justo ou amigo de Deus por causa da sua fé; é certo, porém, que esta fé não foi inerte, mas traduziu-se em obediência incondicional a todas as ordens do Senhor.

Ora o modelo de Abraão é válido para todos os homens, anteriores e posteriores a Cristo; ninguém é justificado ou feito amigo de Deus porque o mereça, mas porque Deus tem a iniciativa de perdoar os pecados de sua criatura; esta acredita no perdão de Deus e exprime sua fé em obras boas. – Sobre este pano de fundo a Lei de Moisés foi dada ao povo de Israel a título provisório e pedagógico: ela propunha preceitos santos, que o israelita não conseguia cumprir, vítima da desordem de pecado existente dentro de todo homem; assim a Lei tinha o papel de mostrar à criatura que ela por si só é incapaz de praticar o bem e de fazer obras meritórias; ela precisa da graça de Deus,… graça que o Messias devia trazer; desta maneira (dura e paradoxal) a Lei preparava Israel para receber o Salvador: aguçava a consciência do pecado, tirava qualquer ilusão de auto-suficiência e provocava o desejo do dom gratuito de Deus prometido a Abraão.

A intuição desta verdade ou do grande desígnio de Deus na história da salvação se deve ao gênio de São Paulo, que assim evitou que o Cristianismo se tornasse uma seita judaica, filiada à Lei de Moisés, e preservou a autenticidade cristã: a Lei de Moisés era um elemento meramente provisório e preparatório para Cristo.

Quanto ao fato de não querer viver do seu trabalho de evangelização, e de trabalhar com as mãos para ganhar seu pão, São Paulo o justificava, dizendo que evangelizar para ele não era meritório (como era meritório para os demais Apóstolos); Cristo o tinha de tal modo cativado que ele não podia deixar de pregar a Boa-Nova (“ai de mim, se eu não evangelizar!”, 1Cor 9,16); por isto devia fazer algo mais para oferecer ao Senhor Deus. – Ademais São Paulo fazia questão de dizer que não era discípulo dos Apóstolos, mas fora instruído e instituído diretamente por Deus (cf. Gl 1,1).

A expansão do Cristianismo nascente

Sem demora, a pregação do Evangelho ultrapassou os limites do país de Israel e entrou em território pagão.

Em Antioquia, capital da Síria, fundou-se uma comunidade muito próspera, que se tornou um centro de irradiação missionária para o mundo helenista. Foi lá que pela primeira vez os Galileus (At 1,11) ou Nazarenos (At 24,5) receberam o nome de cristãos (em grego, christianoi); cf. At 11,26.

Em Roma o Cristianismo deve ter-se originado por obra de judeus residentes naquela cidade que haviam peregrinado a Jerusalém por ocasião do primeiro Pentecostes cristão (cf. At 2,10); tendo abraçado a fé naquele dia, regressaram a Roma e lá transmitiram a Boa-Nova aos seus compatriotas da Diáspora. S. Pedro e S. Paulo devem ter encontrado a comunidade já estruturada quando chegaram a Roma. Tácito refere que Nero em 64 mandou executar uma multitudo ingens (enorme multidão) de cristãos.

O surto do Cristianismo na Gália é narrado através de histórias pouco seguras: os irmãos Lázaro, Marta e Maria terão ido para a Provença, e Lázaro haverá sido bispo de Marselha (cf. Lc 10, 38-42); Dionísio, convertido por S. Paulo no Areópago de Atenas (cf. At 17,34), terá sido o primeiro bispo de Paris… É certo, porém, que no século II havia comunidades  florescentes na Gália, fato testemunhado por S. Irineu, bispo de Lião (? 202).

Na Espanha é possível que tenha estado São Paulo, consoante o desejo alimentado pelo Apóstolo (cf. Rm 15,28). A notícia de que São Tiago Maior chegou à Espanha é pouco fidedigna, pois tal Apóstolo morreu no ano de 42 em Jerusalém (cf. At 12,3); só no século VII se encontram os primeiros testemunhos desta notícia.

Na Britânia (ou Inglaterra de hoje) supõe-se que o Cristianismo tenha penetrado por efeito do zelo missionário de cristãos da Ásia Menor. Tertuliano (? 222) falava da Britânia, que tinha “partes não penetradas pelos romanos, mas sujeitas a Cristo” (Adversus Judaeos 7).

Na Alemanha sabe-se que o Evangelho já tinha seguidores no séc.II, conforme S. Irineu (Adversus haereses I 10,2), mas não se pode dizer como se originou o Cristianismo naquele território.

A África norte-ocidental deve ter sido evangelizada por cristãos de Roma, visto que era grande o intercâmbio entre um continente e outro. No século III, Tertuliano podia dizer retoricamente que os cristãos constituíam a maioria das populações das cidades da região. Numerosas sedes episcopais (90) aí foram fundadas.

Quanto ao Egito, diz-se que São Marcos deu origem à sede episcopal de Alexandria – o que é duvidoso. É certo, porém, que toda a região foi rica em dioceses e colônias de monges nos séculos III/V.

Na Palestina a evangelização foi muito dificultada pelos judeus até 70. Neste ano os romanos venceram os israelitas rebeldes e os expulsaram da sua pátria. Em 130, o Imperador Adriano mandou reconstruir a cidade de Jerusalém arrasada em 70, dando-lhe o nome pagão de Aelia Capitolina, e dedicando o respectivo templo a Júpiter. O Calvário foi recoberto por um templo dedicado a Afrodite. Somente a partir do século III a comunidade étnico-cristã de Jerusalém começou a ter certa importância.

Na Índia, dizem escritos apócrifos que o Apóstolo São Tomé pregou o Evangelho, chegando até a costa de Malabar na parte sul-ocidental daquele país. Terá morrido como mártir sob o rei Misdai. Assim terão tido origem os cristãos de S. Tomé até hoje existentes. -Esta tradição não é inverosímil, pois havia intercâmbio comercial entre a Síria e a Índia. Todavia os melhores historiadores se mostram reservados. O Cristianismo talvez só tenha chegado à Índia no século III pela ação de viajantes persas e armenos.

Por Professor Felipe Aquino – Editora Cléofas


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Quem é o autor do Apocalipse?

O João do último livro da Bíblia é o mesmo que o do Evangelho e das cartas?

Uma resposta surpreendentemente esclarecedora

Pergunta Na Bíblia, além do Evangelho de João, encontramos 3 cartas escritas por São João Apóstolo e o último livro, que é o Apocalipse, ou seja, a visão que João teve sobre os que um dia serão “novos céus e novas terras”. Minha pergunta é: todos estes são escritos do apóstolo São João em pessoa? Resposta Na origem do Evangelho de João encontra-se o “discípulo amado”: isso é o que sabemos pela tradição da Igreja antiga, que identifica o discípulo amado convertido em testemunha (João 21, 24) com João, filho de Zebedeu. Esta tradição nunca foi discutida seriamente antes do começo do século XIX. A análise literária dos textos levou os especialistas a pensarem que os escritos de João poderiam ter sido realizados por vários autores. Mas isso não significa que o testemunho do apóstolo João não seja a fonte original de todos eles. É preciso compreender que o conceito de “autor” na Bíblia não se refere tanto ao escritor material dos livros, e sim ao autor no sentido amplo, ou seja, aquele que inspirou e cuja experiência e/ou ensinamento é a base desse texto. Apocalisse Giovanni Lettere VangeloApesar das diversas teorias, podemos dizer, contudo, que, ainda que o autor material seja diferente, a base do Evangelho de João continua sendo o filho de Zebedeu e seu cuidado particular em anunciar a memória de Jesus, bem como o esforço por penetrar no mistério da sua pessoa e da sua vida terrena. A data da redação do Evangelho de João é calculada entre os anos 85-95 d.C., quando o judaísmo excluiu os discípulos de Jesus da sinagoga (o Templo de Jerusalém havia sido construído quase 20 anos antes), e o começo do século II. A descoberta do célebre Papiro 52, encontrado no Egito e datado de 125 d.C., já fala da existência desse Evangelho. O mesmo acontece com relação às Cartas: aceita-se hoje que elas foram escritas por um representante autorizado da “tradição joânica”: o autor se identifica nelas com o nome de “presbítero”. Ainda que a tradição antiga seja unânime ao atribuí-la ao apóstolo João, o bispo Papias de Gerápolis (70-130) fala de um “presbítero João, discípulo do Senhor”. Justamente sobre o Apocalipse, a questão se torna muito complexa. O autor tem uma importante familiaridade com toda a tradição judaica, um conhecimento tão vasto e profundo das Escrituras, que inclusive supera o próprio apóstolo Paulo: no livro são contadas mais de 800 passagens do Antigo Testamento, tomadas diretamente do texto judaico, contra cerca de 200 utilizadas por Paulo, quem costumava utilizar a tradição grega. Finalmente, é preciso acrescentar que, dada a natureza do escrito – um livro de revelação (é este o significado de “apocalipse”) – em tempos de perseguição declarada (como a ocorrida durante o reinado de Domiciano, 81-96) se caracteriza pelo anonimato do autor, quem, de qualquer maneira, remete à autoridade do próprio apóstolo.

Fonte: ALETEIA

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – a fé católica.


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O uso dos sacramentais na luta contra o mal

O Catecismo da Igreja diz que “Chamamos de sacramentais os sinais sagrados instituídos pela Igreja, cujo objetivo é preparar os homens para receber o fruto dos sacramentos e santificar as diferentes circunstâncias da vida” (n.1677). Entre os sacramentais, figuram em primeiro lugar as bênçãos (de pessoas, da mesa, de objetos e lugares). Toda bênção é louvor Deus e pedido para obter seus dons. (n.1672)

sacramento1Os sacramentos produzem seu efeito “ex opere operato”, quer dizer, “pela obra realizada”, é ação direta de Deus; sua validade e eficácia não dependem da santidade do ministro ou do fiel; já  a eficácia dos sacramentais (“ex opere operantes”), “pela ação daquele que opera”, depende da disposição dos que os recebem. Assim, para que haja frutos das graças dos sacramentais, é necessário boa disposição ao recebê-los. É necessário estar na graça de Deus para receber as graças atuais dos sacramentais com maior eficácia.

Entre os sacramentais, estão as bênçãos de modo geral. Vale destacar as bênçãos que dão o Papa, os Bispos e os sacerdotes; os exorcismos; a bênção de reis, abades ou virgens e, em geral, todas as bênçãos sobre coisas santas.

Além das bênçãos temos algumas orações, como as Ladainhas de modo geral (Nossa Senhora, Sangue de Cristo, Espírito Santo, São José, São Miguel, etc.). A água benta; usada em certas unções que se usam em  alguns sacramentos. O pão bento ou outros alimentos santificados pela bênção de um sacerdote ou diácono. As imagens e medalhas sagradas abençoadas, etc.

Os efeitos que produzem os sacramentais recebidos com as disposições necessárias são muitos. Obtêm graças atuais, pela intervenção da Igreja. Perdoam os pecados veniais. Podem perdoar toda pena temporal, devida, pelas indulgências ligadas ao uso dos sacramentais. Obtêm-nos graças para a nossa vida terrena, como a saúde corporal, defesa contra as tempestades, uma viagem bem-sucedida, etc. Além disso nos livram das tentações do demônio ou nos dão forças para vencê-las.

O Concílio Vaticano II disse que “não há uso honesto das coisas materiais que não possa ser dirigido à santificação dos homens e o louvor a Deus.”( Const. Sacrosanctum Concilium, 61).

Tendo em vista os seus efeitos, os sacramentais nos protegem contra a ação do demônio. Especialmente o crucifixo, a água benta, as medalhas, imagens e quadros de Nossa Senhora, dos Anjos e dos Santos, o escapulário de Nossa Senhora do Carmo, o Agnus Dei, etc., nos protegem contra a ação  do Mal quando os usamos e veneramos com fé e devoção. É claro que não podemos fazer um uso supersticioso desses objetos; como se agissem por si mesmos sem a nossa disposição de fé.

De modo especial a Igreja emprega o uso do Rito do exorcismo para expulsar o demônio de alguém que tenha sido possuído por ele.

“Quando a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a influência do maligno e subtraído a seu domínio, fala-se de exorcismo” (Cat. n. 1674).

No Batismo é realizado o exorcismo na forma simples. “O exorcismo solene, chamado “grande exorcismo”, só pode ser praticado por um sacerdote, com a permissão do bispo. Nele é necessário proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo visa expulsar os demônios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja”. (n. 1674)

Prof. Felipe Aquino – Editora Cléofas


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