Presidente Português destaca “papel crucial das Misericórdias”

Marcelo Rebelo de Sousa presidiu à sessão solene comemorativa dos 500 anos da Santa Casa da Misericórdia de Bragança

O Presidente da República reafirmou em Bragança “o papel na história de Portugal das misericórdias e, mais recentemente, das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS)”.

O chefe de Estado Português falava na cerimônia comemorativa dos 500 anos da Santa Casa da Misericórdia de Bragança que decorreu no passado dia 8 de julho naquela cidade do nordeste transmontano.

Uma sessão que contou com a participação do bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro; do presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos; e do presidente da Câmara Municipal de Bragança, Hernâni Dias.

“É preciso conhecer essa história para compreender quão precária é a ilusão de se poder dispensar instituições, que são seculares, que têm passado, mas têm também presente e futuro. E, algumas vezes, a falta de conhecimento histórico de um ou outro responsável levou a que se concebesse a sociedade portuguesa sem conhecer a história das misericórdias”, alertou Marcelo Rebelo de Sousa.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou o papel das misericórdias e das IPSS nos tempos de crise e questionou: “se não tivessem existido as instituições da chamada economia social quais teriam sido as consequências?”.

Explicar o papel das misericórdias e das IPSS é uma das lutas que o chefe de Estado entende necessária travar associada a outra, que é conseguir que os vários “portugais” sejam menos diferentes entre si”.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, “as misericórdias cumprem aí uma missão fundamental”, assim como as IPSS, contribuindo, na rede que estabelecem, “para esta sensibilidade nacional”.

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Teologia da prosperidade: perigos de um cristianismo sem cruz

La Civiltà Cattolica: os perigos de um Evangelho que coloca Deus a nosso serviço .
Os jesuítas Antonio Spadaro e Marcelo Figueroa ilustram o fenômeno – sobre o qual o Papa Francisco se pronunciou reiteradas vezes indicando seus perigos – na prestigiosa revista da Companhia de Jesus “La Civiltà Cattolica”, em sua edição do próximo sábado, 21 de julho.

Corrente neopentecostal evangélica, a “teologia da prosperidade” difundiu-se nos EUA onde nasceu, mas também nos outros continentes, e funda suas raízes na convicção de que “Deus quer que seus fiéis tenham uma vida próspera, isto é, que sejam ricos do ponto de vista econômico, sadios do ponto de vista físico e individualmente felizes”.

Os jesuítas Antonio Spadaro e Marcelo Figueroa ilustram o fenômeno – sobre o qual o Papa Francisco se pronunciou reiteradas vezes indicando seus perigos – na prestigiosa revista da Companhia de Jesus “La Civiltà Cattolica”, em sua edição do próximo sábado, 21 de julho.

“Esse tipo de cristianismo coloca o bem-estar do crente no centro da oração, e faz de seu Criador aquele que realiza os pensamentos e desejos do fiel”, observam os religiosos jesuítas.

Perigo de transformar Deus num poder a nosso serviço

Trata-se de um “antropocentrismo religioso” que corre o risco de “transformar Deus num poder a nosso serviço” e faz referência “ao chamado American dream” (sonho americano), identificando-se com uma sua interpretação redutiva. Neste quadro não há lugar para a solidariedade: a pobreza é sinal de falta de fé e, em todo caso, “culpa” do fiel.

Visão de fé várias vezes advertida pelo Papa Francisco

Além disso, a visão da fé proposta pela “teologia da prosperidade” coloca-se “em clara contradição com a concepção de uma humanidade marcada pelo pecado e com a expectativa de uma salvação escatológica, ligada a Jesus Cristo” encarnando “uma forma peculiar de pelagianismo várias vezes advertida pelo Papa Francisco” e expressa “também a outra heresia do nosso tempo, ou seja, o gnosticismo”.

Desde o início de seu Pontificado, escrevem os dois jesuítas, Francisco esteve atento a esse “Evangelho diferente” e “criticando-o, aplicou a clássica doutrina social da Igreja. Reiteradas vezes o evocou para evidenciar seus perigos”.

Advertência do Papa em discurso aos bispos do Celam

A primeira vez deu-se no Brasil, em 28 de julho de 2013, dirigindo-se aos bispos do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), posteriormente, falando aos bispos da Coreia, nas homilias na Casa Santa Marta, no Vaticano, até as advertências sobre o pelagianismo e gnosticismo contidas na Exortação apostólica “Gaudete et exsultate” (Alegrai-vos e exultai) sobre o chamado à santidade no mundo contemporâneo.

Vatican News

Pesar do Papa Francisco pela morte do cardeal Jean-Louis Tauran

O cardeal Jean-Louis Tauran era Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo inter-religioso e Camerlengo da Santa Igreja Romana. Anunciou ao mundo a eleição de Francisco. Tinha 75 anos.

Faleceu, na tarde desta quinta-feira (05/7), em Connecticut, EUA, com a idade de 75 anos, o Cardeal Jean-Louis Tauran, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo inter-religioso e Camerlengo da Santa Igreja Romana, acometido por muito tempo pela doença de Parkinson.

Em 13 de março de 2013, o Cardeal Tauran, Protodiácono da Santa Igreja, anunciou ao mundo a eleição do Papa Francisco, com a célebre frase “Habemus Papam”.

Num telegrama enviado, nesta sexta-feira (06/07), à irmã do cardeal Tauran, senhora Geneviève Dubert, o Papa Francisco manifesta seu pesar pela morte do purpurado, recordando a sua fidelidade e o amor pela Igreja.

“O cardeal Jean-Louis Tauran, que confio à misericórdia de Deus, marcou profundamente a vida da Igreja universal. Entrou no serviço diplomático da Santa Sé e exerceu com competência, entre outros, o cargo de secretário das Relações com os Estados. Nomeado pelo Papa Bento XVI presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, foi um conselheiro ouvido e apreciado, de modo particular, graças às relações de confiança e estima que soube estabelecer com o mundo muçulmano”, destaca Francisco no texto.

“Por causa de seu espírito de serviço e seu amor pela Igreja eu o nomeei Camerlengo da Santa Igreja Romana. Mantenho uma lembrança comovente deste homem de profunda fé que corajosamente serviu a Igreja de Cristo até o fim, não obstante o peso da doença. Que o Senhor acolha o seu servo na paz e na alegria que nunca terminam”!

O Papa conclui o telegrama, abençoando toda a família do cardeal Tauran, o Colégio Cardinalício, todas as pessoas próximas ao purpurado falecido, os pastores e fiéis da Arquidiocese de Bordeaux, e todas as pessoas que participarão de suas exéquias.

Biografia

Jean-Louis Tauran nasceu em Bordeaux em 5 de abril de 1943. Estudou na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, no Instituto Católico de Toulouse e na Pontifícia Academia Eclesiástica de Roma.

Foi ordenado sacerdote em 20 de setembro de 1969, em Bordeaux, onde foi pároco. Prestou serviço diplomático junto à Santa Sé em 1975; foi Secretário da Nunciatura na República Dominicana (1975-1978), Secretário da Nunciatura no Líbano (1979-1983); participou de missões especiais no Haiti (1984) e em Beirute e Damasco (1986); foi membro da delegação da Santa Sé na Conferência sobre Segurança e Cooperação Europeia, na Conferência sobre o Desarmamento, em Estocolmo, Suécia, e no Fórum Cultural em Budapeste, Hungria.

Ao ser nomeado arcebispo foi Secretário da Secretaria de Estado para as Relações com os Estados (1990) e Secretário da Congregação para os Bispos.

O Cardeal Tauran foi criado Cardeal no Consistório de 2003; Arquivista e Bibliotecário da Santa Igreja Romana (2003- 2007); participou, como representante do Papa, na inauguração do novo Museu do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, em 2005.

O Cardeal Jean-Louis Tauran tomou parte da X Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (2005), e da XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (2008).

Foi Enviado especial do Papa na conclusão do Ano Paulino (2009), na Turquia; participou da II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos (2009), e da II Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos (2010); recebeu o Doutorado honoris causa no Instituto Católico de Paris.

Confirmado pelo Papa Bento XVI como Cardeal protodiácono no Consistório de 2011 e confirmado, por cinco anos, como Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso.

Como Cardeal-protodiácono, anunciou ao mundo a eleição do novo Papa, Jorge Maria Bergoglio, após o Conclave de 2013; impôs o pálio sagrado sobre o Papa Francisco, no início do seu ministério petrino, em 19 de março de 2013.

Em junho de 2013, o Santo Padre o nomeou membro da Pontifícia Comissão do Instituto para as Obras de Religião (Banco do Vaticano) e confirmado como membro da Congregação para os Bispos em 16 de dezembro de 2013.

Em 20 de dezembro de 2014, o Papa Francisco confirmou o Cardeal Jean-Louis Tauran como Camerlengo da Santa Igreja Romana.

Com a morte do Cardeal Jean-Louis Tauran o Colégio Cardinalício fica composto de 225 Cardeais, dos quais 124 eleitores (em un eventual Conclave) e 101 não eleitores.

A dignidade do trabalho

Francisco sempre coloca sua voz em defesa dos trabalhadores e de sua dignidade. No nosso mundo globalizado tudo está sendo redefinido, começando pelo conceito de trabalho.

No último dia 29 de junho, Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Francisco, durante a sua homilia na Santa Missa celebrada na Praça São Pedro com os novos cardeais (14) criados no dia anterior e com 30 arcebispos que receberam o Pálio Sagrado, advertiu todos nós, membros da Igreja, para a tentação de mantermos sempre “uma distância” do sofrimento dos outros.

“Não são poucas as vezes que sentimos a tentação de sermos cristãos mantendo distância prudente das chagas do Senhor. Jesus toca a miséria humana, convidando-nos a estar com ele a tocar a carne sofredora dos outros”, disse.

Francisco assinalou que “confessar a fé com nossos lábios e com nossos corações requer identificar os segredos do maligno” no mundo. Mas também “aprender a discernir e descobrir aqueles abrigos pessoais ou comunitários que nos mantêm distantes do nó da tempestade humana” e que impedem “entrar em contato com a existência concreta dos outros”.

O Evangelho é a inspiração de Francisco

A verdadeira inspiração de Francisco é o Evangelho e é a partir desta perspectiva que Francisco olha para os problemas sociais de hoje, para as vítimas da cultura do desperdício, como os jovens e os idosos, os migrantes, os desempregados.

E sobre esse último tema – desemprego – nos dias passados foi a apresentado o livro “O trabalho é dignidade”, publicado pela Editora italiana Ediesse e realizado por Giacomo Costa e Paolo Foglizzo. Um livro onde os dois autores fazem uma coletânea e comentam os pronunciamentos mais significativos do Papa Francisco sobre o tema do trabalho.

Voltando à homilia de Francisco na Solenidade dos Santos Pedro e Paulo onde ele toca a tecla de sentirmos a tentação, como cristãos, de manter distância prudente das feridas de Cristo, de tocar a miséria humana,  nos aproximamos do grande tema que está no coração do Papa, a dignidade do trabalho, que há muitos homens e mulheres causa sofrimento.

A voz de quem não tem voz

Francisco sempre coloca sua voz em defesa dos trabalhadores e de sua dignidade. No nosso mundo globalizado tudo está sendo redefinido, começando pelo conceito de trabalho, que para o Papa, precisamente, é um fator de dignidade.

Muitas vezes o trabalho é interpretado unicamente como uma necessidade econômica, portanto, como uma ferramenta para obter uma renda que então permita consumir. Francisco lembra que o trabalho é muito mais. O trabalho é, acima de tudo, um âmbito em que a pessoa pode se tornar mais pessoa. A pessoa experimenta a sua criatividade, experimenta os laços que a unem aos outros. É por isso que o trabalho é uma experiência humana fundamental e é por isso que o Papa diz: “atenção, não podemos imaginar resolver o problema simplesmente garantindo uma renda também àqueles que não trabalham, porque faltaria a eles uma parte fundamental da experiência humana”.

A falta de trabalho é um nó na existência do homem e da mulher. O mal das nossas sociedades é tanto a exploração dos recursos quanto a exploração das pessoas. É a “cultura do desperdício” sobre a qual o Papa insiste, propondo, em oposição a ela, a globalização da solidariedade.

Diálogo, conceito essencial

Segundo um dos autores do livro sobre o Papa e o trabalho, “estamos no mundo da indústria 4.0, estamos no mundo da globalização: precisamos entender novamente o que significa justiça, bem-estar, trabalho digno”. Para fazer isso, e esta é a lição do Papa,  precisamos que todos digam como as coisas são vistas do seu ponto de vista, precisamos do ponto de vista de todos.

Francisco quando fala do trabalho fala com os trabalhadores, mas também com empresários e proprietários de empresas. Não teme o confronto porque pensa que, assumindo as responsabilidades, é possível alcançar um bem maior. Neste universo o fio condutor para buscar uma solução aos dilemas é o diálogo. Para Francisco o diálogo é um conceito essencial.

Silvonei José – Vatican News

Angelus: a falta de fé é um obstáculo à graça de Deus

Na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus no domingo, 08 de julho, o Papa Francisco falou do “escândalo da encarnação”.

Devemos nos esforçar para abrir o coração e a mente, para acolher a realidade divina que vem ao nosso encontro: este foi o convite que o Papa Francisco fez este domingo (08/07) ao rezar com os fiéis e peregrinos na Praça S. Pedro a oração do Angelus.

Um profeta só não é estimado em sua pátria

Em sua alocução, o Pontífice comentou o Evangelho do dia, em que Jesus volta a Nazaré e começa a ensinar na sinagoga.

Desde que havia ido embora e iniciado a pregar nos povoados e nos vilarejos das redondezas, não tinha mais regressado à sua pátria. Portanto, toda a cidadezinha se reuniu para ouvir Jesus.

Mas aquilo que se anunciava um sucesso, se transformou numa “clamorosa rejeição”, a ponto que Jesus não pôde realizar nenhum milagre, mas somente curar alguns doentes.

Jesus utiliza uma expressão que se tornou proverbial: “Um profeta só não é estimado em sua pátria”.

Escândalo da encarnação

O Papa explica essa transformação dos habitantes de Nazaré porque eles fazem uma comparação entre a humilde origem de Jesus e as suas capacidades atuais: de um carpinteiro semestudos, se torna um pregador melhor que os escribas. E ao invés de se abrirem à realidade, se escandalizam.

“ É o escândalo da encarnação: o evento desconcertante de um Deus feito carne, que pensa com a mente de um homem, trabalha e atua com as mãos de um homem, ama com coração de homem, um Deus que fadiga, come e dorme como um de nós. ”

O Filho de Deus, prosseguiu o Papa, inverte todo esquema humano: não são os discípulos que lavam os pés ao Senhor, mas é o Senhor que lava os pés aos discípulos. “Este é um motivo de escândalo e de incredulidade em todas as épocas, inclusive hoje.”

Ter fé

A inversão provocada por Jesus implica aos seus discípulos de ontem e de hoje analisar a vida pessoal e comunitária. O Senhor nos convida a assumir uma atitude de escuta humilde e de espera dócil, porque a graça de Deus com frequência se apresenta a nós de maneira surpreendente, que não corresponde às nossas expectativas. E citou como exemplo Madre Teresa de Calcutá, que “revolucionou a caridade na Igreja”.

“ Deus não se conforma aos preconceitos. Devemos nos esforçar para abrir o coração e a mente, para acolher a realidade divina que vem ao nosso encontro. Trata-se de ter fé: a falta de fé é um obstáculo à graça de Deus. ”

Muitos batizados, afirma Francisco, vivem como se Cristo não existisse: repetem-se os gestos e os sinais da fé, mas a eles não corresponde uma real adesão à pessoa de Jesus e ao seu Evangelho.

Vida coerente

Ao invés, todo cristão é chamado a aprofundar esta pertença fundamental, buscando testemunhá-la com uma conduta de vida coerente, cujo fio condutor é a caridade.

“Peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, que dissolva a dureza dos corações e a limitação da mente, para que estejamos abertos à sua graça, à sua verdade e à sua missão de bondade e de misericórdia, que é endereçada a todos, sem qualquer exclusão.”

Bianca Fraccalvieri – Vatican News 

Papa: o cristão reza pelo seu inimigo e o ama

“A oração mafiosa é: ‘Você me paga’. A oração cristã é: ‘Senhor, dê-lhe a sua bênção e ensine-me a amá-lo’. Pensemos num inimigo: todos temos um. Pensemos nele. Rezemos por ele. Peçamos ao Senhor a graça de amá-lo”, disse o Papa na homilia.

O perdão, a oração e o amor por que quem nos quer destruir, pelo nosso inimigo. Assim foi a homilia do Papa Francisco na missa celebrada na capela da Casa Santa Marta esta terça-feira (19/06).

Comentando o trecho proposto pela Leitura do dia, extraído do Evangelho de Mateus, o Papa admitiu a dificuldade humana em seguir o modelo do nosso Pai celeste e propôs novamente o desafio do cristão, isto é, de pedir ao Senhor a “graça” de saber “abençoar os nossos inimigos” e nos comprometer a amá-los.

Perdoar para ser perdoados

“Nós sabemos que devemos perdoar os nossos inimigos”, afirmou o Papa, nós dizemos isso todos os dias no Pai-Nosso. Pedimos perdão assim como nós perdoamos: é uma condição…”, embora não seja fácil. Assim como “rezar pelos outros”, por aqueles que nos dão problemas, que nos colocam à prova: também isto é difícil, mas o fazemos. Ou pelo menos muitas vezes conseguimos fazê-lo “:

Mas rezar por aqueles que querem me destruir, os inimigos, para que Deus os abençoe: isso é realmente difícil de entender. Pensemos no século passado, os pobres cristãos russos que somente pelo fato de serem cristãos eram enviados para a Sibéria para morrer de frio: e eles deveriam rezar pelo governante carrasco que os enviava ali? Mas como é possível? E muitos o fizeram: rezaram. Pensemos em Auschwitz e em outros campos de concentração: eles deveriam rezar por este ditador que queria a raça pura e matava sem escrúpulo, e rezar para que Deus os abençoasse! E muitos fizeram isso.

Aprender com a lógica de Jesus e dos mártires

É a difícil lógica de Jesus, que no Evangelho está contida na oração e na justificação daqueles que “o mataram” na cruz: “perdoa-os Pai, porque não sabem o que fazem”. Jesus pede perdão para eles, recordou o Papa, assim como fez como Santo Estevão no momento do martírio:

Mas quanta distância, uma infinita distância entre nós que muitas vezes não perdoamos pequenas coisas, e isso que nos pede o Senhor e de qual sempre nos deu exemplo: perdoar aqueles que tentam nos destruir. Nas famílias, às vezes, é muito difícil perdoarem-se os cônjuges depois de alguma briga, ou perdoar a sogra também: não é fácil. O filho pedir perdão ao pai é difícil. Mas perdoar os que o estão matando, que querem eliminá-lo … Não somente perdoar: rezar por eles, para que Deus os proteja! E mais: amá-los. Somente a palavra de Jesus pode explicar isso. Eu não consigo ir além.

Pedir a graça de ser perfeito como o Pai

Portanto, destacou Francisco, é a graça de pedir para entender algo deste mistério cristão e ser perfeitos como o Pai, que dá todos os seus bens aos bons e aos maus. O Papa concluiu afirmando que nos fará bem pensar nos nossos inimigos, pois todos nós temos algum:

Hoje, nos fará bem pensar num inimigo – creio que todos nós temos um -, alguém que nos fez mal ou que nos quer fazer mal ou tenta nos prejudicar: pensar nesta pessoa. A oração mafiosa é: “Você me paga”. A oração cristã é: “Senhor, dê-lhe a sua bênção e ensine-me a amá-lo”. Pensemos num inimigo: todos temos um. Pensemos nele. Rezemos por ele. Peçamos ao Senhor a graça de amá-lo.

Gabriella Ceraso – Vatican News

Lutero, o urubu que se achava o “cisne” da suposta profecia de Huss

Há um fenômeno interessante no meio protestante: eles minimizam a importância da Sagrada Tradição, mas botam a mão no fogo por todo tipo de supostas profecias originadas em seu meio.

Uma das “prufissias” mais caras aos filhos de Lutero e Calvino é a que conta que, diante da estaca em que seria queimado na fogueira, o herege Jan Huss teria dito: “Hoje vocês assarão um ganso (o nome “Huss” significa “ganso”), mas daqui a cem anos Deus enviará um cisne que vocês não conseguirão assar”. E o tal cisne seria Martinho Lutero – um bebum roliço que em nada se assemelhava a tão graciosa criatura, nem no corpo, nem no espírito.

Lutero, na verdade, poderia muito bem ser comparado a outra ave: o urubu. Ele se alimentou da doutrina podre de seus predecessores Wiclyfe e Jan Huss, como um urubu se alimenta da carniça.

Alguns protestantes ficaram pistola com uma postagem nossa fanpage em que afirmamos que essa história não passa de MITO. Na pretensão de nos refutarem, os afoitos vieram com uma suposta “fonte primária”: uma carta de Poggio o Papista, um católico ilustre que teria sido testemunha ocular da morte de Huss.

Só tem um problema com essa “fonte primária” de Poggio: ELA É FALSA. O Dr. Matthew Spinka, historiador respeitável, em um artigo publicado no site de da Universidade de Cambridge, explica:

This delightfull story is unfortunalely a none too clever forgery.”

Tradução: “Essa história deliciosa, infelizmente, é uma falsificação não muito inteligente.”

Outra forte evidência contra a tal “prufissia” do cisne: Peter de Mladoňovice, que tinha Huss como mestre, não cita em nenhum momento esse blá blá blá de cisne. Peter foi testemunha ocular de sua morte, e a descreveu em detalhes.

O nosso leitor Thiago Cruz também descobriu que um PASTOR PRESBITERIANO do século XIX, David Schley Schaff, escreveu um livro explicando os motivos do porquê a carta de Poggius sobre a morte de Huss é uma falsificação. Esta informação está no “appendix II” do livro “John Huss: his life, teachings and death, after five hundred years”. Este livro está disponível gratuitamente na internet (veja aqui).

Para enterrar a questão de vez com uma pá de cal, apresento a seguir uma investigação brilhante e minuciosa do meu amigo Rodrigo Figueiroa (que NÃO é católico).

A “PROFECIA DE HUSS” INVESTIGADA

Por: Rodrigo Figueiroa

A história é que Poggius Bracciolini, secretário do anti-papa João XXIII, teria escrito duas cartas para seu amigo Leonhard Nikolai onde relatava os últimos dias de prisão de Jan Huss, o herege. Poggius teria ido visitar Huss na esperança de que ele se redimisse. Na segunda Carta, Poggius cita a “profecia do cisne”.

Mas acontece que essas cartas não existem no original e só aparecem numa tradução muito tardiamente – em alemão, em 1840. Eu então procurei saber de onde poderia ter surgido essa história de cisne e o que, de fato, Huss disse – se é que disse algo. E, afinal, o que Lutero sabia disso?

Lutero acreditava que a profecia do cisne se referia a ele, mas ele diz:

São John Huss profetizou sobre mim quando ele escreveu de sua prisão em Bohemia, “eles assarão um ganso agora, mas depois de cem anos ouvirão um cisne cantar, e terão que suportá-lo”. (Commentary on the Alleged Imperial Edict, 1531)

Opa… Escreveu da prisão?! Isso significa que a versão que Lutero conhecia da profecia é DIFERENTE da versão contada pelo “testemunho” do papista Poggius o Florentino, que diz que Huss profetizou durante sua execução, e não da prisão.

Isso também difere do “testemunho” de John Foxe citado muitas vezes em 1500s, que fala da profecia na execução, e também menciona um cisne. O depoimento de Foxe de que o brasão de Lutero tinha um cisne é questionável; não existe nenhuma representação contemporânea.

O fato é que Lutero nasceu em Eisleban, onde o brasão mostra um par de asas brancas. Daí a dizer que é um cisne é meio forçado. John Foxe, aliás, não é testemunha nenhuma; ele é um martirologista puritano que reuniu histórias de mártires da Reforma.

O que temos de Huss são cartas de prisão, como Lutero diz. Nas cartas Huss realmente fazia muitas analogias a si mesmo com o trocadilho “ganso”: diz que o ganso estava preso na rede, mas que um dia “outros pássaros, que pela Palavra de Deus e por suas vidas voarão para lugares mais altos, vão despedaçar suas redes” (Carta de Huss de Outubro de 1412). Huss fala de outros futuros reformadores e os compara com pássaros, mas não um cisne especificamente.

E há uma carta escrita por um companheiro de Huss informando os fiéis sobre a situação de seu líder, que conclui o seguinte:

Escrito em Constance no sábado antes de Martinmas. O Ganso ainda não está cozido, e não tem medo de ser cozido, porque este ano a véspera de St. Martin cai no sábado, quando os gansos não são comidos! (John Cardinalis, 10 de novembro de 1414)

Isso é intrigante, porque mostra que Huss e seus amigos já estavam pensando em termos de “o ganso sendo cozido”, assim como dito mais tarde na profecia. Então essas analogias já existiam em correspondência.

O dito testemunho de fonte primária não é nada primário – a menos que alguém apresente o manuscrito original da carta de Poggius para Leonhard Nikolais em italiano ou latim. Porque a única fonte que temos destas cartas são as traduções para alemão e inglês feitas por uma suposta Beda von Berchem em 1930. Isso significa que durante a época de Lutero, a sua fonte para a profecia NÃO era o testemunho de Poggius.

Beda von Berchem usou duas cartas de Poggius e escreveu o livro “O Julgamento de Huss, por Fra. Poggius, o Papista”. Na suposta carta, Poggius diz que no momento em que a fogueira foi acesa, Huss teria dito:

Então ele cantou em verso, com uma voz exultante, como o salmista no trigésimo primeiro salmo, lendo de um papel em suas mãos:

Em ti, ó Senhor, eu ponho minha confiança,
Inclina o teu ouvido para mim.

Com essas orações cristãs, Hus chegou à fogueira, olhando sem medo. Ele subiu em cima dela, depois que dois ajudantes do carrasco rasgaram suas roupas dele e o vestiram em uma camisa encharcada de piche. (…) Os carrascos agarraram cordas umedecidas, amarraram as mãos e os pés da vítima para trás à estaca, espremeram lã encharcada de óleo entre seus membros e a estaca e esvaziaram tanto óleo sobre sua cabeça que escorreram de sua barba e ouviram sua oração: “Senhor Zebaoth! Tome este pecado deles!”.

Ludewig subiu e rezou com fervor para que Hus renunciasse, para que pudesse ser poupado de uma morte nas chamas. Mas Hus respondeu: “Hoje você vai assar um ganso magro, mas daqui a cem anos você ouvirá um cisne cantar, a quem você deixará livre e nenhuma armadilha ou rede o pegará para você.”

Bem, acontece que sabemos da boca do próprio Lutero que ele conhecia a profecia como dita através das CARTAS DE HUSS NA PRISÃO, e não do testemunho de outras pessoas. Inclusive porque essa passagem profética NÃO ESTÁ nos autos do julgamento, e não é mencionada por uma testemunha ocular da época, cujas cartas – essas sim – eram conhecidas na época de Lutero: Peter de Mladonovic:

Relatório de testemunha ocular do site do evento 
Como foi executado Jan Hus 
Peter de Mladonovic: desenrolar da paixão do mestre Jan Hus

Peter de Mladonovice (falecido em 1451), um escritor de primeira escolta de Hus Sir Jan de Chlum para Constance e lá ele aprendeu todos os detalhes do julgamento e execução de Hus. De suas primeiras notas foi logo criado a intenção de relatar todos os detalhes do amado Mestre, e assim compôs as relações em latim. Jan Hus que por seu alcance, e importância equivalente, pertence dentro da crônica. O próprio autor a chamou de “história”. No total, todo o trabalho tem cinco partes. O mais importante é a terceira e quinta parte, na qual a narração de Peter atinge um alto nível de crônica.

A quinta seção tornou-se de alguma forma independente e foi usada durante o culto nas feriados de Hus como Evangelho (cartas de Hus de Constança, em seguida, substituiu a epístola), primeiro em latim, mas muito em breve em checo. A tradução dessa parte, feita também por Peter (talvez já em 1417-1420) Tornou-se amplamente difundida em cópia e depois na impressão e tornou-se para o utrakvist tcheco uma espécie de contrapartida equivalente à narração bíblica sobre a crucificação de Cristo. A amostra aqui está mostrando a última rota de Huss da catedral do bispo, onde ele foi julgado por heresia, condenado pelo conselho e queimado na fogueira, morrendo heroicamente em 6 de julho de 1415 . Ele está sendo introduzido a partir da tradução do original em latim para o inglês (NY Columbia University Library…):

. . . mas antes disso eles colocaram em sua cabeça uma coroa de papel para a difamação, dizendo-lhe entre outras coisas: “Nós entregamos a sua alma ao diabo!” E ele, unindo as mãos e levantando os olhos para o céu, disse: “E eu entrego ao mais misericordioso Senhor Jesus Cristo por causa de mim, um miserável infeliz, tem uma coroa de espinhos muito mais pesada e dura. Sendo inocente, ele foi considerado merecedor da mais vergonhosa morte.Portanto, eu, um infeliz miserável e pecador, humildemente suportarei esta coroa muito mais leve, ainda que vilificante para o Seu nome e verdade “.

A coroa de papel era redonda de quase dezoito polegadas de altura, e nela foram mostrados três diabos horríveis prestes a apoderar-se de uma alma e a rasgar entre si com garras. A inscrição na coroa descrevendo sua culpa dizia: “Este é um heresiarca”.

Então o rei disse ao duque Ludwig, o filho do falecido Clem da Baviera, que então estava diante dele em suas vestes, segurando a esfera de ouro com a cruz em suas mãos: “Vá recebê-lo!” E o filho do dito Clem recebeu o Mestre, entregando-o nas mãos dos executores para ser levado à morte.

Quando foi coroado, ele foi então conduzido da referida igreja; eles estavam queimando seus livros naquela hora no cemitério da igreja. Quando, de passagem, ele viu, sorriu a esse ato. A caminho, na verdade, ele exortou os que estavam ao redor ou seguiu-o para não acreditar que ele morreria por causa de erros falsamente atribuídos a ele e deposto pelo falso testemunho de seus principais inimigos. De fato, quase todos os habitantes daquela cidade, carregando armas, o acompanharam até a morte.

E tendo chegado ao local da execução, ele, dobrando o joelho e esticando as mãos e voltando os olhos para o céu, cantou com devoção os salmos e particularmente: “Tem piedade de mim, Deus” e “Em Ti, Senhor, Eu confiei, “repetindo o verso” em Tuas mãos, Senhor “. Seus próprios amigos, que estavam ali, ouviram-no orando alegremente e com um semblante alegre.

O local da execução era entre os jardins de um certo prado, como se fosse de Constança em direção à fortaleza de Gottlieben, entre os portões e os fossos dos subúrbios da dita cidade. Alguns dos leigos que estavam em pé disseram: “Não sabemos o que ou como ele agiu e falou anteriormente, mas agora, na verdade, vemos e ouvimos que ele ora e fala com palavras sagradas”. E outros disseram: “Certamente seria bom que ele tivesse um confessor para ser ouvido”. Mas um certo padre em um terno verde com um forro de seda vermelho, sentado em um cavalo, disse: “Ele não deve ser ouvido, nem um confessor ser dado a ele, pois ele é um herege”.

Mas o padre John, enquanto ainda estava na prisão, confessara a um certo médico, um monge, e fora gentilmente ouvido e absolvido por ele, como ele mesmo declarou em uma das cartas a seus [amigos] da prisão. Quando ele estava orando, a coroa ofensiva já mencionada, pintada com três demônios, caiu de sua cabeça. Quando ele percebeu, ele sorriu. Alguns dos soldados contratados disseram: “Coloque-o novamente para que ele possa ser queimado junto com os demônios, seus senhores, a quem ele serviu na terra”.

E levantando-se à ordem do carrasco do lugar onde ele estava orando, ele disse em voz alta e clara, para que seus [amigos] pudessem claramente ouvi-lo: “Senhor Jesus Cristo, estou disposto a suportar com paciência e humildade esta morte terrível, ignominiosa e cruel para o Teu Evangelho e para a pregação do Mundo Tímido “. Então eles decidiram levá-lo entre os espectadores. Ele insistiu e implorou a eles que não acreditassem que, de qualquer forma, ele pregasse, pregasse ou ensinasse os artigos com os quais ele foi acusado por falsas testemunhas.

Depois de ter sido despojado de sua roupa, ele foi amarrado a uma estaca com cordas, as mãos amarradas às costas. E quando ele foi virado para o leste, alguns dos espectadores disseram: “que ele não fique em sintonia com o leste, porque ele é um herege; mas vire-o para o oeste”. Então isso foi feito.

Quando ele estava amarrado ao pescoço com uma corrente de fuligem, ele olhou para ele e, sorrindo, disse aos carrascos: “O Senhor Jesus Cristo, meu Redentor e Salvador, estava preso por uma corrente mais dura e pesada. E eu, um miserável desgraçado, não me envergonho de suportar ser ligado para o seu nome por este “. A estaca era como um espesso poste de meio pé de espessura, eles afiavam uma ponta dela e a fixavam no chão daquele prado. Eles colocam dois feixes de madeira sob a alimentação do Mestre. Quando amarrado a essa estaca, ele ainda estava com os sapatos e um grilhão nos pés. De fato, os ditos feixes de madeira, intercalados com palha, estavam empilhados ao redor de seu corpo, de modo que alcançassem seu queixo. Pois a madeira equivalia a dois vagões – ou cargas de carga.

Antes de ser aceso, o marechal imperial, Hoppe de Poppenheim, aproximou-se dele junto com o filho do falecido Clem, como foi dito, exortando-o a salvar sua vida por renunciar e retratar sua antiga pregação e ensino. Mas ele, olhando para o céu, respondeu em voz alta: “Deus é minha testemunha”, exclamou ele, “que as coisas que são falsamente atribuídas a mim e das quais as falsas testemunhas me acusaram, eu nunca ensinei ou preguei. Mas que a intenção principal da minha pregação e de todos os meus outros atos ou escritos era unicamente que eu poderia afastar os homens do pecado. ”E nessa verdade do Evangelho que eu escrevi, ensinei e preguei está de acordo com as declarações e exposições do doutores santos, estou disposto a morrer de bom grado hoje “.

E ouvindo isso, o dito marechal com o filho de Clem imediatamente bateu palmas e recuou.

Quando os carrascos acenderam imediatamente [o fogo], o Mestre imediatamente começou a cantar em voz alta, a princípio “Cristo, Filho do Deus, tem misericórdia de nós”, e em segundo lugar, Cristo, Tu filho do Deus, tem misericórdia de mim “, e em terceiro lugar,” Tu que és nascido de Maria, a Virgem “. E quando ele começou a cantar pela terceira vez, o vento soprou a chama em seu rosto. E assim orando dentro de si e movendo seu lábios e a cabeça, ele expirou no Senhor. Enquanto ele estava em silêncio, ele parecia se mover antes de realmente morrer por mais ou menos tempo que alguém pode rapidamente recitar “Pai Nosso” dois ou no máximo três vezes.

Quando a madeira desses feixes e cordas foi consumada, mas os restos do corpo ainda estavam nas correntes, penduradas pelo pescoço, os carrascos puxaram o corpo carbonizado junto com a estaca até o chão e os queimaram ainda mais, adicionando madeira de o terceiro vagão para o fogo. E andando por aí, eles quebraram os ossos com bastões para que eles fossem incinerados mais rapidamente.

E encontrando a cabeça, eles a partiram em pedaços com os porretes e novamente a jogaram no fogo. E quando eles encontraram seu coração entre os intestinos, eles afiaram um porrete como um espeto, e, empalando-o em sua extremidade, eles tomaram um cuidado especial para assá-lo e consumi-lo, perfurando-o com lanças até que finalmente toda a massa se transformou em cinzas.

E, por ordem do dito Clem e seu marechal, os carrascos jogaram a roupa no fogo junto com os sapatos, dizendo “Para que os tchecos não a considerassem como relíquias; nós lhe pagaremos por isso”. O que eles fizeram. Então eles carregaram todas as cinzas em uma carroça e jogaram no rio Reno fluindo nas proximidades.”

– Peter de Mladonovic, Paixão de Mestre Jan Huss, 1415 (Poslany sboru kostnickemu proti upaleni mistra Jana Husa)

Peter de Mladonovic, um fiel seguidor de Huss, descreve em detalhes a execução de seu mestre, e no mesmo momento citado por Poggius, quando o príncipe Ludowig se aproxima da fogueira e pede que Huss se arrependa. O discípulo anota as palavras do mestre, mas veja: NÃO CITA NENHUMA PROFECIA.

Por que os autos do julgamento e um seguidor empenhado em posterizar as últimas palavras de seu mestre não citam a profecia, e um funcionário católico de Roma cita quase um panegírico cheio de elogios em relação a um herege?

Por que ninguem usa a carta de Poggius como testemunho antes de sua tardia publicação em ingles e alemão?

Por que Lutero não sabe nada da profecia na execução, e sim a cita tendo origem em cartas de prisão?

Tudo indica forja e interpolação tardia. Do contrário, Peter de Mladonovic teria citado a profecia, a parte mais importante da execução, um fechamento épico! Mas não cita. Apenas essa tal Beda Von Berchem, que traduziu as cartas em 1930 para on inglês, cita tal coisa. E procurando sobre ela, vi que seus únicos trabalhos são papéis em 1936 sobre “A Reabilitação do Exército Sérvio em 1916”.

Não é por causa de Poggius que Lutero acreditou na profecia, nem por causa dele que vemos Lutero associado com cisnes. Foi o Historiador John Foxe, o mesmo que fez a associação do Brasão de Lutero com um cisne, que também relatou que Huss teria profetizado um cisne:

Quando as lápides foram empilhadas até o pescoço, o duque da Baviera foi tão discreto a ponto de desejar que ele fosse abjurado. “Não, (disse Huss;) eu nunca preguei nenhuma doutrina de tendência maligna; e o que ensinei com os meus lábios agora selo com o meu sangue. Ele então disse ao carrasco:“ Agora você vai queimar um ganso, (Huss significando ganso na língua boêmia 🙂 mas em um século você terá um Cisne que você não pode assar nem ferver.”

Foxe NÃO FOI testemunha do evento. O que temos aqui é que alguém, tardiamente, transformou Poggius em uma testemunha A PARTIR da descrição de Foxe; outra testemunha do evento, muito mais interessada e revelada anteriormente, não menciona profecia nenhuma!

Sem as cartas originais de Poggius, é bem possível supor que ele tenha sido mesmo testemunha dos eventos, mas as evidências de uma interpolação são muito grandes, não apenas por ser uma tradução tardia como destoa dos testemunhos anteriores, e se harmoniza com os de um historiador lutherano que não presenciou os eventos.

O que temos de fato sobre Huss e “profecias de pássaros”, são suas cartas da prisão, mas ele não cita nenhum pássaro em específico, tanto que a profecia citada por Lutero aparece sob outras formas, com outros tipos de ave.

O que fez Lutero se associar com Huss e suas profecias foi, na realidade, um sonho na noite anterior a 31 de outubro de 1517: o eleitor Frederico da Saxônia teve um sonho que foi registrado por seu irmão, o duque João. O sonho, em suma, é sobre um monge que escreveu na porta da igreja de Wittenberg com uma pena tão grande que chegava a Roma. Quanto mais as autoridades tentavam quebrar a pena, mais forte ela se tornava. Quando perguntado sobre como a pena ficava tão forte, o monge respondeu: “A pena pertencia a um velho ganso da Boêmia, com cem anos de idade.” Na mesma manhã, ele compartilhou seu sonho, e Martin Luther estava postando suas teses.

Lutero já se considerava um “seguidor” de Huss, e por isso nada de extraordinário que as pessoas tenham sonhado esta associação, prevendo que naquele dia o monge faria suas teses públicas. Mas a parte do “cisne” vem totalmente do próprio Lutero, que se coloca entre as muitas aves citadas nas cartas de Huss.

Por que Lutero se via como um cisne? Minha opinião é que isso tenha a ver sim com o famoso “sonho de Sócrates” e o cisne de Platão, um tema poético e bem conhecido. Mas fora minha opinião, vemos que Foxe já fazia a associação com as asas brancas no brasão de Lutero, apesar das asas não serem especificamente de um cisne, e foi Foxe quem colocou um cisne na boca de Huss.

Por incentivo do próprio Lutero, que se dizia o cisne profetizado de Huss, muitas imagens de Lutero ao lado de um cisne começaram a ser feitas.

Então eu mantenho: NÃO TEMOS TESTEMUNHOS PRIMÁRIOS QUE AFIRMEM QUE HUSS PROFETIZOU UM CISNE. O que temos é uma publicação tardia que DIZ ser um testemunho contemporâneo. Aqui temos todas as cartas de Jan Huss na prisão, e apesar dele fazer analogias com gansos e futuras aves não especificadas como mencionei acima, ele não cita nenhum cisne. Este site tcheco (veja aqui) mostra as cartas. Deve-se notar que nenhuma das cartas de Hus sobreviveu no original; são apenas descrições ou descrições de cópias que datam do século XVI.

Outra fonte que foi misturada às cartas de Huss e deram corpo à “profecia” de Foxe foi que numa carta datada de 5 de março de 1415, que Huss escreveu a John de Chlum, ele quer interpretar esse sonho:

Eu pensei que eles queriam destruir todas as pinturas de Cristo em Belém e de fato as destruíram. Eu me levantei no dia seguinte e vi muitos pintores, que faziam as fotos mais bonitas e maiores, e eu olhei para eles com alegria e os pintores disseram ao povo abundante: “Que os bispos e sacerdotes venham e os destruam!” Quando aconteceu, muitas pessoas se alegraram em Belém e eu com elas, e acordei imaginando que estava sorrindo.

Na carta seguinte a Peter de Mladoňovice, Huss menciona a interpretação do sonho acima mencionado, que ele recebeu de seus amigos quando ele escreve:

… a vida de Cristo, que eu atraí em Belém por sua palavra no coração dos homens, e que destruiriam em Belém, , para que não apareça nas capelas e Belém (proibição do Papa Alexandre de 20 de dezembro de 1409 ) , então que Belém deve ser comparada com a terra (decreto sobre a destruição da capela de 1412) que a vida de Cristo retratará melhor muitos pregadores melhores do que eu , para a alegria de um povo que ama a vida de Cristo – e eu me regozijarei nela … quando crescer, isto é, quando ressuscitar dos mortos ” . (Uma Mensagem do Mestre Jan Hus em Constança por Petra de Mladoňovice, publicado pela Charles University em 1965)

Ou seja, não tem nenhuma profecia. O tempo todo nas cartas ele fica falando que novos pregadores melhores que ele viriam.

E de onde Foxe tirou o cisne que quis tanto associar com Lutero, para dar suporte ao próprio Lutero se associando com o cisne de Huss? Jan Agricola, o precursor dos restauradores do mestre John Hus, foi em 1525 leu o manuscrito em latim sobre a execução de Huss por Peter de Mladoňovice que já vimos, na biblioteca do médico Paul Rockenbach. Ele então escreveu nos versos da tragédia Jan Hus. Um verso, em seguida, lê:

Você inocentemente cometeu uma peça traiçoeira, 
quando você assou os pobres gansos. 
Seu grito era repugnante para você. 
Eu te digo outros dias: 
De dia e de dia, 
Digo-te a voz dos profetas. 
O cisne branco será novamente ouvido 
uma música que o mundo todo ouvirá.

Lutero se achava um cisne e se colocou entre as muitas “aves” que Huss cita em suas cartas na prisão, que são a única fonte da qual Lutero conhece qualquer “profecia” de Huss. Variadas aves eram imaginadas – Ogden Kraut em “95 teses” (Genola, UT: Pioneer Publishers, 1975) menciona uma ÁGUIA. Foxe pegou a “profecia poema” de Jan Agrícola e colocou na boca de Huss, porque citava o Cisne de Lutero. Séculos depois, alguém publicando as cartas de Poggius o Florentino coloca a mesma profecia de Foxe na boca de um testemunho de um inimigo de Huss. O problema é que o mais leal seguidor de Huss, que registrou fielmente seus dizeres, não menciona nada a respeito. Porém esse testemunho, que é o mais importante e revelado mais antecipadamente, é ignorado. Isso mais do que prova que não teve profecia nenhuma.

E mais: um documento postado no site de Cambridge, da American Society Church History, diz que as Cartas de Poggius sobre a morte de Huss, traduzidas por Beda von Berchem, são falsas:

Uma forja não muito esperta. Consiste de duas cartas, supostamente escritas pelo humanista Poggio Bracciolini, um dos secretários da Cúria Romana no Concílio de Constancia, a um amigo. Elas realmente são um romanceamento histórico, uma diabrete contra o Papado. A verdadeira intenção de enganar está no titulo: o livro afirma ser a primeira tradução em ingles do original alemão publicado em 1523 e duas vezes reimpresso. A autenticidade desta obra é questionável desde que a primeira edição em Alemã é de fato de 1840.

Poggius Bracciolini, um prolífico escritor de cartas e colecionador de livros, tem muitas cartas sobreviventes no original, mas – adivinha! -, essa não se pode encontrar em lugar nenhum.

A dita profecia é uma montagem em cima de “disse que disse” não corroborado pela testemunha mais legítima, o hussita Peter de Mladoňovice; e o dito “testemunho de Poggius” é altamente suspeito, sem validade, em um texto que o autor começa a mentir já no título!

Artigo retirado do excelente e credenciado site O CATEQUISTA  O Catequista

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Reflexão para o XI Domingo do Tempo Comum

A liturgia deste domingo explora essa uma imagem muito bonita que compara a Igreja a uma grande árvore, alta e copada. Em seus galhos se aninham todo tipo de pássaros, pois nela se sentem seguros.

 

Existe uma imagem muito bonita que compara a Igreja a uma grande árvore, alta e copada. Em seus galhos se aninham todo tipo de pássaros, pois nela se sentem seguros.

A liturgia deste domingo explora essa imagem, começando por Ezequiel profetizando sobre um cedro que terá seu broto mais alto transplantado para uma alta montanha e se tornará uma árvore majestosa. No Evangelho, Marcos nos fala da mostarda como a maior das hortaliças e originada pela menor das sementes.

Ouça e compartilhe!

A profecia de Ezequiel quer amenizar a dor do povo, após uma gravíssima derrota em que o rei foi deportado, dizendo que o Senhor suscitará um herdeiro no estrangeiro que irá restaurar a monarquia em Israel com grandiosidade jamais vista. Acontece que os anos passam e essa restauração não acontece logo. Na verdade, nem Ezequiel tinha noção total do que profetizava. Ele falava de Jesus Cristo, a restauração do homem total através de sua ressurreição. Evidentemente, falava também de seu Corpo Místico, falava da Igreja!

O Evangelho de Marcos nos recorda a verdade de que a semente cresce sozinha, no silêncio e no escondimento e vira uma grande árvore. Também a Palavra de Deus semeada em nossa vida cresce silenciosamente e só perceberemos isso com a transformação de uma vida estéril ou mesmo mediana, em uma vida fecunda, plena de frutos que atraem e saciam todos.

Na Parábola, Jesus dá um recado: a semente do Reino cresce por si só. Não importa o tamanho da semente, do que foi semeado, importa a qualidade da semente, se ela aceita morrer e brotar como uma planta nova, proporcionando mais vida.

A Carta de São Paulo aos Coríntios nos ajuda a concluir a reflexão deste domingo. Ele nos fala de quando seremos transplantados para o céu, para morarmos juntos com o Senhor. “Caminhamos na fé e não na visão clara”, lemos em 2Cor 5,7. Enquanto não somos transplantados, deveremos trabalhar para que nossa vida seja bela e propensa a se tornar maravilhosa quando formos morar na glória do Pai. Naquele momento, poderemos dizer ao Senhor: “Você me deu a vida e, com a Redenção de Seu Filho, com a Sua Graça, pude vivê-la bem, mesmo nos sofrimentos e perseguições, e trazê-la alegremente como sinal de Sua Presença em meu caminhar”.

Assim, uma vida vivida na terra em união a Cristo só poderá ter um desfecho feliz ao ser transplantada para a Vida plena no seio da Trindade.

Padre César Augusto dos Santos

MENSAGEM DOS BISPOS DO REGIONAL LESTE 2 DA CNBB SOBRE AS ELEIÇÕES DE 2018

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Diplomação dos novos Cônegos da Catedral da Campanha/MG

O dia 13 de junho é marcado por expressões de grande piedade popular em Campanha. Santo Antônio é o titular da Catedral e os campanhenses sempre demonstram sua fé em um dos mais populares santos católicos. Os festejos tiveram início logo pela manhã e encerraram à tarde, na grande missa solene com bênção e distribuição dos pãezinhos de Santo Antônio.

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Às 10h, a missa foi presidida pelo bispo diocesano D. Pedro Cunha Cruz e concelebrada por um número significativo de padres de nossa diocese. Durante a celebração foram diplomados os novos cônegos do cabido diocesano. Muitas caravanas das diversas comunidades de nossa paróquia, sobretudo aquelas onde os cônegos atuam se fizeram presentes.

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Para a ocasião, Dom Pedro selecionou as leituras da missa do comum dos Doutores, que ressaltam a importância da sabedoria para a pregação do Evangelho de Cristo. Em sua homilia, o bispo iniciou ressaltando a devoção popular a Santo Antônio. “Em junho nós celebramos os santos mais populares da Piedade do Povo de Deus. Entre eles está Santo Antônio, que me traz à memória, tanto enquanto o padre e Bispo do Rio de Janeiro, a grande expressão de devoção do nosso povo. O santo tem um grande apelo popular não só no Brasil, mas também no mundo inteiro, talvez pela própria adequação da palavra de Deus em vida, com testemunho que ele deu para a história dos homens e da Igreja. Tendo sido este Santo mal interpretado, e muitas vezes foi até expulso da cidade por algumas pessoas que não compreendiam o significado da palavra de Deus. […] Santo Antônio foi o homem que teve uma sensibilidade para além do seu tempo.”

“O santo exortava continuamente a combater a cobiça e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade. Por isso quando nós falamos em Santo Antônio, pelo menos para mim, o que vem à minha mente é um homem de Deus, da caridade. Nós podemos ser homens de Deus, mas nem sempre temos a sensibilidade para sermos homens da caridade. Por isso ele recebe em muitos lugares o título de Santo Antônio dos Pobres, onde nós observamos a sua imagem com um pedaço de pão na mão, dando aos necessitados. Nós sabemos que ele nunca dava apenas o pão físico, associado a ele vinha a pregação da Palavra.”

Uma das principais características da vida de santo Antônio foi ressaltada por Dom Pedro durante a homilia: a sua pregação. “Santo Antônio é exemplo de um religioso santo que cumpre com solicitude o Ministério do anúncio e, ao mesmo tempo, a atualização da palavra de Deus no meio do seu povo. Aí nós temos a famosa língua de Santo Antônio, que é o que mais chama atenção dos devotos que vão a Pádua. Inclusive é uma disputa entre portugueses e italianos: é Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua? Mas independente disso é a língua que mais marca a vida do sacerdote consagrado. É o que ele fala, é o que ele prega. Nós vamos observar nos sermões de Santo Antônio que ele pede adequação entre a pregação e o próprio testemunho da vida.”

Ao final, Dom Pedro fez questão de dirigir uma palavra aos novos padres cônegos. “Gostaria de chamar atenção agora, a partir da beleza da solenidade, como Santo Antônio diz muito para o nosso ministério sacerdotal! Nós estamos agora para diplomar esses novos cônegos e não me cabe aqui, agora, rebuscar quantos cônegos marcaram nossa diocese da Campanha pelos trabalhos evangelizadores e, sobretudo, sociais nos diversos municípios. Deus mesmo coloca esses homens como instrumentos! Isso é muito bonito de ver dentro da nossa diocese: tantos padres que marcaram a vida do povo, da sua comunidade, seja na pregação da palavra, seja no testemunho do reino. É por isso que eu queria chamar atenção de nossos Cônegos: que eles entrassem um pouco nessa linha! Todo cargo, todo ministério, tudo é graça, tudo é dom de Deus! Cargos e títulos servem para nos colocarmos ainda mais a serviço. Muitos padres me perguntam: ‘como é a sua vida de bispo em relação à vida de um padre’? Eu sempre respondo: ‘é serviço! É mais serviço!” Esses cônegos vão ser colaboradores do bispo (…) Mas também eu peço que inspirados nesta solenidade local de Santo Antônio, nosso padroeiro, que ajudem não somente o Bispo, mas também os sacerdotes. Sobretudo os sacerdotes mais necessitados! […] Eu quero que eles façam uma coisa a mais: que eles ajudem os sacerdotes! Já é uma tarefa que eu vou dar a eles: eu quero que eles ajudem a organizar o Estatuto de nossa diocese junto com os dois padres que são coordenadores da pastoral presbiteral. Esse documento deve pensar no futuro: para que o padre possa ser assistido material e espiritualmente. Muitas vezes nossos irmãos sacerdotes se sentem um pouco na solidão, esquecidos. Gostaria de pedir muito isso! Pedido esse feito em público para que fique registrado na mente de todos que estão aqui participando! Cabido é cabide; é onde o Bispo pode se apoiar. Cabido significa isso: aquele que pode ser um amparo não só para o Bispo, mas para o irmão que necessita.”

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Logo após a homilia procedeu-se a diplomação dos novos cônegos. São eles: Pe. Bruno César Dias Graciano, pároco da paróquia São Lourenço Mártir (São Lourenço); Pe. Marcos Antônio Menezes Thomaz, pároco da paróquia N. Sra. da Saúde (Lambari); Pe. Sérgio Roberto Monteiro, reitor da Comunidade Teológica N. Sra. do Carmo (Pouso Alegre) e administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Itanhandu) e Pe. Wanderlei Procópio do Nascimento, pároco da paróquia de São José (Itamonte).

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Para a diplomação, os cônegos proclamaram publicamente sua fé, utilizando o símbolo Niceno-Constantinopolitano e fizeram o juramento de fidelidade. Dom Pedro concedeu indulgência plenária aos padres do cabido e, por fim, fez a imposição do barrete e bênção do anel dos novos cônegos.

O cabido ficou assim constituído: Arcediago – Côn. José Douglas Baroni; Arcipreste – Côn. Luzair Coelho de Abreu; Chantre – Côn. Marcos Antônio Menezes Thomaz e Tesoureiro-mor – Côn. Bruno César Dias Graciano.

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A parte musical da celebração ficou a cargo do magnífico reitor do seminário filosófico N. Sra. das Dores, Pe. Edson Pereira de Oliveira, que ensaiou e regeu o coral composto pelos seminaristas das duas casas de formação de Campanha (Propedêutico e Filosofia).

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Ao final da celebração, seguindo a tradição para o dia de Santo Antônio, D. Pedro abençoou os pães que os fiéis levaram e concedeu bênção solene com a relíquia do padroeiro da catedral.

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Texto: Flávio Maia

Fotos: Bruno Henrique

PasCom Paróquia Santo Antônio – Campanha/MG

 

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