Santíssima Trindade segundo São João da Cruz

Santíssima Trindade segundo São João da Cruz

santc3adssima-trindade-21São João da Cruz é poeta, capta a função da beleza das palavras. É poeta místico, centrado na união da alma com o seu Amado. Deus no homem e o homem em Deus. Simples união em que a alma “fica transformada em Deus por amor” (2 livro da Subida do Monte Carmelo 5,3).

Deus não se pode ser compreendido racionalmente. Por isso os místicos são aqueles que falam do mistério da Trindade com mais propriedade, pois fazem profunda experiência de Deus. Escreve Unamuno que, “os místicos raras vezes dão idéias sobre seu Senhor, porque não é simplesmente pensam sobre Deus, as porque vivem n’ Ele. Vivem em Deus, o que é mais pensá-lo, senti-lo ou querê-lo. A oração deles não é algo que se destaca e se separa dos outros atos da vida, nem precisam recolher-se para faze-la porque a vida deles é oração. Oram vivendo” .

O distintivo da mística está no amor a Deus, com tudo o que a palavra amor implica. Por isso, a Igreja, como construtora da civilização do amor, deve ser formada por ” místicos” , ou seja, é uma ” comunidade que está composta por homens reunidos em Cristo e são dirigidos pelo Espírito Santo em sua peregrinação rumo à casa do Pai” (Gaudium et Spes 1).

O Concílio Vaticano II, fundamenta a Igreja na família trinitária do Pai, Filho e Espírito Santo. A Igreja não é mera instituição humana. É comunidade de amor de Deus com os homens e dos homens com Deus.

São João da Cruz, canta na estrofe da chama viva de Amor: ” oh! Catutério suave! oh! Regalada chaga! Mão branda! oh! Toque delicado…”

A queimadura suave de amor produz “a chaga de amor suave e assim, será regalada suavemente” . O próprio Doutor Místico declarará: “Nestes versos dão a entender à alma, como a três pessoas da Santíssima Trindade, são os que fazem esta divina obra de união. O cautério (fogo) é o Espírito Santo, a mão é o que o Pai, é o toque delicado com que me tocaste e me chagaste na força de teu mistério” (2 livro da Chama viva de amor, 16).

No livro “Cântico Espiritual”, São João da Cruz afirma que ” o Verbo Filho de Deus, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, essencial e presencialmente escondido no íntimo ser da alma. Para achá-lo deve, portanto, sair de todas as coisas segundo a inclinação e a vontade e entrar em sumo recolhimento dentro de si mesma” (Cântico Espiritual 1,6).

A Trindade é o modelo ou protótipo de toda a criação. Em tudo encontramos a marca da presença trinitária. O Pai criador de todas as coisas e mantém a essência e existência de todo o criado. O Verbo, Filho de Deus, modelo do homem novo, novo Adão, o Unigênito de nova humanidade, espiritualmente recriada, ressuscitada. O Espírito Santo é o Artífice do Reino, o Santificador, o fogo que ilumina, aquece e transforma tudo segundo o Eterno desígnio do Pai.

Há três espécies da presença de Deus na alma, segundo São João da Cruz, ou seja, “a primeira (presença natural) é por essência: desta maneira Ele está presente não só nas almas boas e santas, mas também nas más e pecadoras, assim como e todas as criaturas.

A Segunda (presença espiritual) é pela graça, em que Deus habita na lama, satisfeito e contente com ela; nem toda gozam desta espécie de presença, pois as que estão em pecado mortal perdem-na; e a alma não pode saber naturalmente se a possui.

A Terceira (presença afetiva) é por afeição espiritual, e em muitas almas piedosas, costuma Deus conceder algumas manifestações espirituais de sua presença por diversos meios, a fim de proporcionar-lhes consolação, deleite e alegria.

Essas presenças são também, como todas as outras, encobertas; nelas Deus não se mostra tal qual é…” (Cântico 11,3).

Podemos, analogicamente, atribuir ao Pai a presença natural, ao Filho a presença espiritual, sobretudo, através do seu Corpo místico que é a Igreja, sacramento de salvação e ao Espírito santo a presença afetiva, que nos faz saborear interiormente a ação de Deus.

Podemos vislumbrar as conseqüências destas modalidades de presença de Deus na vida da Igreja, por exemplo, na liturgia, nas atividades pastorais, na reflexão teológica, na família, nas relações sociais, além, obviamente, de percebê-la na nossa vida pessoal.

Que os escritos de São João da Cruz nos ajudem a entrar ciranda da trindade Santa e cantar eternamente a formosura do nosso Deus sumamente amado.

Fonte www.comshalom.org


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Ladrões arrombam os cofres da Igreja Matriz d’Ajuda

 Ladrões arrombam os cofres da Igreja Matriz d’Ajuda em Três Pontas-MG . A Paróquia de Três Pontas faz parte da Diocese da Campanha e se prepara para Beatificação do Servo de Deus Padre Vitor, cujo o túmulo está situado dentro da Matriz assaltado vejam a reportagem abaixo.

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 Todo o dinheiro de doações do Dízimo e do túmulo de Padre Victor foi levado

A cada dia que passa, os acontecimentos e crimes que vão sendo registrados demonstram que nada mais escapa da mira dos bandidos.

A Polícia Militar foi chamada durante a madrugada deste domingo (31), na Igreja Matriz Nossa Senhora D’Ajuda depois que criminosos arrombaram cinco cofres do templo.

A suspeita é que os bandidos tenham se escondido dentro dos sanitários que ficam dentro da Sacristia, aproveitando que o movimento foi até mais tarde por conta de um casamento celebrado após a missa das 19 horas. Depois que a igreja foi fechada, a porta que dá acesso a Sacristia foi arrombada e tiveram acesso a Igreja. Em seguida, três dos quatro cofres de madeira, onde são depositados os envelopes do Dízimo foram arrombados. Além deles, os dois fixos que ficam no túmulo do Venerável Padre Victor tiveram os cadeados arrebentados. A fuga foi pela porta lateral que fica ao lado do túmulo onde estão os restos mortais do religioso. Duas portas estavam abertas, a de acesso aos banheiros e esta por onde provavelmente eles saíram. A tentativa de sair de frente ao cruzamento das ruas Barão do Rio Branco e Coronel Domingos Monteiro de Rezende pode ter sido frustrada já que várias pessoas ficam aglomeradas neste local.

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Um detalhe chama a atenção e demonstra que o crime pode ter sido planejado. Um crucifixo grande que é usado no altar e um vaso de flor, foram colocados para escorar a porta por onde entram os padres e os funcionários. Assim, se alguém chegasse, eles ouviriam o barulho.

A Igreja não sabe informar a quantidade de dinheiro que foi levada.

A Perícia da Polícia Civil não compareceu ao local. A Polícia Militar faz rastreamento a fim de identificar e prender os bandidos. Não há suspeitos.

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Cofre de madeira onde são depositados os envelopes do Dízimo
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Crucifixo e um vaso de planta foram colocados na porta por onde entram padres e funcionários
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Crucifixo e um vaso de planta foram colocados na porta por onde entram padres e funcionários

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A profecia de Ratzinger – COMO SERÁ A IGREJA DO FUTURO?

“A mim parece seguro que à Igreja a aguardam tempos muito difíceis. A sua verdadeira crise apenas começou.”

O futuro da Igreja pode vir e virá também hoje só da força daqueles que têm raízes profundas e vivem da plenitude pura da sua fé. O futuro não virá daqueles que só dão receitas. Não virá daqueles que só se adaptam ao instante atual. Não virá daqueles que só criticam os demais e se tomam a si mesmos como medida infalível. Tampouco virá daqueles que escolhem só o caminho mais cômodo, daqueles que evitam a paixão da fé e declaram falso e superado, tirania e legalismo, tudo o que é exigente para o ser humano, o que lhe causa dor e o obriga a renunciar a si mesmo.

Digamos de forma positiva: o futuro da Igreja, também nesta ocasião, como sempre, ficará marcado de novo com o selo dos santos. E, portanto, por seres humanos que percebem mais que as frases que são precisamente modernas. Por aqueles que podem ver mais que os outros, porque a sua vida abarca espaços mais amplos. A gratuitidade que liberta as pessoas alcança-se só na paciência das pequenas renúncias cotidianas a si mesmo. […]

Que significa isso para a nossa pergunta? Significa que as grandes palavras daqueles que nos profetizam uma Igreja sem Deus e sem fé são palavras vãs. Não necessitamos de uma Igreja que celebre o culto da ação em «orações» políticas. É completamente supérflua e por isso desaparecerá por si mesma.

Permanecerá a Igreja de Jesus Cristo, a Igreja que crê no Deus que se fez ser humano e que nos promete a vida mais além da morte. Da mesma maneira, o sacerdote que só seja um funcionário social pode ser substituído por psicoterapeutas e outros especialistas. Mas continuará sendo ainda necessário o sacerdote que não é especialista, que não fica à margem quando aconselha no exercício do seu ministério, mas sim que em nome de Deus se põe à disposição dos demais e se entrega a eles nas suas tristezas, suas alegrias, sua esperança e sua angústia.

“O futuro da Igreja, também nesta ocasião, como sempre, ficará marcado de novo com o selo dos santos”

Demos um passo mais. Também nesta ocasião, da crise de hoje surgirá amanhã uma Igreja que terá perdido muito. Se fará pequena, terá de começar tudo desde o princípio. Já não poderá encher muitos dos edifícios construídos numa conjuntura mais favorável. Perderá adeptos e com eles muitos dos seus privilégios na sociedade. Apresentar-se-á, de um modo muito mais intenso que até agora, como a comunidade da livre vontade, a que só se pode aceder por meio de uma decisão.

Como pequena comunidade, reclamará com muita mais força a iniciativa de cada um dos seus membros. Certamente, conhecerá também novas formas ministeriais e ordenará sacerdotes cristãos provados que continuem exercendo a sua profissão: em muitas comunidades menores e em grupos sociais homogêneos a pastoral exercer-se-á normalmente desse modo.

Junto a essas formas continuará sendo indispensável o sacerdote dedicado por inteiro ao exercício do ministério como até agora. Mas nessas mudanças que se podem supor, a Igreja encontrará de novo e com toda a determinação o que é essencial para ela, o que sempre foi o seu centro: a fé no Deus trinitário, em Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, a ajuda do Espírito que durará até o fim. A Igreja reconhecerá de novo na fé e na oração o seu verdadeiro centro e experimentará novamente os sacramentos como celebração e não como um problema de estrutura litúrgica.

Será uma Igreja interiorizada, que não suspira pelo seu mandato político e não flerta com a esquerda nem com a direita. Resultar-lhe-á muito difícil. Com efeito, o processo da cristalização e a clarificação custar-lhe-á também muitas forças preciosas, a fará pobre, a converterá numa Igreja dos pequenos.

O processo resultará ainda mais difícil, porque haverá que eliminar tanto a estreiteza de visões sectárias como a voluntariedade entusiasmada. Pode-se prever que tudo isto requererá tempo. O processo será longo e laborioso, tal como também foi muito longo o caminho que levou dos falsos progressismos, em vésperas da revolução francesa (quando também entre os bispos estava na moda ridiculizar os dogmas e talvez inclusive dar a entender que nem sequer a existência de Deus era de modo algum segura) até à renovação do século XIX.

Mas depois da prova destas divisões surgirá, de uma Igreja interiorizada e simplificada, uma grande força. Porque os seres humanos serão indescritivelmente solitários num mundo plenamente planificado. Experimentarão, quando Deus tiver desaparecido totalmente para eles, a sua absoluta e horrível pobreza. E então descobrirão a pequena comunidade dos crentes como algo totalmente novo. Como uma esperança importante para eles, como uma resposta que sempre procuraram às apalpadelas.

A mim parece seguro que à Igreja a aguardam tempos muito difíceis. A sua verdadeira crise apenas começou todavia. Há que contar com fortes sacudidas. Mas eu estou também totalmente seguro do que permanecerá no final: não a Igreja do culto político, que fracassou já em Gobel, mas sim a Igreja da fé. Certamente, já não será nunca mais a força dominante na sociedade na medida em que o era até há pouco tempo. Mas florescerá de novo e se fará visível aos seres humanos como a pátria que lhes dá vida e esperança para além da morte.

Por Joseph Ratzinger,
Glaube und Zukunft, 1970

*Este texto foi extraído de cinco homilias radiofônicas, proferidas, em 1969, pelo professor de teologia Joseph Ratzinger. Essas mensagens foram publicadas em livro sob o título de “Fé e Futuro”. 


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Santo do Dia – São Germano.

Santo do Dia – Hoje a Igreja celebra a memória de São Germano, homem de oração e escuta. Seu nome quer dizer ‘irmão’. Nasceu em 378 na França. Foi muito cedo para os estudos e acabou estudando Direito em Roma. Mas, seu grande desejo, era o de viver o Santo Evangelho. E foi pautando a sua vida na Palavra do Senhor.

Homem de oração e escuta, era dócil e pronto para renunciar a si mesmo e optar pelo querer de Deus. Germano foi visitado pela Divina Providência. Foi eleito governador da alta Itália mas, de repente, com a morte do Bispo em sua terra natal, o povo e o clero o escolheram Bispo.

São Germano renunciou à sua vontade e quis a vontade de Deus para sua vida. Promoveu a vida monástica e a evangelização na França. Foi um apóstolo de Jesus Cristo, cheio do Espírito Santo. Com o exemplo deste santo, aprendemos que precisamos viver como verdadeiros irmãos.

São Germano, rogai por nós!

Notícias | Ativistas exploram abuso de menor para legalizar aborto no Paraguai.

Menina de 10 anos grávida por estupro é o novo “cavalo de batalha” da Anistia Internacional para legalizar o aborto na América Latina.

“Menina de 10 anos grávida por estupro no Paraguai”: uma manchete assim, sem dúvidas, é de chocar e paralisar qualquer um. Como mãe de uma menina de 12 anos que vive no Paraguai, não posso sequer começar a imaginar o que sentiria em meu coração se algo desse tipo acontecesse a minha filha.

Há alguns dias atrás, a mídia no Paraguai reportou justamente essa manchete. Uma garota de 10 anos foi levada à unidade de emergência de um hospital em Assunção, reclamando de dores abdominais e de um inexplicável crescimento no tamanho de sua barriga. Depois de vários testes, os médicos chegaram a uma conclusão: a menina estava grávida.

Em 2014, a mãe da garota havia denunciado o homem com quem vivia para a polícia, acusando-o de molestar a sua filha, que, então, tinha nove anos de idade. A polícia começou a investigar o caso, mas a mãe logo retirou a acusação, assegurando à polícia que tudo não passava de um mal-entendido. A mãe continuou a viver com o homem, e agora, um ano depois, sua filha pequena está grávida de 23 semanas. Acredita-se que a menina era sujeita a abusos constantes e que sua mãe sabia, ou pelo menos suspeitava o que estava acontecendo.

Neste caso terrível, há duas vítimas e vários culpados. Obviamente, as vítimas são a jovem garota e o seu bebê. Tenho sentimentos divididos em relação à mãe da garota pequena. Como mulher, não colocaria toda a culpa sobre a mãe da menina, pois estou convencida de que a violência experimentada pela garota provavelmente também foi sofrida e temida por sua mãe. Contudo, como mãe que sou, também sei que lutaria com unhas e dentes contra qualquer um que tentasse ferir algum dos meus filhos. Daria alegremente a minha vida para defendê-los.

Não se pode desculpar as ações ou, neste caso, a omissão de uma mãe que fracassou em proteger a sua filha – e a mãe agora se encontra presa por sua cumplicidade no abuso. A polícia afirmou que por mais de um ano a mãe da garota sabia que sua filha era abusada por seu parceiro, mas deixou que isso continuasse.

Neste ínterim, o principal criminoso, o homem que estuprou e engravidou a menina de 10 anos, está foragido, tendo se escondido desde o momento em que o caso se tornou público.

Diante de tragédias desse gênero, no entanto, nossa sociedade é obrigada a lidar com uma situação mais comum do que se pode imaginar. De acordo com o Ministro da Saúde do Paraguai, em 2014, houve 684 casos de gravidez em garotas entre 10 e 14 anos. Essa estatística deixa entrever a magnitude do problema.

Agora, o que deve ser feito com a jovem menina grávida?

A Anistia Internacional está usando este caso para pedir a legalização do aborto. A organização montou um lobby intenso para pressionar o governo paraguaio a abortar a criança com 27 semanas de vida. Estão apelando para a chamada “interrupção legal da gravidez”, com vistas a proteger a saúde da jovem menina.

Os advogados dessa campanha repetem o mantra de que o Estado deve agir “o mais rápido possível para proteger todos os direitos humanos das mulheres, começando com o direito à vida, à saúde e à integridade física e psicológica, a curto, médio e longo prazo”. Eles dizem defender o “direito à escolha”.

Eu me pergunto se os ativistas da Anistia Internacional estão realmente preocupados com a jovem garota. Porque, aparentemente, o que eles estão realmente fazendo é usar a menina, usar a sua trágica circunstância, para fazer avançar a sua própria agenda.

Será que eles não percebem que o que estão propondo como solução é simplesmente cometer uma outra injustiça? Que dois erros não fazem um acerto? Que aquela que estão punindo com a morte é a mais indefesa e inocente das partes envolvidas?

O art. 4º da Constituição da República do Paraguai é claro em afirmar que o Estado deve proteger a vida desde o momento da concepção (“El derecho a la vida es inherente a la persona humana. Se garantiza su protección, en general, desde la concepción.”). Neste caso, seja a garota de 10 anos que foi abusada, seja o bebê que ela carrega em seu ventre, ambas têm o direito de demandar que o Estado aja para proteger as suas vidas. Ambas devem ter acesso a todos os esforços médicos necessários para atendê-las; ambas são vítimas e merecem todo o suporte da sociedade e do Estado.

O valor de uma vida não é definido pela sua idade, por seu estágio de desenvolvimento ou pelas circunstâncias sob as quais foi concebida. Toda vida é valiosa em si mesma. As autoridades têm a obrigação moral e o dever constitucional de proteger ambas as crianças e dar a elas o cuidado necessário para salvar as suas vidas.

Ainda que a Anistia Internacional afirme que o aborto seja necessário para salvar a vida e a saúde da jovem criança, no momento, felizmente, a sua vida não se encontra em risco. A médica que a está acompanhando, Dolores Castellanos, confirmou que a gravidez está se desenvolvendo sem afetar a saúde do bebê ou da pequena garota. No entanto, a propaganda midiática em torno do caso insiste que a jovem irá morrer se chegar ao final da gestação.

Para o seu maior crédito, o governo tem sido cauteloso e equilibrado. O Ministro da Saúde, Antonio Barrios, não sucumbiu à pressão do lobby internacional pró-aborto. Ele afirmou que o governo tomou medidas estritas para proteger a criança e o bebê.

Além disso, várias organizações sem fins lucrativos e outras instituições do Paraguai se apressaram em oferecer ajuda com assistência integral, como aconselhamento, suporte material e financeiro a curto e longo prazo, e apoio contínuo, levando em consideração – o que é o mais importante – a vida de ambas as crianças, a jovem mãe e o seu bebê. Já outros, como a Anistia Internacional, não oferecem assistência às vítimas, mas, ao contrário, apenas tiram proveito da situação, tentando estabelecer um precedente para a legalização do aborto, a fim de criar leis que violem o direito à vida.

Se, por um lado, é louvável o cuidado integral e generoso pela jovem garota e sua filha, por outro, trata-se apenas de apagar um fogo que infelizmente se acenderá de novo no futuro. Mais deve ser feito para atingir as raízes da tragédia com que essa garota e outras tantas crianças têm que lidar.

Ao invés do aborto, é hora do governo sancionar soluções efetivas para o abuso infantil. Que ele legisle para promover campanhas de combate a esse problema, em primeiro lugar, e que promova uma cultura de apreço e cuidado pelas crianças – ao invés de criar uma sociedade ainda mais insensível e que tolere o assassinato de crianças como solução. Há que se proteger todas as crianças, nascidas e não nascidas, porque são o rosto futuro da sociedade.

Mas, acima de tudo, urge compreender que a melhor resposta para o abuso infantil sempre esteve bem à frente dos nossos olhos. É uma solução tão óbvia que chega a ser inacreditável que tantos “especialistas” não a tenham enxergado: é preciso fortalecer a família encabeçada por um pai e uma mãe. A família é a mais básica organização sem fins lucrativos, e aquela que mais visa o bem comum. É focada na saúde do indivíduo e é a única verdadeira fundação da sociedade.

A pequena garota hoje grávida vem de uma família que é o retrato da disfunção familiar. A mãe, que tinha um emprego de baixa renda, tinha três filhos de três diferentes pais: um de 13 anos, a pequena menina de 10 que está grávida, e um menino de 8 anos. Importa, pois, atacar as raízes profundas do problema.

Não há melhor investimento para o governo do que fortalecer, proteger e promover o casamento e a família como coluna social insubstituível, especialmente quando há jovens crianças envolvidas nisso. A sociedade como um todo deve abraçar uma cultura que reconheça e valorize a família e todos os seus membros como um tesouro a ser cuidado e preservado.

Isso por que essa pequena garota e outras como ela passaram é algo impossível de apagar. Foi roubada delas a inocência da infância. O abuso ao qual ela foi sujeita deixará uma marca permanente em sua memória e em sua alma. Isso requer o nosso suporte e a nossa ajuda. Mas pensar que matar o bebê em seu ventre vai ajudá-la de alguma forma é um erro grave. Isso não vai amenizar, ao contrário, só vai aumentar o estrago causado por essa experiência. Violência não pode ser apagada com mais violência.

Como minha avó me dizia: “Não importa o quanto me enfureça um prato quebrado, nunca acharei que a solução seja destruir o resto da porcelana.”

Por Andrea Radil | Tradução: Equipe CNP


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O Novo Bispo Coadjuntor da Santa Sé Episcopal de Campanha-MG, Dom Pedro Cunha Cruz faz Visitas pelas paróquias da Diocese.

O Novo Bispo Coadjuntor  da Santa Sé Episcopal de Campanha-MG, Dom Pedro Cunha Cruz faz Visitas pelas paróquias da Diocese.

Dom Pedro, chegou na Diocese de Campanha-MG na última terça-feira(26/05).

Hoje Dom pedro esteve visitando algumas Paróquias da Diocese, entre elas a paróquia Sagrada Família situada em Três Corações-MG. O excelentíssimo senhor bispo Dom Pedro Cunha Cruz estava acompanhado do reverendíssimo Padre Sérgio, Reitor do Seminário Nossa Senhora das Dores(FILOSOFIA) situado na sede da diocese em Campanha-MG. Na visita, Dom Pedro saudou os funcionários da paróquia, conheceu a belíssima Matriz da cidade de Três Corações em uma tarde muito agradável .

Dom Pedro foi nomeado a Bispo Coadjuntor da Diocese da Campanha-MG no último dia 20, por sua Santidade o Papa Francisco .

11227912_906082452785907_5059916724546936203_nDom Pedro Cunha Cruz é natural do Rio de Janeiro – RJ, nascido no dia 16 de junho de 1964.  Recebeu a ordenação episcopal aos 05 de fevereiro de 2011 e, inspirado pelo lema “Servo de Jesus Cristo (Rm 1,1)”, até o momento vinha exercendo seu ministério como Bispo Auxiliar na Arquidiocese do Rio de Janeiro e delegado do Regional Leste 1 no Conselho Permanente da CNBB.

Saiba mais sobre Dom Pedro Cunha Cruz AQUI

O Novo Bispo Coadjuntor segue fazendo visitas pela Diocese. Que Deus o ilumine!

Portal Terra de Santa Cruz , Campanha 27/05/2015


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Pais ‘se auto-exilaram da educação dos próprios filhos’, diz o Papa Francisco.

Pais ‘se auto-exilaram da educação dos próprios filhos’, diz o Papa

Durante a tradicional catequese na praça de São Pedro, Francisco ressaltou a “vocação natural” da família na educação dos próprios filhos. “Chegou a hora de os pais e as mães voltarem do seu exílio e recuperarem a sua função educativa.” Os pais “se auto-exilaram da educação dos próprios filhos” e precisam resgatá-la das mãos dos “assim chamados ‘especialistas'”, disse o Papa Francisco.

No último dia 20 de maio, durante audiência geral com os fiéis, na praça de São Pedro, o Santo Padre sublinhou a “vocação natural” da família “para educar os filhos”. Tomando como base as palavras do Apóstolo: “Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isto agrada ao Senhor. Pais, não irriteis vossos filhos, para que eles não percam o ânimo” (Cl 3, 20-21), ele comentou que “a relação entre pais e filhos deve ser sábia, profundamente equilibrada”.

Mostrando proximidade às famílias destruídas pelo mal da separação, o Papa pediu aos pais que não transformassem os seus filhos em reféns. “Separastes-vos devido a muitas dificuldades e motivos, a vida deu-vos esta provação, mas os filhos não devem carregar o fardo desta separação”, disse Francisco. “Que eles cresçam ouvindo a mãe falar bem do pai, embora já não estejam juntos, e o pai falar bem da mãe”.

Depois, Sua Santidade alertou para o problema da “ruptura entre família e sociedade, entre família e escola”:

Papa-Francisco_-Angelus-2014Multiplicaram-se os assim chamados ‘especialistas’, que passaram a ocupar o papel dos pais até nos aspectos mais íntimos da educação. Sobre a vida afetiva, a personalidade e o desenvolvimento, sobre os direitos e os deveres, os ‘especialistas’ sabem tudo: finalidades, motivações, técnicas. E os pais só devem ouvir, aprender a adaptar-se. Privados da sua função, tornam-se muitas vezes excessivamente apreensivos e possessivos em relação aos seus filhos, a ponto de nunca os corrigir: ‘Tu não podes corrigir o teu filho!’. Tendem a confiá-los cada vez mais aos ‘especialistas’, até nos aspectos mais delicados e pessoais da sua vida, pondo-se de parte sozinhos; e assim, hoje, os pais correm o risco de se auto-excluir da vida dos próprios filhos. E isto é gravíssimo!”

O Santo Padre também reprovou os “intelectuais ‘críticos'”, que “silenciaram os pais de mil maneiras, para defender as jovens gerações contra os danos – verdadeiros ou presumíveis – da educação familiar”. “A família foi acusada, entre várias coisas, de autoritarismo, favoritismo, conformismo e repressão afetiva que gera conflitos”, disse o Pontífice.

Francisco também falou dos pais que, “raptados pelo trabalho e outras preocupações” e “confusos pelas novas exigências dos filhos e pela complexidade da vida moderna”, ficaram “paralisados pelo medo de errar”. O Papa encorajou as comunidades cristãs a “oferecer ajuda à missão educativa das famílias”, “principalmente à luz da Palavra de Deus”. “Até nas melhores famílias é preciso suportar-se uns aos outros, e é necessária tanta paciência para isto! Mas a vida é mesmo assim. A vida não se faz no laboratório, mas na realidade”, ele disse.

Por fim, o Pontífice afirmou que “a boa educação familiar é a coluna vertebral do humanismo”e fez um apelo para que os pais resgatassem o “orgulho do seu protagonismo” na educação das crianças. “Chegou a hora de os pais e as mães voltarem do seu exílio — porque se auto-exilaram da educação dos próprios filhos — e recuperarem a sua função educativa. Oremos para que o Senhor conceda aos pais esta graça: a de não se auto-exilarem da educação dos seus filhos.”

Rádio Vaticana – Blog Padre Paulo Ricardo


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